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CF União 1-1 SC Braga B: Justiça ao cair do pano

Marco António Milho · 3 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

Na jornada que marcava o início da segunda volta da Segunda Liga, o CF União recebia o SC Braga B, em jogo da 20.ª ronda, no Centro Desportivo da Madeira, na Ribeira Brava.

Desde a entrada de Ricardo Chéu, a equipa azul e amarela não tinha ainda perdido nenhum encontro para a competição, somando por vitórias os embates contra FC Famalicão (3-0) e CD Cova da Piedade (1-0), o que lhe valera a ascensão até ao 15.º lugar. A formação madeirense encontrava-se, ainda assim, numa fase difícil, com um plantel extremamente desfalcado por lesões e castigos, apresentando-se para este encontro com apenas 16 jogadores. Quanto aos forasteiros, a equipa B arsenalista já não vencia há seis jornadas e encontrava-se no 18.º posto da tabela classificativa.

Apesar das contrariedades, contudo, foi mesmo o União a adiantar-se no marcador. Logo aos seis minutos, Flávio Silva respondeu da melhor maneira a um cruzamento rasteiro de Sylla, a partir da direita. Com pouca oposição, o ponta de lança surgiu praticamente isolado na cara de Filipe e atirou para inaugurar o marcador.

Na resposta, foi Chastre a mostrar-se com duas defesas seguidas. Na recarga, Luther Singh ainda atirou por cima, mas bem perto das malhas unionistas.

Laércio foi mais uma das vítimas da onda de lesões na equipa madeirense, saindo condicionado ainda antes do intervalo Fonte: CF União da Madeira
Laércio foi mais uma das vítimas da onda de lesões na equipa madeirense, saindo condicionado ainda antes do intervalo
Fonte: CF União da Madeira

Depois de um arranque promissor, a qualidade de jogo diminuiu bastante e o ritmo tornou-se menos emotivo. A espaços, as duas formações procuravam atacar, embora sem grande clarividência.

No regresso das cabines, a iniciativa pertencia cada vez mais aos arsenalistas, que corriam atrás do prejuízo da forma que podiam. Com vontade, mas pouco engenho, as iniciativas raramente tinham o melhor seguimento.

Na área contrária o filme era semelhante, tendo o União ainda desperdiçado duas boas ocasiões para dilatar a vantagem, uma por Flávio Silva e outra por Mendy. O resultado, no entanto, era favorável aos insulares, pelo que os comandados de Ricardo Chéu procuravam, sobretudo, gerir o jogo.

Já depois dos 90’, Chastre precisou de ser assistido, transformando os cinco minutos extra em quase nove. A demora acabou por beneficiar a equipa de João Aroso, que apostava tudo no empate ao cair do pano. O golo da igualdade chegou quando a defensiva madeirense não conseguiu resolver uma investida visitante, tendo a bola sobrado para Dinis, central convertido em finalizador.

No final, o empate afigurava-se como um resultado justo, face à superioridade bracarense, em contraste com a passividade do União, que jogou durante larga parte do encontro na expectativa.

A FIGURA:

Fonte: CF União
Fonte: CF União

Rodrigo Henrique – Foi o mais irrequieto no ataque da formação unionista. Nem sempre dando o melhor seguimento às jogadas ou decidindo da melhor maneira, mas foi quem mais dores de cabeça deu aos defesas arsenalistas.

O FORA DE JOGO:

Fonte: CF União da Madeira
Fonte: CF União da Madeira

Qualidade do jogo – Num encontro em que nenhum jogador se destacou propriamente pela negativa, a qualidade do jogo nem por isso saiu beneficiada. Esperava-se mais, sobretudo do lado caseiro. E diz o adágio que “quem não marca, sofre”…

CONFERÊNCIA BnR: 

SC Braga B

BnR: O golo a fechar trouxe justiça ao resultado?

João Aroso – Trouxe uma justiça mínima, na minha opinião. Praticamente desde o início do jogo fomos a única equipa que quis jogar. O União marcou cedo e apostou no contra-ataque, sabíamos que tinham jogadores rápidos, que nos poderiam causar problemas. Mas mesmo num contexto difícil, devido às perdas de tempo sistemáticas, tivemos o discernimento e paciência para continuar a jogar e tentar até ao fim. Acho que merecíamos mais, pelo futebol que jogámos. Não me lembro de ver tanto anti-jogo assim. Eu posso até perder, mas nunca diria a uma equipa para fazer isto. Por isso tem um sabor especial, por acontecer no final, e em função daquilo que se passou.

CF União

BnR: Acha que foi um resultado final merecido?

Ricardo Chéu – Não se trata de merecer ou não. É preciso perceber as circunstâncias deste plantel. Mais uma vez temos uma convocatória com 16 jogadores e aquilo que estava a explicar ao meu colega de trabalho é que muitas vezes temos de entender o lado contrário. Quando trabalhamos com os jogadores quase como cirurgiões, a tentar colmatar as situações que acontecem no dia-a-dia. Sei que do outro lado existiram duras críticas, mas nunca pedi a um jogador meu que se atirasse para o chão. Soube-nos a pouco este resultado, mas tenho de aceitá-lo.

Marco António Milho

Redação Bola na Rede · ver artigos