A CRÓNICA: Um duelo intenso que obrigou o “franzino” a decidir

À entrada para a quinta jornada da Liga Ledman Pro, ambos FC Porto B e UD Vilafraquense totalizavam o mesmo recorde de vitórias, empates e derrotas. Dito isto, ambas as equipas somavam os mesmos 4 pontos, pelo que Rui Barros e Quim Machado procuravam libertar-se dos pontos perdido no jogo transato (FC Penafiel e UD Oliveirense respetivamente).

A primeira parte teve o controlo do FC Porto B, não obstante a equipa de Vila Franca de Xira não se tenha confortado com aquilo que fazia sem bola, ao passo que assim que detinha a posse procurava explorar os flancos e a largura de Vinícius e Vítor Bruno, enquanto simultaneamente encontravam na versatilidade de movimentos de André Dias e André Claro, um meio eficaz para criar adversidades ao quarteto defensivo portista.

Por outro lado, com mais tempo com bola e de frente para o jogo, a equipa azul e branca começou por explorar a profundidade de Gonçalo Borges, que andava sempre à espreita da mínima desatenção do lateral direito da equipa forasteira. Apesar dos vários sustos, entre os quais um remate voraz de Gómez, a equipa comandada por Quim Machado controlou, com uma linha de 5 no setor defensivo, aquilo que iam fazendo os jovens criativos azuis e brancos, que apesar de muito prepotentes na criação, teimavam a falhar na definição.

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No início da segunda parte, o FC Porto B entrou mais pragmático e com uma dinâmica ofensiva mais prática. Depois de uma associação muito interessante entre os membros do ataque, Danny Loader apareceu isolado e somente Ceitil o travou em falta já dentro de área, originando um penalty que o próprio Loader viria a concretizar.

Aberto o marcador ao minuto 58, a equipa forasteira investiu de forma mais despreocupada e urgente para igualar novamente o resultado. Depois de várias tentativa infrutíferas, entre os quais um cabeceamento de Fortes, foi a equipa azul e branca novamente a ferir a baliza de Maringá. Após uma jogada «clássica» movimentando-se da direita para dentro, Francisco Conceição incrementou a vantagem com um gesto técnico fantástico, demonstrando o porquê de ser um dos potenciais jogadores revelação deste campeonato.

Apesar das várias mexidas na equipa, o UD Vilafranquense continuou previsível e com uma procura descomedida do cruzamento. Ainda assim, a «turma» de Quim Machado persistiu, não desistiu e concretizou através dos pés de Rodrigo Rodrigues o primeiro golo do jogo, que no entanto foi insuficiente para evitar aquela que seria a terceira derrota no campeonato.

A FIGURA


Francisco Conceição- Energético, um autêntico «abre-latas» e talhado para jogos diante equipas que se fecham muito atrás da linha da bola. Conseguiu desbloquear uma combinação que viria a isolar Danny Loader para o primeiro lance chave da partida e sozinho, posteriormente, marcou o segundo golo que viria decidir o jogo. A sua proeminência a jogar entre linhas, voltou a desiquilibrar o oponente e Conceição novamente demonstrou-se decisivo e a principal figura portista.

O FORA DE JOGO


Ofensiva do Vilafranquense- Apesar do golo já perto do fim, a equipa forasteira teve muitas dificuldades em fazer frente aos centrais João Marcelo/Pedro Justiniano e ao trinco Tiago Matos. Seja na antecipação ou na conquista dos duelos, os jogadores da defesa azul e branca demonstraram-se mais fortes e inteligentes que o oponente, ao passo que a «turma» de Quim Machado raras vezes definiu bem no último terço, naquela que foi uma procura inconsequente do cruzamento e da bola longa para Carlos Fortes, que sentiu muitas dificuldades a jogar longe da baliza. 

ANÁLISE TÁTICA- FC PORTO B

A «turma» de Rui Barros apresentou-se num 4-1-4-1, com Tiago Matos à frente da dupla de centrais (João Marcelo e Pedro Justiniano) e com os médios criativos sempre alinhados aquando do jogo posicional defensivo, tendo em Rodrigo Valente, Gómez e Tiago Matos como referências na transição defensiva. Ofensivamente a equipa secundária azul e branca trabalhou com maior variabilidade aquando comparado com o jogo anterior diante o FC Penafiel, obrigando a linha defensiva forasteira a um foco constante, ao passo que a capacidade individual dos jogadores portistas, ajudou de forma preponderante a desconstruir a defensiva contrária.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (6)

João Marcelo (7)

Pedro Justiniano (7)

Carlos Gabriel (5)

Rodrigo Conceição (6)

Tiago Matos (7)

Rodrigo Valente (6)

Johan Gómez (6)

Francisco Conceição (6)

Danny Loader (6)

SUBS UTILIZADOS

Boateng (5)

Angel Torres (-)

Igor Cássio (-) 

 

ANÁLISE TÁTICA- UD VILAFRANQUENSE

A equipa comandada por Quim Machado apresentou-se num 3-4-3, que rapidamente se desenlaçava num 5-2-3, de modo a controlar a criatividade e capacidade individual dos jogadores da casa. Em jogo posicional ofensivo destaque para Diogo Izata que sempre demonstrou-se presente para progredir com a bola nos pés, todavia tenha tido poucas vezes a bola no pé para definir. Em transição ofensiva, a procura do robusto jogo de costas de Fortes e da profundidade dos jogadores “colados” à linha foi uma constante no jogo da equipa forasteira. Depois do segundo golo azul e branco a insistência no cruzamento persistiu e daí, inclusive, surtiu o primeiro e único golo da equipa forasteira.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Maringá (6)

Sparagna (5)

Diogo Coelho (5)

Vítor Bruno (6)

Marcos Vinícius (6)

Filipe Oliveira (5)

André Ceitil (3)

Diogo Izata (5)

André Dias (6)

André Claro (5)

Carlos Fortes (4)

SUBS UTILIZADOS

Leonardo (5)

Malinowski (5)

L.Antunes (5)

Rodrigo Rodrigues (7)

E.Veiga (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto B

BnR: «Mister, considera que a chave neste jogo esteve na capacidade de Francisco Conceição trabalhar em espaços curtos e acha que isso fez falta no último jogo diante o FC Penafiel?»

Rui Barros: «Nós sabíamos o Vilafranquense jogava com uma linha de 5 com 3 centrais e era importante termos alguém que ganhasse essa linha entre o meio campo e a defesa e o Francisco tem essa capacidade de ir buscar entre linhas. Foi um jogo muito bem conseguido pela equipa e merecemos ter ganho o jogo»

UD Vilafranquense

BnR: »Mister, o que faltou à equipa para criar mais ocasiões de perigo, principalmente depois do primeiro golo do FC Porto B?»

Quim Machado: «Depois do golo, tentamos reagir, fizemos algumas alterações, melhoramos, mas tínhamos que entrar logo na segunda parte fortes e esses 20 minutos que demos de avanço custou-nos caro. O resultado na minha opinião é injusto, devíamos ter saído daqui com pontos.»