A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE SEM GLÓRIA, SAPARA PARA A VITÓRIA

A oitava jornada teve como um dos palcos principais o Estádio do Mar. A casa do Leixões SC foi um dos centros das atenções, dado o duelo da equipa matosinhense frente ao CD Feirense. Vindos de uma série de vitórias nos últimos sete jogos, os fogaceiros vinham com vontade de continuar isolados no primeiro lugar da tabela. No que concerne aos comandados de José Mota, a vontade era a de inverter o rumo de resultados dos últimos encontros.

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A primeira linha da história do jogo é escrita aos 22 minutos e não foi pelas melhores razões. João Oliveira ia disparado pelo terreno fora, mas, à entrada da área, Arthur saiu da baliza e cometeu falta sobre o jogador suíço do Leixões SC. O jovem teve de sair de maca do terreno de jogo e o Bola na Rede deseja as melhoras e uma rápida recuperação a João Oliveira!

O encontro estava a ferver na bancada, mas morno no campo. Com um CD Feirense algo adormecido, sem grande nível de perigo apresentado, os leixonenses tentavam levar a melhor, pressionando ofensivamente. As ocasiões de golo iam pecando por escassas.

A primeira grande oportunidade flagrante de golo apareceu já na segunda parte. Aos 49 minutos, o remate fortíssimo de Sapara à entrada da área fez com que a bola beijasse o poste direito da baliza de Arthur. Passou o verdadeiro perigo para a defensiva fogaceira, no entanto o Leixões SC não parava de ameaçar a baliza adversária.

E a ameaça cedo se concretizou. Aos 55 minutos, Sapara voltou a tentar. Contornou a defesa do CD Feirense até à linha de fundo e bastou picar a bola por cima de Arthur para abrir o marcador no Estádio do Mar.

O CD Feirense continuou com dificuldades em encontrar a baliza de Bernardeau, mas o Leixões SC teimava em querer aumentar a vantagem. A bola parecia perdida, sozinha, a ir em direção à linha de fundo vinda do meio-campo. Com a defesa do CD Feirense a desistir do lance, Arthur saiu dos postes para ir recolher o esférico, mas não contou com Kiki. O jovem leixonense pegou no esférico, contornou o guardião pela linha de fundo e restou-lhe encostar para o fundo das redes. Aos 68 minutos, a “armada do Mar” levava uma vantagem de 2-0 no marcador, que, assim, permaneceria até ao final do encontro. Foi uma “facada” na série de vitórias do CD Feirense e uma injeção de moral ao Leixões SC.

 

A FIGURA

Sapara (Leixões SC) – Na primeira parte não fez grande mossa, mas causou estragos ao longo da segunda. Entrou nos segundos 45 minutos com uma faceta verdadeiramente diferente e foi o potenciador de jogo do Leixões SC. Não só pelo golo, mas pela exibição ao longo da segunda metade que desencadeou o jogo.

 

O FORA DE JOGO

CD Feirense – Já dizia a frase típica do futebol que “não existem jogos fáceis” e nem todos os jogos são iguais, mas esperava-se mais do CD Feirense como coletivo. Existem dias bons e maus, mas a equipa veio a demonstrar-se muito diferente nas últimas jornadas relativamente ao que demonstrou no Estádio do Mar. O guardião Arthur também não esteve nos seus melhores dias.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

Com sete alterações no onze titular relativamente ao último encontro disputado pela “armada do Mar”, José Mota voltou a alinhar num 4-3-3, moldável num 5-3-2 aquando das transições defensivas.

Na baliza, manteve-se Beurnardeau. A composição da linha defensiva apenas manteve Léo Bolgado, com as entradas de Ćalasan para a zona central e de Amorim e Seck para as laterais.

No meio-campo, manteve-se Nduwarugira como transportador de jogo, a par de Ben e Morim. Na frente, Wendel foi o ponta de lança de serviço, com a ajuda de Sapara e João Oliveira.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Beurnardeau (6)

Amorim (6)

Ćalasan (5)

Léo Bolgado (6)

Seck (6)

Christophe Nduwarugira (6)

Bem (5)

Morim (6)

Sapara (7)

João Oliveira (6)

Wendel (6)

SUBS UTILIZADOS

Kiki (6)

Gustavo França (5)

Diogo Leitão (6)

Mory Bamba (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD FEIRENSE

Rui Ferreira apostou num 3-4-3 tradicional, mas moldável num 5-3-2 a defender.

Arthur assumiu o comando entre os postes, com uma linha de três centrais alinhada à sua frente: Bruno, Ícaro Silva e Sidney Lima. No meio-campo, alinharam Washington, Latyr e Samuel Teles, com Diga e Zé Ricardo dar profundidade pelas alas, mas que desciam à primeira linha aquando das transições ofensivas.

No último setor do terreno, Vargas e Fábio Espinho eram as setas apontadas à baliza do Leixões SC.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Arthur (3)

Bruno (5)

Ícaro Silva (4)

Sidney Lima (5)

Diga (5)

Washington (5)

Latyr (5)

Samuel Teles (5)

Zé Ricardo (5)

Fábio Espinho (6)

Vargas (6) 

SUBS UTILIZADOS 

João Oliveira (5)

Jorge Teixeira (5)

Oche (5)

Ogwuche (5)

Tiago Dias (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Leixões SC

BnR: Efetuou algumas alterações no onze inicial relativamente ao último encontro e viu-se um Leixões bastante pressionante. Sente que “a pontaria está a afinar” ou ainda existem algumas lacunas a melhorar?

José Mota: Acho que fomos uma equipa com um índice de agressividade muito forte, não o fazer faltas, mas chegar primeiro à bola, combativos nos duelos, nas transições. Penso que nós fixemos uma boa partida e durante o jogo fomos muito mais equipa. Também sabemos que é uma equipa que explora bem o espaço e fortemente motivados, o que só valoriza esta vitória do Leixões SC. Tivemos lances de grande capacidade e qualidade, golos de bandeira que fazem levantar estádios. É trabalho, é acreditar. Não somos uma equipa perfeita, mas somos uma equipa que precisa de acreditar e se mentalizar que tem jogadores de qualidade.

 

CD Feirense

BnR: Viu-se um CD Feirense algo retraído no que toca ao processo ofensivo. O que faltou, para além dos golos, para obter um melhor resultado?

Rui Ferreira: Faltou confiança, gerir os minutos. Faltou muita coisa. Íamos encontrar um Leixões SC com necessidade de ganhar, que a qualidade não traduz o que é a tabela classificativa. É uma equipa que luta por objetivos maiores, muito bem trabalhada. Não fomos tão fortes como costumamos ser. Estávamos a gerir aquilo que não costumamos cometer que eram os erros. Foi uma vitória justa dos Leixões frente a uma equipa que está em processo de crescimento que é a nossa. Temos de continuar a trabalhar e a evoluir. Temos de encarar a derrota com uma forma natural.

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