A CRÓNICA: O FILHO BOM À CASA TORNA, MAS NEM ISSO FOI SUFICIENTE

Passados dois meses, o Leixões SC voltou a jogar na sua casa. Depois de jogos adiados consecutivamente dado um surto de COVID-19 no clube, tanto em jogadores como em staff, a equipa matosinhense retornou ao Estádio do Mar para defrontar o SC Covilhã, em jogo a contar para a Segunda Liga Portuguesa.

O jogo começou sem grandes oportunidades, mas algo faltoso e agressivo por ambas as equipas. A primeira oportunidade flagrante de golo apareceu aos 18 minutos, onde Avto recebeu a bola às portas da baliza e, por centímetros, não inaugurou o marcador a favor do Leixões. Em jeito de resposta, a equipa visitante também possuiu uma oportunidade golo, dois minutos depois, onde Enoh rematou com força para uma grande defesa de Beto.

Apesar de um jogo bastante focado em posse de bola para ambas as equipas, o Covilhã esteve quase sempre por cima. O culminar disso mesmo foi o cruzamento de Jean Felipe, onde a bola foi telecomandada para a cabeça de Gleison, entrou na baliza de Beto, mas o golo foi invalidado por fora-de-jogo.

O jogo prosseguiu sem mais história, sendo que já era pouca a que existia para contar. A bola não saía do meio-campo e, se alguma vez chegava ao último terço do campo, não chegava à baliza de nenhum dos guarda-redes. Nem os serranos, nem os leixonenses conseguiam ter uma oportunidade verdadeiramente flagrante para alterar tanto o resultado como o rumo do jogo.

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Em termos de critério, o Covilhã teve sempre muito mais a nível ofensivo do que o Leixões. As oportunidades de golo para os serranos, apesar de não serem evidentes, surgiam e com algo perigo, mas não foram eram suficientes para inaugurar o marcador. Critério largo foi também o escolhido pelo árbitro João Bento que, num jogo tão faltoso de ambas as equipas, só tirou o cartão amarelo do bolso aos 64 minutos.

A verdadeira oportunidade de golo para os serranos apareceu aos 69 minutos, com um remate à lei da bomba por parte de Gui Inters que obrigou Beto a uma enorme defesa. Passados dez minutos dessa grande oportunidade, o jogo das faltas acabou dentro da área do Leixões. Deivison Borges sofreu uma falta dentro da grande área e João Bento apontou para a marca dos onze metros. Filipe rematou, mas Beto, mais uma vez, salvou a equipa matosinhense de sofrer golo.

O jogo terminou mesmo desta forma. Sem história, sem golo e sem vitória para nenhuma das equipas. O marcador não se alterou e o 0-0 permaneceu até ao final dos 90 minutos.

 

A FIGURA

Beto – Se o resultado se manteve inalterado, deve-se a Beto. O veterano guardião do Leixões fez das tripas coração para salvar a equipa da derrota. Um exemplo dentro de campo e o homem que garantiu o único ponto que a equipa de Matosinhos arrecadou no encontro. Várias foram as defesas, incluindo a de uma grande penalidade.

O FORA DE JOGO

Jogo sem história – Esperava-se outro fio de jogo. Num encontro onde as duas equipas precisavam indubitavelmente de vencer, não houve a garra suficiente para tal acontecer. Viu-se um jogo muito mais faltoso e agressivo do que propriamente jogado para fazer a diferença no marcador e no rumo que ambas as equipas levam.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

João Eusébio manteve o 4-3-3 algo ofensivo, a nível tático e dadas as individualidades dos jogadores que escolheu para integrarem o onze inicial. O veterano Beto continuou a defenderas redes do Leixões. A linha defensiva manteve-se composta por Brendon, Pedro Pinto, Rafael Furlan e Edu Machado.

O meio-campo permaneceu seguro por Machado, Nduwarugira e Rodrigo, com vista a apoiar Avto e Encada, companheiros do homem mais avançado da equipa de Matosinhos, Nenê.

 XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Beto (7)

Paulo Machado (6)

Pedro Pinto (6)

Rafael Furlan (5)

Jefferson Encada (6)

Nenê (6)

Edu Machado (6)

Nduwarugira (6)

Avto (6)

Brendon (6)

Rodrigo (6)

 SUBS UTILIZADOS

Rui Pedro (6)

Kiki (6)

Jota Silva (-)

Jota (-)

 

 ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

Nuno Capucho foi a jogo com um 3-5-2, com um meio-campo bastante compacto. Léo segurou as redes, com uma linha de três defesas composta por André, Jorge Vilela e Joel Vital.

O meio-campo foi uma muralha composta por Enoh, Tiago Moreira, Filipe, Gui Inters e Jean Felipe. Os homens-alvo da equipa visitante foram Gleison e Daffe.

 XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo (7)

André (6)

Filipe (6)

Jean Filipe (6)

Joel Vital (6)

Daffe (6)

Tiago Moreira (6)

Jorge Vilela (6)

Gleison (7)

Gui Inters (7)

Enoh (7)

 SUBS UTILIZADOS

Lamine (6)

Deivison Borges (6)

Leo Cá (6)

Inusah (-)

 BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

LEIXÕES SC

BnR: Uma pequena análise daquilo que foi o jogo, e pergunto também o que falta para alterar o que rumo que a equipa está a levar, dado que não vencem desde novembro?

João Eusébio: Penso que foi um jogo bem disputado, equilibrado e com uma intensidade enorme. Houve momentos em que o Leixões esteve por cima, com uma atitude competitiva diferente e uma imagem diferente. Hoje, os jogadores tiveram uma atitude muito forte, mas também tenho de dar mérito ao Covilhã. Só tenho de ficar orgulhoso com esta cara, com este Leixões, penso que com esta atitude o Leixões vai ganhar mais jogos.

Quando vim para o Leixões, vim como coordenador técnico do futebol e era essa a minha função, sempre foi. Respondendo ao Bola na Rede, é um facto que os primeiros jogos do Leixões levaram a uma mudança de treinador. Temos dois jogos em atraso, temos jogadores que ficaram em confinamento, alguns acusaram o desgaste de 10 e 14 dias em casa. Foi preciso fazermos uma “mini-pré-época” para alguns terem uma melhor performance e equilibrada. O meu cargo era coordenador técnico. É esse cargo que eu ocupo, sempre ocupei e já me vieram dizer que sou mais útil nesse cargo. A partir de hoje, vou ocupar simplesmente o cargo de coordenador técnico e vou deixar o cargo de treinador.

SC COVILHÃ

BnR: Uma análise ao jogo e perguntava-lhe, igualmente, o que faltou para o Covilhã sair deste encontro com os três pontos?

Nuno Capucho: Foi um jogo dinâmico. O jogo foi repartido e tivemos a possibilidade de vencer. Tivemos uma melhor definição no último terço do campo. Os últimos jogos não demonstraram o melhor da nossa equipa: não pressionavam, não criavam ocasiões de golo, não defendia e, assim, tínhamos muito mais dificuldades. Este campeonato é muito competitivo e gostei do jogo.

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