CF União 3-0 Académica OAF: Estudantes não passaram no teste unionista

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O CF União usou o trunfo da eficácia e voltou a ser feliz ante os seus adeptos, ao vencer a Associação Académica de Coimbra OAF, numa partida a contar para a terceira jornada da Liga Ledman Pro e que opôs as duas equipas despromovidas da Primeira Liga em 2015/16. Os madeirenses disputavam o seu segundo encontro consecutivo em casa e procuravam dar seguimento ao bom resultado conseguido na ronda anterior, frente ao Real SC, enquanto, do outro lado, também os estudantes se apresentavam motivados, depois da vitória alcançada na receção à equipa B do SC Braga.

O União começava com dois dos mais recentes reforços no banco, Danilo Dias e Betinho, enquanto Mica Pinto, oficializado apenas no dia anterior, não estava ainda disponível. Assim, as duas formações apresentavam-se apenas com uma alteração para cada lado, em relação à jornada anterior. No União registava-se a entrada de Sidy Sagna, em detrimento de Rodrigo Henrique, enquanto na Académica Pedro Empis rendia Nélson Pedroso.

Os minutos iniciais da partida revelavam uma Briosa dominadora, que procurava assumir o jogo e pressionava bem alto a formação caseira. Apesar de tudo, os conimbricenses não conseguiam traduzir em oportunidades de golo a supremacia de que dispunham, o que permitia ao União começar a evidenciar-se.

Depois de algumas subidas que animavam os adeptos, o conjunto madeirense era mesmo o primeiro a adiantar-se aos 13 minutos, quando Luan aproveitou a bola que a trave devolveu, após um remate de fora da área de Sagna. Sozinho em frente a Ricardo Ribeiro, o ponta de lança brasileiro colocou em vantagem a equipa da casa.

A Académica seguia por cima, mas continuava sem criar grandes calafrios à baliza de Tony Batista e o União dispôs mesmo da melhor oportunidade para dilatar o marcador. E foi numa das incursões ofensivas dos azuis e amarelos que os capas negras se viram reduzidos a dez elementos, após a expulsão do central brasileiro Brendon, aos 41 minutos.

Ao fim da primeira parte notava-se uma Académica que privilegiava um futebol positivo e ofensivo, embora pecando na hora de ultrapassar o setor mais recuado dos unionistas. Já os insulares, por seu turno, defendiam bem e quando atacavam faziam-no de forma rápida e pragmática.

A Académica tem privilegiado um estilo de jogo mais apoiado e ofensivo, mas não foi feliz perante o pragmatismo insular
A Académica tem privilegiado um estilo de jogo mais apoiado e ofensivo, mas não foi feliz perante o pragmatismo insular
Fonte: Bola na Rede

Regressados dos balneários, os estudantes procuravam agitar o jogo, desde logo com duas substituições, entrando Luisinho e Djoussé para os lugares de Marinho e Tozé. Foi no entanto, o União a encontrar o fundo das redes uma vez mais, quando Júnior, aos 51’, numa jogada quase idêntica à que tinha protagonizado no encontro anterior, aumentou a vantagem.

A partir daí a Académica foi tendo mais dificuldades para atacar e o jogo passou a ser dominado quase por inteiro pelos madeirenses. Fruto disso mesmo, o União era cada vez mais perigoso e aos 66’, houve nova jogada ofensiva da turma insular e Luan só precisou de encostar para bisar na partida, depois de Rodrigo Henrique ter ultrapassado o guarda-redes visitante.

Até ao final do encontro, o União procurou gerir o resultado, perante uma Académica apática e cada vez mais inofensiva, mantendo-se o 3-0. Apesar dos números algo exagerados, a vitória acaba por ser justa, face à eficácia e pragmatismo evidenciados pelos madeirenses, embora ajudados, é certo, pela expulsão precoce de Brendon, que prejudicou a estratégia dos estudantes, numa altura em que já corriam atrás do prejuízo.

Marco António Milho
Marco António Milhohttp://www.bolanarede.pt
Nascido no Funchal, licenciou-se em Ciências da Comunicação, antes de passar pela redação do Diário de Notícias da Madeira. Dividido entre a rádio e a escrita, é amante incorrigível do jornalismo, do cinema, da história e do desporto em geral, onde o futebol e o basquetebol ocupam o lugar de destaque.                                                                                                                                                 O Marco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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