Publicidade

Académica OAF 2-1 Leixões SC: Um jogo ‘à antiga’

Redação BnR · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O cenário que rodeava o Estádio Cidade de Coimbra remetia-nos para outras alturas. Para o tempo em que o futebol era vivido em sã convivência entre adeptos e gerações diferentes. O resultado era o menos importante, perante os valores familiares e a paixão, saudável, pelo clube.

Leixões e Académica fizeram jus, no campo, ao ambiente vivido fora dele e procuraram o golo desde o início. Os de Matosinhos deram o primeiro aviso, aos cinco minutos, com Pedro Henrique a cabecear por cima, quando Ricardo Moura já estava batido. Os estudantes não se fizeram rogados e reagiram, aos dez minutos, com… golo. Na sequência de um canto batido por Júnior Sena, Brendon aproveitou um desvio que traiu o guarda-redes leixonense e inaugurou o marcador.

Um tento que mexeu com o marcador, mas não com o jogo. Ambas as equipas continuaram a procurar o golo. Ofori, num disparo de fora da área, e Hugo Almeida (regressado à titularidade), num trabalho “à ponta de lança”, ameaçaram o que Pedro Henrique, à beira do intervalo, concretizou. O ponta de lança do Leixões impôs-se aos centrais da Académica e respondeu da melhor forma ao cruzamento de Poloni, deixando tudo igualado no regresso aos balneários.

Festejos do golo que setenciou a partida
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte conheceu uma toada menos intensa e as oportunidades foram-se diluindo por entre o desgaste físico leixonense, que os obrigou a baixar linhas, e a falta de inspiração coletiva dos estudantes. Só Júnior Sena e Ofori, em disparos de longe, ameaçaram mexer com o marcador, nos instantes iniciais da primeira parte, e parecia que só um golo conseguiria agitar o jogo. Não se via era maneira de ele chegar. Mas chegou. Aos 77 minutos, Júnior Sena (outra vez ele) bateu um livre sobre a direita e Djoussé, que tinha entrado para o lugar de Hugo Almeida, subiu mais alto do que a defesa leixonense e fez o 2-1 que sentenciou a partida.

O Leixões reagiu, como seria de esperar, mas a pressão final dos matosinhenses não teve efeitos práticos, além da expulsão de Jean Filipe, já que a Académica, mesmo reduzida a dez e incapaz de ligar defesa e meio-campo, revelou-se muito difícil de bater no seu último terço.

O Leixões somou a quarta derrota consecutiva e está agora a três pontos da zona de descida. A Briosa, por outro lado, conseguiu o segundo triunfo seguido, que a coloca, provisoriamente, no sexto lugar e a nove pontos dos lugares de subida. Já esteve mais longe…

ONZES INICIAIS:

ACADÉMICA OAF: Ricardo Moura; Brendon (Traquina 45’ e Marinho 70’), Zé Castro, Yuri Matias, Mike; Ricardo Dias, Júnior Sena, Reko; Romário Baldé, Jean Filipe e Hugo Almeida (Djoussé 70’).

LEIXÕES SC: Tony; Jorge Silva (Evandro 58‘), Pedro Monteiro, Bura, Poloni; Oudrhiri, Ofori (Kukula 81’) e Luís Silva; Roniel (Erivaldo 75’), Bernardo e Pedro Henrique.

Pedro Machado

A FIGURA

Fonte: Académica

Júnior Sena – Os dois golos da Académica tiveram um denominador comum: Júnior Sena. Além de uma bela exibição, na qual criou perigo por várias vezes, foi importante na ligação entre o meio-campo e o ataque, bem como a integrar os companheiros no jogo. Conseguiu ainda as duas assistências que o ligam diretamente ao resultado deste jogo e à vitória da sua equipa.

Vasco Moreira

O FORA DE JOGO

Fonte: Académica

Traquina – Entrou no final do primeiro tempo, para o lugar do lesionado Brendon, mas não conseguiu acrescentar nada ao jogo da Briosa. Com Traquina em campo, a equipa perdeu intensidade e fulgor, sendo que acabou mesmo por ser substituído aos 70 minutos e as melhorias foram notórias.

Vasco Moreira

CONFERÊNCIA BNR

Leixões SC

BnR: Foi especial estrear-se como treinador principal em Coimbra, contra um clube onde foi feliz?

Bruno China: Toda a gente sabe que o meu clube do coração é o Leixões, mas vou-lhe dizer que tenho um carinho grande pela Briosa. Gostei muito de estar aqui. A seguir ao Leixões, é a equipa que mais me diz em Portugal.

Até tenho pena pela situação em que a Briosa se encontra, pelas pessoas que arrasta e por ser uma equipa de primeira.

Permitam-me, já agora, deixar uma palavra às pessoas de Matosinhos, que vieram em bom número.

Académica OAF

BnR: O Traquina entrou no decorrer da partida, mas acabou por sair na segunda parte. É uma substituição pouco usual. Foi uma decisão física ou estratégica?

João Alves: Foi uma substituição pouco usual, é verdade… e até me já me chamaram camaleão (risos). Já estive a falar com o Traquina. Não teve nada a ver com a performance dele e não tenho nada contra o Traquina, pelo contrário, gosto muito dele. É chato, eu sei que é, já fui jogador de futebol, mas como treinador, tive de tomar aquela decisão. Levei umas assobiadelas, faz parte do metiê, mas a equipa no fim ganhou.

Já coloquei jogadores e tirei-o passados dez minutos. Mas não foi isso que se passou hoje! Que fique bem claro. Nós precisávamos de ganhar. A equipa pedia velocidade e a velocidade entrou com o Marinho e o Djoussé.

 

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.