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O “dragão” entrou no dérbi com a postura que se lhe exigia. Marcou cedo mas a tranquilidade só chegou na segunda parte, fruto de uma oferta de Vagner que Herrera não desperdiçou. A postura boavisteira reforça o mérito e a dificuldade da vitória dos portistas. A diferença de dois pontos para o segundo classificado foi reposta com uma exibição alicerçada num espírito e numa garra muito grandes.

À vitória do SL Benfica em Santa Maria da Feira o FC Porto respondeu com a mesma dose. Felipe, aos dois minutos, começou por indicar o caminho que levaria os portistas a esquecer a desilusão da semana passada, em Paços de Ferreira. Tudo parecia encaminhado para uma noite tranquila, não fosse o rival do Bessa partir para cima dos dragões, repartindo muitas vezes o domínio do jogo, exibindo uma postura agressiva e de grande personalidade. Sérgio Conceição mexeu no onze, fez regressar Herrera, como era esperado, e lançou também Maxi. Em sentido contrário seguiram Waris e Corona. Do outro lado, Jorge Simão montou o seu Boavista no habitual 4-3-3, com Yusupha na frente bem apoiado por Mateus e Renato Santos.

A resposta da “pantera” obrigava o “dragão” a um recuo que não lhe era confortável e da bancada saíam os primeiros sinais de impaciência. Felipe, novamente de cabeça, tentou cravar na baliza de Vagner o 2-0, mas o guardião brasileiro estirou-se para uma grande defesa. A partir daí, os homens de Jorge Simão pareceram autênticas carraças sempre em busca da recuperação da bola o mais rapidamente possível, com agressividade q.b. e um cinismo que os foi aproximando perigosamente da baliza de Casillas. O guardião espanhol haveria de ter o seu momento alto quando Mateus, aproveitando uma bola morta na área azul, rematou rasteiro e colocado, para boa estirada de Iker.

As duas equipas proporcionaram um dérbi bem “rasgadinho”
Fonte: FC Porto

A sensação de que o resultado não estava seguro terá levado Sérgio Conceição a pensar em alterações para o segundo tempo. Acabaram por entrar os mesmos e face à falta de melhorias, logo Otávio deu o seu lugar a Óliver, que seguramente ofereceria maior critério e controlo da posse de bola. Coincidência ou não, os azuis e branco registaram melhorias e submeteram o rival da ‘rotunda’ à sua supremacia. Herrera, primeiro, não aproveitou a excelente abertura de Ricardo, mas cinco minutos depois, aos 62’, não perdoaria um erro crasso de Vagner, que tentou servir Idris num pontapé de baliza. O passe ficou curto, o mexicano apercebeu-se de que facilmente chegaria à bola primeiro que o adversário e foi com naturalidade que aumentou a vantagem.

O golo causou danos na estrutura dos boavisteiros, que não mais incomodaram de forma evidente a formação azul e branca. O resultado só não ganhou outra dimensão porque Sérgio Oliveira, chamado a converter uma grande penalidade por falta sobre Maxi, escorregou no momento de bater a bola e chutou contra o pé esquerdo. A bola entrou mas, avisado pelo videoárbitro, Manuel Oliveira rapidamente sancionou a infração. Refira-se que este foi um jogo em que a ajuda do sistema de videoarbitragem teve muita relevância já que, ainda na primeira parte, permitiu a continuidade de Vitor Bruno em campo, que havia sido erradamente admoestado com o cartão vermelho.

Os dragões vencem justamente depois de superarem um complicado e aguerrido conjunto boavisteiro, bem à imagem do que prometera Jorge Simão. Seguem na liderança isolada, com mais dois pontos do que o SL Benfica, quando faltam disputar sete jogos.

 

Como jogou o FC Porto

Titulares – Casillas, Maxi, Felipe, Marcano, Dalot, Sérgio Oliveira, Herrera, Otávio, Brahimi, Ricardo e Aboubakar

Suplentes – Vaná, Reyes, Óliver, Corona, Hernâni, Gonçalo Paciência e Soares

Substituições – Óliver por Otávio aos 52’, Gonçalo Paciência por Aboubakar aos 80’ e Corona por Maxi aos 84’

Cartões amarelos – Herrera aos 37’e Marcano aos 66’

Cartões vermelhos – nada a registar

Golos – Felipe aos 2’e Herrera aos 62’

 

Como jogou o Boavista FC

Titulares – Vagner, Mesquita, Henrique, Rossi, Talocha, Idris, Fábio Espinho, David Simão, Renato Santos, Mateus e Yusupha

Suplentes – Assis, Robson, Rochinha, Kuca, Sparagna, Ruiz e Vitor Bruno

Substituições – Vítor Bruno por David Simão aos 33’, Sparagna por Mateus aos 68’ e Kuca por Yusupha aos 81’

Cartões amarelos – Henrique aos 22’, Vítor Bruno aos 40

Cartões vermelhos – nada a registar

Golos – nada a registar

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