A CRÓNICA: APESAR DA VANTAGEM NUMÉRICA, VISITANTES NUNCA CONSEGUIRAM ASSUSTAR

CD Cova da Piedade e UD Oliveirense encontraram-se na 30.ª jornada da Segunda Liga separados por apenas quatro pontos. A equipa da casa encontra-se em 14.ª lugar da classificação, enquanto que os visitantes procuravam pontos de forma a tentar aumentar a diferença para a zona de despromoção.

O encontro começou com um ritmo lento, mas tudo ficou mais difícil para o Cova da Piedade quando viu o seu capitão, João Meira, receber ordem de expulsão aos oito minutos. Esperava-se uma reação por parte da Oliveirense, que de repente se encontrava em vantagem numérica, mas quem começou conseguiu criar oportunidades de maior perigo era a equipa almadense.

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Apesar da circulação de bola os visitantes não conseguiam criar verdadeiras ocasiões de golo, e ao intervalo o marcador assinalava uma igualdade a zero.

No segundo tempo a toada manteve-se, com o Cova da Piedade a tapar os caminhos para a sua baliza e a apostar em contra-ataques rápidos por intermédio de Arnold e João Oliveira, e a Oliveirense apostava em remates de longa distância que não causavam grande susto a Adriano Facchini.

No entanto, com o passar dos minutos e a fadiga acumulada nos jogadores piedenses, a turma de Oliveira de Azeméis começou a aproximar-se com maior perigo, colocando em sentido o guardião adversário, bem como a sua linha defensiva, mas o golo tardava em aparecer, e acabou por nunca chegar.

O encontro terminou com uma igualdade a zero, e ambas as equipas mantêm as suas posições na classificação.

 

A FIGURA
Fonte: CD Cova da Piedade

Bruno Bernardo: Com a expulsão do seu colega na zona central da defensiva do Piedade, Bruno Bernardo assumiu o papel de líder e controlou todas as investidas do seu adversário.

O FORA DE JOGO
Fonte: Cova da Piedade

João Meira: Ainda que a equipa tenha conseguido salvar um ponto, a expulsão do central acabou por comprometer as aspirações da equipa almadense.

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PIEDADE

Defensivamente o Cova da Piedade apresentou-se numa 4-1-4-1, com Firmino a descair para o corredor esquerdo e Shimabuku a descer para a posição de médio mais recuado, controlando as investidas do seu adversário. Com a expulsão de João Meira, Arnold acabou por recuar para a posição de lateral, durante o primeiro tempo, limitando o ataque rápido do Cova da Piedade.

Ofensivamente, e com menos um jogador, a equipa da casa conseguiu criar algumas oportunidades utilizando a sua velocidade e as jogadas de bola parada.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adriano Facchini (7)

João Amorim (6)

João Meira (5)

Bruno Bernardo (8)

Filipe Maio (6)

Cele (7)

Bruno Alves (7)

Shimabuku (6)

Arnold (7)

João Vieira (6)

Hugo Firmino (7)

 

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Pepo (-)

Patrão (6)

Gonçalo Maria (6)

Simão Jr. (7)

João Oliveira (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

Como o técnico afirmou no final da partida, a expulsão da parte do Cova da Piedade acabou por obrigar a Oliveirense a apostar num jogo de posse e ataque continuado, algo que não está habituada a fazer.

Apesar da vantagem na posse de bola, faltou algum discernimento no momento da decisão, especialmente no último passe. Oliveira foi dos mais esclarecidos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 

Arthur (7)

Leandro (6)

Steven Pereira (7)

Kadri (6)

Leo Bahia (6)

Thalis (7)

Filipe Alves (6)

Oliveira (7)

Luisinho (7)

Lima (6)

Dionathã (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Michel (6)

Sele Davou (7)

Kenidy (6)

Obi (6)

Raniel (7)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

UD OLIVEIRENSE

BnR: De que forma é que a expulsão do Cova da Piedade acabou por mudar o vosso plano de jogo?

Raúl Oliveira: Preparámo-nos para fazer um jogo com muito duelos, com bastante luta, até porque o Cova da Piedade joga um futebol direto para o João Vieira, e nós estávamos preparados para isso, até pela constituição da nossa linha média. Ter que fazer essa alteração na primeira parte  e passar para um jogo em que nós somos obrigados a ter posse, colocar jogadores entre linhas, fica difícil até pelas características dos jogadores.

CD COVA DA PIEDADE

BnR: Normalmente vemos os treinadores colocar de imediato um defesa quando um dos que está em campo é expulso. Por que razão esperou até ao intervalo?

Miguel Leal: Como treinámos estas situações, eu sabia que iria haver alguma estabilidade. O único problema que podíamos ter era se houvesse cruzamento. Se fosse agora na segunda parte eu fazia logo a substituição, mas como sabia que íamos estar tranquilos decidi atrasar as substituições porque sabia que iam ser precisas.

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