Académica OAF 4-3 UD Oliveirense: Quem não viu, não sabe o que perdeu

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A CRÓNICA: MONTANHA-RUSSA DE EMOÇÕES

Fim de tarde recheado de golos em Coimbra, com sete marcadores diferentes. Na receção à UD Oliveirense, a Académica OAF venceu por 4-3 e somou o terceiro triunfo consecutivo. A formação da casa entrou praticamente a perder no encontro, com um penálti convertido por Fabinho, mas revelou ter capacidade de reação para dar a volta. Os cabeceamentos certeiros de Traquina e Silvério, em lances semelhantes, trataram de assinar a reviravolta. As coisas complicaram-se para a equipa forasteira com a expulsão de Michael Douglas, mas nem isso abalou a estratégia montada por Pedro Miguel, que limitou-se a recuar Filipe Gonçalves para o eixo central. É certo que a equipa de João Pereira entrou no segundo tempo a fazer o terceiro (novamente de cabeça) por intermédio de Lacerda, mas houve sempre uma resposta do lado contrário. Malelé reduziu para 3-2, Francisco Moura recolocou a Académica a ganhar por dois golos e Agdon ainda foi a tempo de voltar a reduzir, fixando o resultado final num extraordinário 4-3. Um autêntico jogaço!

A FIGURA

Fonte: Académica OAF

Barnes Osei – Destacou-se nos processos ofensivos da sua equipa. A jogar de forma mais interior, o atleta de 24 anos permitiu que Lacerda pudesse aparecer de forma mais eficiente nas costas da baliza contrária. Apesar de não ter marcado qualquer golo, jogou e fez jogar, tendo estado na assistência para um dos golos da sua equipa. Nos minutos finais, revelou ser dos mais esclarecidos em campo, sabendo guardar a bola quando era necessário.

O FORA DE JOGO

Fonte: UD Oliveirense

Michael Douglas – Esteve incontornavelmente ligado ao desenrolar dos acontecimentos. Depois de ter revelado alguma passividade num dos golos da Académica, deixou a sua equipa em inferioridade numérica ao minuto 37’, numa altura em que se exigia uma resposta à reviravolta do adversário. A Oliveirense respondeu com luta e suor, mas não foi suficiente para contornar a desvantagem numérica.

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

A formação de João Pereira apresentou-se num 4-2-3-1, com Lacerda mais solto na frente e Bernes Osei a ocupar mais espaços interiores. Esperavam-se menores dificuldades para a Académica após a expulsão, tentando sempre aumentar a vantagem, mas foram muitos os espaços concedidos que permitiram ao adversário causar vários calafrios na segunda parte. Tal era o momento de desconforto que Chaby foi a jogo (só a 15 minutos do fim) para dar mais sentido de posse à sua equipa. Resultou, mas a Oliveirense ainda assustou.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (5)

Francisco Moura (7)

Silvério (6)

Zé Castro (6)

Sérgio Conceição (6)

João Mendes (5)

Ricardo Dias (6)

Marcos Paulo (6)

Traquina (7)

Lacerda (7)

Barnes Osei (7)

SUBS UTILIZADOS

Leandro (6)

Chaby (6)

Hugo Almeida (5)

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

A equipa de Pedro Miguel apostou no já habitual 4-4-2, com Agdon e Malelé na frente de ataque. Contudo, o momento-chave na redefinição da estratégia da Oliveirense (já depois de ter sofrido a reviravolta) foi a expulsão de Michael Douglas, deixando a sua equipa reduzida a dez. Filipe Gonçalves desceu para o eixo central e o meio campo da equipa forasteira até perdeu menos consistência do que se esperava, não sendo de admirar os dois golos que foram marcados no segundo tempo numa tentativa de chegar ao empate.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Coelho (5)

Leandro Marques (7)

Sérgio Reis (5)

Michael Douglas (2)

Alemão (4)

Sérgio Ribeiro (6)

Filipe Gonçalves (6)

Oliveira (4)

Fabinho (5)

Adgon (7)

Malele (6)

SUBS UTILIZADOS:

Marcos Junior (5)

Paraiba (5)

Neto Costa (-)

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Académica OAF

BnR: Alguma vez sentiu que o jogo podia fugir-lhe das mãos? E se sim, qual foi a solução pensada, tendo em conta a entrada do Chaby e do Hugo Almeida na reta final?

João Pereira: “Nunca senti que o jogo nos ia fugir. A maior parte dos jogos em que uma equipa começa a ganhar, normalmente não perde. Mas nós acreditámos que podíamos dar a volta e conseguimos. A minha preocupação era fazer o primeiro golo, é a chave, a partir daí a equipa poder exprimir outro tipo de coisas.”

UD Oliveirense

BnR: Depois da expulsão, o Pedro apenas puxou o Filipe Gonçalves para o eixo da defesa, não alterando a ideia de jogo. Alguma vez lhe passou pela cabeça uma mudança radical e se estava preparada a estratégia de descer um médio para o eixo central nestas situações?

Pedro Miguel: (sobre a expulsão) “A situação de baixar o central nestas situações estava pensada. Às vezes mais vale nem pensas nas coisas (risos). A equipa soube reagir bem apesar da expulsão. Não tenho nada que apontar aos meus jogadores. Com menos um homem, a Oliveirense jogou bem e a Académica sofreu para ganhar este jogo. Sinto-me triste pelo resultado, mas satisfeito com a exibição dos meus jogadores.”

 

Artigo de opinião de Miguel Simões e Márcio Francisco Paiva
Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

Redação BnR
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