Gil Vicente FC 0-0 Sporting CP B: Marcar sem sofrer e mesmo assim não ganhar

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O título deste rescaldo reflete o exemplo perfeito do quão paradoxal tem sido a época do Gil Vicente. Os minhotos não vencem há 14 jogos e não marcam há nove. Durante esse período, os gilistas acumularam sete empates e igual número de derrotas, conquistando sete pontos em 42 possíveis. Na partida de hoje, por mais incrível que possa parecer, o Gil marcou por três vezes, não sofreu qualquer golo e, ainda assim, terminou o jogo empatado a zeros. A explicação? Três golos anulados pela equipa de arbitragem liderada por Manuel Mota que parece, no entanto, ter decidido bem. Mais dúvidas ficaram em dois lances, já na segunda parte, em que Camara, primeiro, e Gonçalo Abreu, depois, ficaram a reclamar grande penalidade na área leonina.

Do outro lado estava a jovem formação do Sporting CP ‘B’, que após duas derrotas (Cova da Piedade e União da Madeira), procurava em Barcelos o caminho da retoma, se possível com uma vitória. Assim não aconteceu, mas o empate também não desagradou, como refere Luis Martins, já que os gilistas estiveram por cima durante grande parte do encontro. Na primeira parte, sob a batuta de Jonathan, o Gil aproximou-se por várias vezes da baliza de Stojkovic, que limpou sempre os lances sem grande dificuldade. Antes já Ary Papel havia aquecido as mãos de Rui Sacramento, que voou aos 15’ para evitar o golo dos leões.

No meio de um jogo morno, as oportunidades escasseavam, mas as bancadas foram aquecendo e esfriando, à medida que os gilistas iam marcando e viam, seguidamente, os tentos anulados pela equipa de arbitragem. Primeiro Jumisse, depois Aldair e, por fim, Fréderic, pensaram ser eles os heróis que retirariam os gilistas da crise de golos em que se haviam afundado.

Fréderic Maciel foi um dos impulsionadores dos ataques gilistas Fonte: Pedro Gonçalo Costa/Jornal de Barcelos
Fréderic Maciel foi um dos impulsionadores dos ataques gilistas
Fonte: Pedro Gonçalo Costa/Jornal de Barcelos

O discernimento, como reconheceu Paulo Alves no final, já não era muito e todas as incidências da partida apenas serviram para que que o bloqueio dos gilistas se tornasse ainda mais evidente. Contudo, a equipa parecia querer voltar a erguer-se, essencialmente na entrada para o último quarto de hora, numa altura em que Paulo Alves lançou Camara e Gonçalo Abreu para os lugares dos apagados Aldair e Jumisse.
Os gilistas tomaram, então, de assalto a baliza de Stojkovic, que a manteve inviolável, beneficiando ainda de uma tremenda ineficácia própria de quem não marca golos há mais de dois meses. Por outro lado, os jovens leões, com as entradas de Pedro Delgado e Almeida foram aproveitando com mais clarividências os espaços que a defensiva gilista ia abrindo, em função do balanceamento atacante.

Aí, o balde de água fria esteve para cair em cima dos barcelenses, quando já em tempo de compensação Almeida, descaído para o lado esquerdo da área, rematou em arco para o poste mais distante. Rui Sacramento achou que seria uma tremenda injustiça e com um grande estirada evitou o pior.

 

Como jogou o Gil Vicente FC:
Titulares – Rui Sacramento, Ricardinho, Tormena, Luiz Eduardo, Tinoco, Jumisse, Alphonse, Jonathan, Aldair, Fréderic e Rui Miguel
Suplentes – João Costa, Sandro, Miguel Abreu, Camara, James Arthur, Fall e Gonçalo Abreu
Substituições – Camara por Aldair aos 59’, Gonçalo Abreu por Jumisse aos 70’ e Fall por Fréderic aos 86’
Amarelos – Gonçalo Abreu aos 86’
Vermelhos – nada a registar
Golos – nada a registar

Como jogou o Sporting CP ‘B’:
Titulares – Stojkovic, Riquicho, Ivanildo, Demiral, M. Luís, Paulinho, Rafael Barbosa, F. Ribeiro, Ary Papel e Marques
Suplentes – Diogo Sousa, Delgado, T. Djaló, Ronaldo, Almeida, Gui e Bruno Paz
Substituições – Delgado por F. Ribeiro aos 56’, Ronaldo por Marques aos 67’ e Almeida por Ary Papel aos 83’
Amarelos – nada a registar
Vermelhos – nada a registar
Golos – nada a registar

 

Ricardo Anselmo
Ricardo Anselmohttp://www.bolanarede.pt
O azul e o branco é parte fundamental da vida do Ricardo. O amor pelo FC Porto faz dele um adepto ferrenho dos 'dragões'. Tem na escrita um amor quase tão grande como o que tem pelo clube, sendo sobre futebol que incide a maior parte das suas escrituras. No futuro, espera encontrar no jornalismo a sua ocupação profissional.                                                                                                                                                 O Ricardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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