A CRÓNICA – UM JOGO DE DUAS PARTES

Com a derrota do Farense em mente, o Nacional da Madeira deslocou-se a Viseu certo de que uma vitória significaria a liderança isolada. Se este era um motivo para que a formação insular entrasse mais forte no jogo do que os beirões, o certo é que foi exatamente o oposto que sucedeu.

O Académico dominou por completo os primeiros vinte minutos de jogo, tendo-se mantido por cima dos madeirenses durante toda a primeira parte. Nas alturas em que o Nacional parecia querer ir em busca do golo da vantagem, os viseenses “fechavam-lhes sempre as portas”, sendo prova disso o facto de Ricardo Janota apenas ter feito uma defesa durante todo o primeiro tempo.

Na segunda parte, a partida mudou um pouco de figura e os madeirenses foram-se tornando cada vez mais ameaçadores, ao passo que os beirões só iam criando perigo a espaços. O jogo ficou partido, situação da qual o veloz ataque viseense poderia beneficiar, mas quem criou a grande hipótese para inaugurar o marcador foi mesmo o Nacional, ao enviar uma bola ao poste aos 78 minutos, pelo recém-entrado Gorré.

No entanto, a partida chegou ao fim conforme começou, mas foi sem dúvida um dos jogos sem golos mais entretidos deste campeonato.

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A FIGURA

Fonte: Académico de Viseu FC

Luisinho – Foi a melhor exibição do extremo português na presente temporada. Constantemente a mostrar-se ao jogo, foram dos pés dele que surgiram as melhores oportunidades para o Académico marcar. Aliou a velocidade e a técnica, que o levaram, em tempos, aos relvados da Primeira Liga, a uma excelente capacidade de passe para assinar uma grande exibição.

O FORA DE JOGO

Fonte: CD Nacional

Momento ofensivo do CD Nacional – Apesar da segunda parte ter sido francamente melhor do que a primeira, o facto de apenas terem registado um “tiro” na etapa inicial do jogo é fator de preocupação. Mesmo quando detiveram o ascendente na partida, nunca foram capazes de demonstrar o critério necessário em tais situações, fator a melhorar se querem atacar a subida de divisão.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC

Dispostos em 4-4-2 na ficha de jogo, o Académico alinhava assim no momento defensivo, mas o desdobramento ofensivo em 4-3-3 era o que causava calafrios à linha recuada dos madeirenses. Com Luisinho muito interventivo, pela direita, e Latyr Fall a juntar-se várias vezes a João Mário na zona de finalização, os beirões foram ameaçando constantemente as redes de Daniel Guimarães no primeiro tempo, mas na segunda metade o rendimento caiu um pouco, o que acabou por tornar o jogo indeciso até final.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Janota (6)

Yang (7)

Steven Pereira (6)

Mathaus (6)

Jorge Miguel (6)

João Oliveira (5)

Kelvin Medina (6)

Latyr Fall (6)

Luisinho (7)

Jean Patric (6)

João Mário (6)

SUBS UTILIZADOS

Bruninho (6)

Anthony Carter (5)

Fernando Ferreira (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Sempre fiéis ao clássico 4-4-2, não foram capazes de assustar os beirões na primeira parte, tendo revelado muitas debilidades no processo ofensivo. Na segunda etapa conseguiram partir o jogo, mas foi insuficiente para chegar a um bom resultado. Um “gigante” Daniel Guimarães, entre os postes, foi a figura maior de uma equipa que terá certamente de melhorar o nível exibicional para alcançar a subida nesta tão competitiva LigaPro.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Guimarães (7)

Kalindi (6)

Rui Correia (6)

Leonel Mosevich (6)

Witi (6)

João Camacho (5)

Nuno Borges (6)

Rúben Micael (6)

Vítor Gonçalves (6)

Brayan Riascos (5)

Bryan Rochez (5)

SUBS UTILIZADOS

Kenji Gorré (6)

Jota (5)

CONFERÊNCIA BnR

CD Nacional

Bola na Rede (BnR): Após a perda de pontos aqui, e sabendo que o Farense também perdeu pontos, este empate deixa a equipa frustrada ou, por outro lado, serve de “gasolina” para alimentar a vontade de voltar às vitórias?

Luís Freire: Quem disputa a Segunda Liga sabe que é um campeonato difícil, não é por termos perdido alguns pontos que vai estar tudo mal. Vamos trabalhar durante a semana com o intuito de, no próximo fim de semana, vencermos junto dos nossos adeptos.

 

Académico Viseu FC

BnR: O Académico venceu o SC Farense e empatou com CD Mafra e CD Nacional. Pode dizer-se que é um “tomba-gigantes” desta Segunda Liga?

Rui Borges: Não há “tomba-gigantes”. Temo-nos dado bem com as equipas mais fortes, mas não tão bem com aquelas menos fortes. Este último aspeto é o que temos de melhorar, pois é nesses jogos que se veem os verdadeiros campeões. O principal é os jogadores acreditarem no projeto e continuarem a melhorar.

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira