A CRÓNICA: FORAM MAIS OS CARTÕES DO QUE OS GOLOS

O Leixões SC recebeu o GD Chaves no Estádio do Mar, para o primeiro jogo caseiro de José Mota como treinador principal da equipa de Matosinhos. O início do jogo demonstrou duas equipas a tentaram aproveitar ao máximo as transições ofensivas, mas viu-se um Leixões muito mais pressionante do que os flavienses.

Poucas eram as ocasiões de golo criadas nos primeiros 20 minutos do encontro, pois o jogo acabava a estar dividido entre ambos os meios-campos. A primeira oportunidade flagrante de golo partiu do Leixões, onde Avto rasgou a defesa com um passe para Encada que rematou para as mãos de Paulo Vítor. Na resposta, João Reis ligou o turbo pelo lado esquerdo da linha defensiva dos leixonenses, mas Raphael Guzzo acabou a tirar tinta ao poste da baliza de Beto.

O Chaves ainda tentou a sua sorte, mas Juninho não conseguiu encostar, depois de um belo cruzamento de João Correia. No entanto, o golo que abriu o marcador acabou mesmo por surgir aos 40 minutos. Avto chegou perto da linha lateral, conseguiu cruzar e, no meio da confusão que se instalou na pequena área, Jefferson Encada conseguiu rematar para o fundo das redes do Chaves.

O início da segunda parte começou de forma polémica, sendo que o árbitro António Nobre deixou passar dois lances de passível grande penalidade a favor do GD Chaves. O jogo prosseguiu, com a equipa transmontana por cima do jogo, apesar do resultado.

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Contra o rumo do jogo, Paulo Vítor conseguiu salvar os flavienses de sofrer outro golo. Jefferson Encada rasgou a defesa pelo flanco direito e cruzou diretamente para a cabeça de Nenê que não conseguiu finalizar com sucesso.

O jogo continuou a pender para os flavienses. Apesar de não existirem oportunidades de golo, o Chaves prosseguiu com a pressão sob o Leixões, numa procura incessante pelo golo do empate. Mas, mais um vez, a grande oportunidade volta a ser dos leixonenses. Nduwarugira abriu caminho para Avto, que cruzou para Rui Pedro. O avançado português rematou contra o corpo de Paulo Vítor que, outra vez, fez manter o marcador.

E tudo parecia correr mal ao Chaves. Depois de tanta pressão ofensiva sem conseguir concretizar com sucesso, viu-se a jogar com apenas dez jogadores a partir dos 84 minutos. Guedes, que entrou na partida aos 80 minutos, acabou expulso com vermelho direto.

O jogo faltoso do Chaves acabou por se sobrepor à partida. Os últimos minutos foram marcados pelo gosto que o árbitro António Nobre teve em ir ao bolso para mostrar cartões amarelos. Ao longo encontro, foram servidos sete cartões amarelos e um cartão vermelho.

Os minutos de compensação foram de alto sufoco para ambas as equipas. Para a do Leixões para conseguir segurar a vitória, e para a do Chaves para conseguir arrecadar, pelo menos, um ponto. Bolas a tirar tinta aos postes da baliza de Beto e a rasar a trave foram como “nós” na garganta dos flavienses, porque a bola parecia não entrar.

E o resultado assim se manteve. O Leixões acabou mesmo por vencer o Chaves por 1-0, num jogo marcado por cartões e pela estreia de José Mota no banco do Estádio do Mar. José Mota só conhece o sabor da vitória ao comando do Leixões SC.

 

A FIGURA


Jefferson Encada – O extremo guineense de 22 anos do Leixões foi fundamental na construção do jogo ofensivo da equipa matosinhense. Todo o jogo criado, tanto pelas zonas interiores ou exteriores, passou por Jefferson Encada. Foi dele mesmo que as maiores ocasiões de perigo tiveram origem, tal como o golo.

 O FORA DE JOGO


Guedes– Um dos jogadores que fazia parte da solução estratégica de José Carlos Pinto para a recuperação do Chaves no marcador, acabou por ser um dos problemas. Entrou na partida aos 80 minutos, mas acabou expulso apenas quatro minutos depois da sua entrada.

 

 ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

José Mota optou por ir a jogo com o 4-3-3 habitual apresentado pelo Leixões. Escusado será dizer que a baliza teve a muralha Beto como guarda-redes. A linha defensiva foi composta pelos laterais Rafael Furlan e Edu Machado, com a zona central a ser ocupada por Pedro Pinto e Brendon.

O meio-campo permaneceu ocupado por Nduwarugira, que é o dono e senhor do setor, a par de Kiki e Bruno Monteiro. Os homens mais avançados no terreno do Leixões os extremos Avto e Jefferson Encada, encarregues de servir Nenê.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Beto (6)

Pedro Pinto (6)

Rafael Furlan (6)

Jefferson Encada (7)

Nenê (6)

Edu Machado (6)

Nduwarugira (7)

Kiki (6)

Avto (7)

Bruno Monteiro (6)

Brendon (6)

 SUBS UTILIZADOS

 Tiago André (6)

Rui Pedro (6)

Paulo Machado (5)

Lucas Lopes (-)

Rucker (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

 José Carlos Pinto moldou um 4-4-2 tradicional para este encontro com o Leixões. Paulo Vítor foi o guardião de serviço, mantendo a linha defensiva à sua frente composta por Rocha, Nuno Coelho e, nas alas, João Correia e João Reis, a jogar como dois laterais bastante subidos no campo.

O meio-campo ficou a cargo de Raphael Guzzo, Zé Tiago, com apoio de Luís Silva e Wellington. O setor mais avançado foi ocupado por João Teixeira e Juninho.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

 Paulo Vítor (6)

Raphael Guzzo (7)

Zé Tiago (6)

João Teixeira (6)

Rocha (6)

Juninho (6)

Wellington (6)

João Reis (6)

Luís Silva (6)

Nuno Coelho (6)

João Correia (7)

 SUBS UTILIZADOS

Batxi (7)

Roberto (6)

Niltinho (6)

Jonathan Toro (6)

Guedes (4)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Leixões SC

BnR: Pedia-lhe uma análise ao jogo, do seu ponto de vista, e perguntou-lhe qual foi a razão por trás das duas substituições já aos 90 minutos?

José Mota: Existiu uma grande concentração por parte dos jogadores. Sabíamos da qualidade do adversário e penso que estivemos precavidos pela forma como este Chaves joga e como se organiza. Tivemos uma equipa com um bloco intermédio muito forte, não deixámos o Chaves jogar entre as linhas. Na primeira parte, tivemos três oportunidades onde podíamos ter feito golo. Viu-se que a terminámos num bom grau de exigência. Na segunda parte, devíamos ter estado mais tranquilos, com mais bola. O adversário foi uma equipa muito mais pressionante, mesmo com as alterações. Deveríamos ter tido qualidade na saída e nas transições. Aí, não estivemos àquele nível que eu sei onde podemos chegar.

GD Chaves

BnR: O que faltou ao Chaves para conseguir arrancar, no mínimo, um ponto do Estádio do Mar?

José Carlos Pinto: O que é que falta no futebol quando não se consegue ganhar? Penso que foram 45 minutos de domínio do Chaves, com uma rotação baixa. No geral, os 90 minutos foram dominados pelo Chaves. São estratégias. Temos bola, temos personalidade, não chegámos ao empate. O futebol é isto.

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