A CRÓNICA: LEIXÕES SC ENTROU BEM NO SEGUNDO TEMPO, MAS O RIO AVE FC REAGIU RÁPIDO

Em jogo a contar para a quarta jornada do segundo escalão do futebol português, o Rio Ave FC recebeu o Leixões SC, numa partida que opunha o segundo e terceiro classificado do campeonato até ao momento. Ambas as equipas contam com duas vitórias e um empate, já tendo as duas defrontado Académica OAF e SC Farense, crónicos candidatos aos lugares cimeiros da tabela classificativa.

A bola começou a rolar no Estádio dos Arcos e logo começaram a surgir as oportunidades, primeiro, logo aos 30 segundos de jogo, Guga atirou de fora da área para defesa de Beurnardeu e logo a seguir foi Wendel, o avançado leixonense, quem entrou na área adversaria e testou os reflexos de Jhonatan.

O jogo estava aberto e os golos apareceram mesmo. À passagem do minuto 21, Gabrielzinho acelerou do lado esquerdo, virou tudo para Joca que atrasou para Vítor Gomes, este deixou para Pedro Amaral, que apareceu do lado direito e com um cruzamento de régua e esquadro assistiu Zé Manuel, que desviou de cabeça para o fundo das redes.

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O jogo continuava bastante atrativo e com oportunidades de parte a parte. O Rio Ave esteve muito próximo de aumentar a vantagem por Pedro Mendes, após mais uma belíssima jogada da equipa da casa, que culminou com o cruzamento rasteiro de Alhassanne para o avançado do Rio Ave, que viu o pé de Beurnardeu negar o golo. Do outro lado, ao minuto 40, Helder Morim descobriu Kiko, acabado de entrar, com um grande passe, mas Jhonatan respondeu a grande altura com uma defesa difícil.

A segunda parte iniciou-se logo com um golo. Cruzamento de Pastor e a bola embate no braço de um defensor rioavista. Hugo Miguel não teve dúvidas e apontou para a marca dos 11 metros. Chamado à cobrança, Wendel não vacilou e empatou a partida.

A resposta do Rio Ave não demorou e logo após o golo dos visitantes voltaram novamente à frente do marcador. Magia de Joca, que solta para o Allassanne e este cruza tenso para Pedro Mendes, que desvia de cabeça para o fundo das redes.

O jogo continuou muito animado e ainda dentro dos primeiros 10 minutos de segunda parte foram mais duas grandes oportunidades de golo, uma para cada lado. Primeiro o Aderllan tirou o pão da boca ao Leixões, desviando para a barra aquele que seria o empate dos bebés do mar, e logo após esse lance Zé Manuel, lançado por Hugo Gomes, atirou à baliza adversária, mas Beurnardeu desviou para canto.

O Rio Ave ainda esteve perto de aumentar a vantagem, mas o tiro de Aziz esbarrou na trave. Até ao fim, destaque para a expulsão de Lucas França, que depois de uma entrada dura viu a segunda cartolina amarela e consequente vermelho.

O Rio Ave assume assim a liderança da segunda liga, podendo apenas ser igualado pelo SC Covilhã.

 

A FIGURA

Pedro Mendes – O avançado emprestado pelo Sporting CP foi decisivo. Fez o golo da vitória com um cabeceamento soberbo, além de todo o trabalho a que se submeteu. Muito forte fisicamente, foi a referência ofensiva do Rio Ave. Muito bom de costas para a baliza, também deu cartas no processo defensivo, sendo o primeiro homem da linha de pressão alta.
O FORA DE JOGO

Sapara – O extremo nigeriano até tinha marcado em dois jogos, mas em Vila do Conde foi uma nulidade. Não foi eficaz em praticamente nenhuma ação ofensiva, quer em drible ou em passe vertical. Acabou substituído ainda no primeiro tempo.

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

A equipa vilacondense apresentou-se num 4-2-3-1, com Guga e Vítor Gomes como médios centro e três homens mais moveis à frente deles (Zé Manuel, Gabrielzinho e Joca), que não iam dando referencias à defesa adversária, à semelhança do que aconteceu no último jogo. Pedro Mendes funcionou como um avançado mais fixo.

No processo defensivo, o Rio Ave variou para um 4-4-2, juntando o homem que tivesse numa zona mais central a Pedro Mendes para fazer uma primeira linha de pressão, baixando os homens dos corredores para uma segunda linha.

Numa primeira fase de construção, Pedro Amaral juntou aos centrais, fazendo uma saída a três homens e libertando Allhassane para se projetar no lado direito.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jhonatan (8)

Hugo Gomes (6)

Aderllan (6)

Alhassane (6)

Pedro Amaral (6)

Vitor Gomes (6)

Guga (7)

Joca (7)

Gabrielzinho (6)

Zé Manuel (8)

Pedro Mendes (8)

SUBS UTILIZADOS

Zimbabwe (5)

Fábio Ronaldo (5)

Ângelo (5)

Ukra (5)

Aziz (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

O Leixões apresentou-se em Vila do Conde no 4-3-3 habitual, com Nduwarugira como médio mais defensivo e Morim e Fabinho a completar o trio do meio-campo. Na primeira fase de construção, o médio defensivo leixonense baixou quase sempre para o meio dos centrais para uma saída a 3 homens, com ambos os laterais projetados.

No processo defensivo, Fabinho sobe para pressionar mais alto o médio mais recuado do Rio Ave, juntando-se assim Morim a Nduwarugira.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Beurnardeau (6)

Gustavo França (4)

Léo (4)

Pastor (5)

Seck (5)

Nduwarugira (4)

Morim (6)

Fabinho (6)

Encada (5)

Sapara (3)

Wendel (6)

SUBS UTILIZADOS

Kiki (6)

Oliveira (5)

Wallyson (6)

Thalis (5)

Yuri (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Rio Ave FC

BnR: A equipa tem sido muito elogiada pelo grande pendor ofensivo e pelo futebol de ataque, mas temos visto um Rio Ave que defensivamente tem estado muito organizado e que principalmente nos últimos momentos do jogo não desce muito as linhas e tenta defender-se maioritariamente com bola. Acredita que este aspeto de saber sofrer e conseguir controlar o adversário é um dos fatores mais importantes para o sucesso da equipa até ao momento

Luís Freire: “Tentamos ser o mais completos possível. Se querermos andar lá em cima temos de ser completos. Propomo-nos a jogar um futebol de ataque, sempre em busca do golo mas temos de estar preparados quando não temos bola e temos estado muito bem nesse capitulo da organização.”

 

Leixões SC

BnR: Primeira derrota no campeonato num jogo com muitas oportunidades de golo e quase sempre bem jogado frente a um adversário que também luta pelos lugares cimeiros. O que tira de positivo deste resultado que certamente não era o desejado?

José Mota: “Saio daqui orgulhoso com a minha equipa. Entramos pior, mas depois do golo do Rio Ave fomos para cima e fomos superiores. O Rio Ave é um dos principais candidatos à subida, mas hoje penso que somos superiores. Podíamos e merecíamos ter saído daqui com outro resultado e talvez no primeiro lugar.”

 

Rescaldo da opinião de Francisco Silva.

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