Última horaEM DIRETO: Francesco Farioli e Pablo Rosario lançam o duelo da Champions League entre FC Porto e PSV
Publicidade

FC Famalicão 2-0 Académica OAF: Estudantes por terra, primeira à vista

Pedro Machado · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A época fantástica do FC Paços Ferreira fazia com este fosse um dos jogos mais emotivos da edição 2018/19 da Segunda Liga.

Afinal, sobrava apenas um poleiro para três ‘galos’ (FC Famalicão, Académica OAF e Estoril-Praia SAD) na luta pela subida à Primeira Liga e dois deles encontravam-se em Vila Nova de Famalicão com cinco pontos a separá-los e seis jogos por disputar até final.

Os famalicenses, motivados por duas vitórias consecutivas, não se limitaram a baixar linhas em busca de eventuais contra-ataques e partiram, determinados, em busca de conquistar terreno ao adversário. Os estudantes, por outro lado, não se intimidaram e foram, também, à procura dos três pontos de que tanto necessitavam.

Isto resultou num jogo aberto, com a bola a rondar as duas balizas. Jonathan Toro e Anderson tiveram situações prometedoras, mas desperdiçaram-nas e teve de ser um central, Luís Rocha, a dar uma lição de eficácia aos avançados, respondendo da melhor forma a um cruzamento perfeito de Feliz com 10 minutos decorridos.

O golo madrugador do Famalicão não afetou a reacção da Académica, que manteve um jogo fluído no terço atacante. Porém, faltou sempre qualquer coisa no último passe e o único sinal de perigo dos estudantes surgiu de um remate de longe de Mike, que obrigou Defendi a grande defesa.

Insatisfeito com o resultado, João Alves decidiu mexer cedo na equipa. Tirou Traquina, fez entrar Femi Balogun. Porém, a equipa parece não ter reagido bem à opção do técnico e o Famalicão passou a conseguir sair a jogar, com mais conforto, pelo lado lado direito do ataque academista (onde estava Traquina, e onde passou a estar Baldé).

Neste contexto, conseguiu criar duas oportunidades flagrantes de perigo até final da primeira parte – a primeira por Anderson, que ultrapassou Yuri e, isolado, falhou o chapéu a Ricardo Moura, e a segunda, através de Walterson, que uma perda de bola de Ricardo Dias a meio do meio-campo da Académica para se posicionar e rematar, com perigo, ao lado.

Académica teve apoio massivo em Famalicão
Fonte: Bola na Rede

Do intervalo esperava-se uma reacção da Académica, mas foi o Famalicão quem acentuou o domínio. Os quatro homens da frente (Feliz, Walterson, Anderson e Fabrício) iam causando o caos no setor defensivo da Académica, pecando apenas na finalização – Anderson, por duas vezes isolado, e Walterson, de livre direto, não conseguiram desfeitear Ricardo Moura.

A cadência ofensiva, porém, fazia adivinhar um golo do Famalicão… que surgiu mesmo. Walterson, num pontapé fulminante fora da àrea, fez o 2- 0.

Com praticamente meia hora por disputar, esperava-se que a Académica remasse, inconformada, contra uma maré que parecia levá-la, fatalmente, para o ponto de partida desta época e não para o ponto de chegada que todos ambicionam – o futebol de primeira. Não aconteceu. João Alves ainda colocou Marinho, o herói do Jamor, em campo mas a Briosa só “cheirou” o golo quando dispôs de uma grande penalidade caída do céu, a sete minutos do fim, no seguimento de um lance infeliz da defesa famalicense. Yuri assumiu a responsabilidade de tentar bater Defendi dos onze metros… mas a bola saiu ao lado.

O penalty falhado foi o canto do cisne para a Académica. Não só no jogo, como no campeonato. Com 15 pontos por disputar, e a 8 dos lugares de subida, é preciso um milagre. O Famalicão, por outro lado, eliminou, praticamente, uma das equipas que com ela concorria ao futebol de primeira e colocou pressão na outra, o Estoril, que só joga amanhã. Para os famalicenses, a Primeira é já ali.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Famalicão: Defendi, Garcia, Ricardo, Rocha, Jorge Miguel; Feliz (Guzzo 87’), Pathé Ciss, Capela (Hocko 79’),Walterson; Anderson e Fabrício.

Académica OAF: Ricado Moura, Brendon, Zé Castro, Yuri Matias, Mike; Ricardo Dias e Fernando Alexandre (Reko 51’); Traquina (Femi 35’), Jonathan Toro (Marinho 67’), Romário Baldé e Hugo Almeida.

FIGURA:

Fonte: FC Famalicão

Walterson – Um golaço de fora de área e muito futebol nos pés. O brasileiro foi, a par de Feliz, o principal dinamizador do ataque do Famalicão, tirando o melhor partido da velocidade e da espontaneidade de remate.

FORA DE JOGO:

Fonte: Académica OAF

Yuri Matias – O quarteto ofensivo do Famalicão não era fácil de lidar, mas a passividade da defesa da Académica permitiu algumas veleidades aos jogadores famalicenses. Seria injusto atribuir o prémio de “pior em campo” a um só jogador da defensiva estudantil, mas Yuri, pelo penalti falhado, e algumas desatenções, acaba por levá-lo para casa.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Académica OAF

BnR: Acabou por deixar Donald Djoussé no banco. Pergunto-lhe se não se arrependeu de ter tirado o Traquina tão cedo, sabendo que podia ter tido mais uma opção ofensiva em campo?

João Alves: O Marinho é um avançado e tem um metro e setenta. O Femi também. O Famalicão pelo ar é uma equipa forte e acho que pelo chão são muito mais vulneráveis, daí ter apostado neles. Não concordo muito com o conceito de avançado robusto.

 

FC Famalicão

BnR: Deixou o comando técnico da Académica há vários meses. Perguntou-lhe que diferenças encontrou da Académica de então e de agora.

Carlos Pinto: É uma equipa diferente, para melhor. Eu tive pouco tempo para trabalhar. Agora a Académica tem jogadores mais fortes. Tem Romário que vinha de lesão, tem Junior. Nós tivemos de fazer uma segunda parte fantástica para os levar de vencidos. A Académica com João Alves é melhor do que a Académica com Carlos Pinto.

 

Foto de Capa: Bola na Rede

Pedro Machado

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca. Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

Miguel Costa · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.