FC Famalicão 2-1 Académica OAF: Cabeçada no caminho para a tranquilidade

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O caminho nesta segunda liga não é fácil: é um caminho sinuoso, feito de batalhas, imprevisibilidade, luta, e momentos de qualidade. Foi isto que se viu no Municipal de Famalicão. Com excepção dos últimos vinte minutos, o jogo foi intenso, bem jogado e com as duas equipas a procurarem o golo. Depois… o detalhe. No segundo tempo, com as duas equipas à procura do golo, o Famalicão foi mais eficaz. Dedo de Nandinho e grande cabeçada rumo à tranquilidade.

O jogo começou entretido. A Académica com mais bola, e com mais domínio territorial nos primeiros dez minutos. O Famalicão, aos poucos,  e com um quarteto em destaque – Carlão, Feliz, Mendes e Diogo Cunha –, foi criando jogadas que confundiram as marcações da organização academista. O golo – depois de uma excelente combinação entre Carlão e Mendes – foi já uma consequência natural.

Com o domínio famalicense a crescer, o golo academista chegou contra a corrente do jogo. Num lance de bola parada – tipo de lance cada vez mais decisivo – Makonda fez o empate. E o intervalo chegava, com um empate duro para os famalicenses.

Fonte: FC Famalicão
Fonte: FC Famalicão

No segundo tempo, as duas equipas  continuaram a promover o bom futebol e os lances de perigo iam-se sucedendo, nas duas balizas. A pontinha de felicidade que faltou à equipa de Nandinho no primeiro tempo chegou no segundo. Carlão, depois de um cruzamento do recém-entrado Gevaro – uma excelente entrada em campo -, restabeleceu a vantagem dos visitados.

Costinha arriscou e colocou “toda a carne no assador”: a equipa ganhou presença ofensiva mas perdeu tudo o resto. Faltou organização e cabeça para chegar a um golo que seria precioso, já que Aves e Varzim perderam. Costinha tinha prometido ambição para, finalmente, vencer fora. A ambição esteve presente, mas faltou qualidade.

Foto de Capa: Bola na Rede

Jorge Fernandes
Jorge Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
O futebol acompanhou-o desde sempre. Do amor ao Benfica, às conquistas europeias do Porto, passando pelas desilusões dos galácticos do real Madrid. A década continuou e o bichinho do jornalismo surgiu. Daí até chegarmos ao jornalismo desportivo foi um instante Benfiquista de alma e coração, pretende fazer o que mais gosta: escrever e falar sobre futebol. Com a certeza de que futebol é um desporto e ao mesmo tempo a metáfora perfeita da vida.                                                                                                                                                 O Jorge não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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