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Sentia-se a esperança num mudar de rumo. Era o começo do novo ano no Estádio Cidade de Coimbra e o dobrar do campeonato, o início de uma segunda volta que dava azo a ambições renovadas e inabaláveis pela derrota no último fim-de-semana. Quando assim é, as coisas tendem a correr bem, como correram. Com o espírito estudantil bem representado nas bancadas, a Académica voltou às vitórias, e colocou-se provisoriamente, no terceiro posto da Segunda Liga.

A Briosa entrou com vontade de lavar a cara e mostrar aos adeptos que podiam sonhar com um 2017 marcado pelo regresso à glória. Disposta a partir do habitual 4x1x4x1 Traquina, Marinho e Ernst gravitavam (em constante permutação) em torno do ” cérebro ” Kaka no apoio ao regressado Toze Marreco, a Briosa chegou com qualidade à área do Olhanense, e ao fim de um quarto de hora de jogo eram já três – Ernst servido por Marinho, Kaká num pontapé fantástico de longe e Diogo Coelho de cabeça – as oportunidades de perigo para os estudantes.

O Olhanense, sufocado no próprio meio-campo pela pressão do adversário, não conseguia sair, e a Académica acentuava o seu domínio territorial, chegando, por isso, com naturalidade, o golo dos estudantes. Ernst, agradecendo uma bola devolvida pela área do Olhanense, disparou de fora da área para um golo de belo efeito.

O jogo conheceu um ritmo mais morno a partir daqui e ate final da primeira parte, sem grandes ocasiões de golo para além de um remate de Ernest, após excelente iniciativa individual. A Académica continuou a dominar, mas fez deixar respirar o adversário para que o pudesse fazer também.

Costinha admitiu um fraco início de segunda parte.
Costinha admitiu um fraco início de segunda parte.

O início da segunda parte manteve a toada do fim da primeira, com a Académica a gerir o seu esforço, atacando apenas pela certa (afinal, na terça-feira há quartos de final da Taça), quando surgisse uma ou outra abertura. O problema é que esta não aconteceu, porque o Olhanense ‘tomou’ uma boa dose de agressividade nos balneários (mas demorou a fazer efeito), e o meio-campo da Académica, também sentindo a falta de um médio de transição (Kaka não o é), foi sentindo dificuldades para ligar jogo.

Os algarvios foram crescendo no encontro, beneficiando do recuo do capitão Galassi para conectar sectores, e quase chegou ao golo. Doudou, de cabeça, obrigou Ricardo a defesa por instinto, e na recarga, Cissé, já  na pequena área, atirou às malhas laterais.

Este ascendente levou Costinha a mexer. Povoou o meio-campo, com a entrada de Tom Tavares e a saída de Marinho, e os 50 metros da Académica passaram a ganhar ganhar impermeabilidade.

O Olhanense tentava, mas faltava fantasia e rasgo perante o trancar de portas  conimbricense. Isto, associado aos riscos que os algarvios iam correndo com a subida no terreno, fez com que a Académica tivesse mais iniciativa atacante. O dilatar do marcador foi, portanto, consequência previsível. Maxwell, perante o adiantamento de Léo, tentou a sua sorte, de chapéu, e foi feliz. 2-0 aos 89 minutos e o jogo estava arrumado.

Rejubilou-se, em Coimbra, com o regresso às vitórias e lamentou-se, do lado algarvio a persistência de uma crise que já leva 5 derrotas consecutivas e um período de 8 jogos com apenas 1 triunfo que mantém a equipa “afundada” no último posto da Segunda Liga.

Pedro Machado

 

 

 

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