A CRÓNICA: QUANDO DOMINA O EQUILÍBRIO, APARECE PAULINHO PARA RESOLVER

O CF Estrela e o Leixões SC mediram forças num embate a contar para a sétima jornada da Segunda Liga Portuguesa. Os da casa, montados num 4-3-3, com Traoré a atuar como médio defensivo, tiveram um início bastante equilibrado e “quente”, contrastando com o tempo que se fazia sentir na Reboleira.

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Logo nos primeiros 5 minutos de jogo, duas excelentes ocasiões de golo, uma para cada lado, que obrigaram ambos os guarda-redes a sujar o equipamento. Com o decorrer do jogo, o Estrela foi tendo mais posse de bola e foi assumindo as despesas do jogo, contudo, também não criava grandes oportunidades de golo.

Perto do minuto 20, o ritmo da partida diminui. Ambas as equipas procuraram pausar mais o jogo e as sucessivas faltas no meio-campo não ajudaram a uma dinâmica mais interessante.

Só já perto do intervalo voltámos a ter sensação de golo na Reboleira. Canto para o CF Estrela e, no coração da área, um leve desvio de Traoré que por pouco não alterou o marcador.

Passados 45 minutos chegou o descanso, numa primeira parte que se fez valer pelos bons primeiros dez minutos e pelo bom ambiente vivido nas bancadas, quer pela claque da casa, quer pelos adeptos que se deslocaram de Matosinhos.

Findado o descanso, a segunda parte começou com uma oportunidade de golo, tal como a primeira. Diogo Pinto isolou Paulinho, que tocou para Diogo Salomão e este, não fosse um jogador do Leixões a bloquear o remate, teria feito o 1-0.

O Estrela entrou para o segundo tempo com a corda toda e um par de minutos depois, teve nova ocasião de golo. Diogo Pinto apareceu na área, tirou o guarda-redes da frente e, quase já sem ângulo, rematou para fora. Bom recomeço de jogo por parte dos “Tricolor”.

Após um bom começo do Estrela, verificou-se o mesmo da primeira parte. O Leixões procurou meter gelo no jogo, ter mais bola e, aos poucos, ir subindo linhas. No entanto, isso não impediu o Estrela de ter o melhor momento do jogo, até então. De um alivio do Leixões após um canto, a bola sobrou para Sérgio Conceição que, de primeira, atirou forte e colocado para a defesa da manhã, feita por Bernardeau.

A toada do jogo continuou mais ou menos a mesma, com a equipa da casa a ser superior e os forasteiros a conseguirem algumas saídas em contra-ataque, que normalmente terminavam sem perigo.

No entanto, ao minuto 89, depois de um belo momento individual de Paulinho, o Estrela viria a colocar-se em vantagem. Belo remate de fora de área do avançado que colocou a bola encostada ao poste esquerdo, sem hipóteses.

Até ao fim o Leixões ainda tentou forçar, mas não conseguiu chegar-se perto da baliza de Gonçalo Tabuaço e a equipa da Reboleira acabou mesmo por levar os três pontos.

 

A FIGURA

Paulinho – Durante 88 minutos não foi, nem de perto, o melhor jogador em campo. Pode até dizer-se que este estava a ser um jogo para esquecer para o avançado do CF Estrela mas a verdade é que, aos 89 minutos, quando teve uma oportunidade, Paulinho assumiu a responsabilidade e colocou a bola no fundo das redes com um remate de belo efeito. Bernardeu, que até então estava a fazer uma grande partida, não teve qualquer hipótese.

 

O FORA DE JOGO

Últimos 15 minuto da primeira parte – Num jogo que começou com tantas oportunidades e tão dinâmico, esperava-se que este fosse o mote para toda a partida. Ainda assim, isso não aconteceu e ambas as equipas, devido ao excessivo número de faltas, perderam intensidade e o jogo tornou-se muito parado. A intensidade viria a ser recuperada no início da segunda parte, mas na retina fica um duelo que nem sempre foi bem jogado.

 

ANÁLISE TÁTICA – CF ESTRELA

A equipa de Ricardo Chéu alinhou num 4-3-3. Com Traoré a alinhar como médio mais recuado (quando supostamente iria atuar como terceiro central, visto que se previa que o Estrela atuasse num 3-4-3-), os da casa apresentaram-se com três médios e três avançados, sendo que Diogo Salomão e Madson estavam mais preocupados com o jogo interior e entrelinhas. A profundidade e largura eram dadas pelos defesas laterais, Sérgio Conceição e Afonso Figueiredo, que muitas vezes apareceram em boa posição para cruzar para a área, onde maioritariamente aparecia Paulinho.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonçalo Tabuaço (7)

Sérgio Conceição (7)

André Duarte (6)

Anthony Correia (6)

Afonso Figueiredo (6)

Mamadou Traoré (6)

Diogo Pinto (7)

Chapi (6)

Diogo Salomão (5)

Paulinho (7)

Madson (6)

SUBS UTILIZADOS

Tipote (6)

Miguel Rosa (6)

Reko (-)

Miranda (-)

Matheus Dantas (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

Os comandados de José Mota, em momento defensivo, organizavam-se num 4-1-4-1, com Ben Hassana assumir a posição de médio defensivo, enquanto que Diogo Leitão se juntava a Nduwarugira, deixando Wendel sozinho lá na frente. No momento ofensivo, ambos os extremos explodiam na frente e Diogo Lietão assumia a posiçao de número dez, chegando-se mais perto do avançado e aparecendo em zonas de finalização. Lá atrás, a linha defensiva sempre se mostrou muito forte e coesa, excetuando no golo sofrido, onde se mostraram algo permeáveis.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Beunardeau (8)

Coronas (6)

Léo Bolgado (6)

Gustavo França (6)

Luisinho (6)

Ben Hassan (7)

Nduwarugira (6)

Diogo Leitão (5)

Kiki (5)

Wendel (6)

Jefferson Encada (6)

SUBS UTILIZADOS

Sapara (6)

Ayine (6)

João Oliveira (6)

Yuri (-)

Moribamba (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CF Estrela

BnR: Com dois laterais com muita qualidade (Afonso Figueiredo e Sérgio Conceição) que poderiam jogar numa primeira liga, que garantem bem a largura e a profundidade e aparecem bem a cruzar, é por essa razão que na primeira parte o Estrela apostou muito no cruzamento e se é isso que podemos esperar nessa equipa.

Ricardo Chéu: É verdade que utilizamos muito os cruzamentos. Não temos só esse recurso, queremos criar mais dinâmicas, mas isso demora e tem de ser consolidado no treino. Acho até que podíamos ter tirado mais proveito dessas situações porque forçámos e ficámos sempre no mesmo corredor. Disse-lhes ao intervalo que tínhamos de tirar a bola da zona de pressão, atrair de um lado e procurar espaço do lado contrário, e foi isso que nos faltou na primeira parte. É importante ter critério a fazer as coisas, na primeira parte faltou-nos isso.

 

Leixões SC

BnR: Num momento do jogo em que o Leixões procurava reagir à boa entrada do Estrela na segunda parte, promoveu duas substituições, a saída do Diogo Leitão e do Kiki, para as entradas do Sapara e do Ayine. O que procurou com as substituições? Foi só para refrescar ou também foi para resolver os problemas na finalização que falou anteriormente?

José Mota: Também. Todos sabemos que o Sapara é o nosso melhor marcador que trabalha muito bem em espaços curtos e que consegue tirar um coelho da cartola. Portanto foi isso que pretendíamos, um jogador que tem consciência com bola e que leve a bola para a frente. Depois, o Ayine é um jogador mais agressivo em termos ofensivos, transporta melhor e desta forma tínhamos melhores condições para atacar. No entanto pecamos na finalização e quem não marca sofre.

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