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SC Covilhã 1-1 AD Fafe: Malas feitas no Santos Pinto

Marta Reis · 4 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

Num domingo quente, pais e filhos deslocaram-se ao Estádio Santos Pinto para ver a equipa da casa receber o Fafe, antepenúltimo da tabela classificativa. Foram também vários os adeptos que viajaram desde o distrito de Braga para apoiar a sua equipa, que teria de ganhar no terreno – difícil – do Sporting da Covilhã; caso contrário, poderia começar a fazer as malas para abandonar a Segunda Liga. Antes do início do jogo, cumpriu-se um minuto de silêncio pelo sócio número 1 do Sporting da Covilhã, que havia falecido durante a semana.

O Fafe foi o primeiro a mostrar serviço durante o jogo, aproveitando um adormecimento por parte dos serranos para atacar a baliza de Igor, rematando por duas vezes, de forma enquadrada, nos primeiros minutos de jogo.

O Covilhã demorou a entrar em jogo, mas começou a pressionar alto no terreno, permitindo recuperar depressa a bola e deixá-la nos pés dos criativos da equipa, Chaby e Ponde.

Os serranos iam evoluindo cada vez mais no jogo, ameaçando também por algumas vezes a baliza de Ricardo Fernandes. Uma das ocasiões foi proporcionada por Chaby, num remate à meia distância,  que o guarda-redes fafense não agarrou à primeira, acabando por criar um instante de aflição à sua equipa.

Na resposta, o Fafe desperdiçou uma grande oportunidade de golo. Digas, depois de um cruzamento do lado direito, falhou inacreditavelmente, rematando ao lado quando estava isolado e de frente para a baliza de Igor.

Numa segunda tentativa, Digas volta a não conseguir marcar, desta vez por mérito de Mike, valendo a rápida intervenção do defesa direito para cortar a jogada do jogador nortenho.

Aos 43 minutos, aconteceu o lance mais polémico do jogo. O árbitro, Pedro Vilaça, assinalou grande penalidade, num lance que deixou grandes dúvidas e que foi bastante contestado pelo Sporting da Covilhã. Nota-se que Igor se faz ao lance e que toca primeiro na bola e só depois em Digas. Para além disto, pareceu que tocou na bola já fora da área. Alan Jr. não se deixou intimidar e converteu com sucesso o primeiro golo do jogo.

Cerca de duas centenas de adeptos do Fafe deslocaram-se ao reduto do Sporting da Covilhã
Os adeptos do Fafe deslocaram-se em grande número ao reduto do Sporting da Covilhã

Já na segunda parte, o Covilhã voltou a entrar adormecido em jogo, não conseguindo ainda digerir o penálti sofrido nos últimos minutos da primeira parte. Prova disso foram as distracções, as faltas desnecessárias e os muitos passes errados que iam sendo cometidos nos primeiros minutos de jogo.

A primeira vez que conseguiu chegar com algum perigo à baliza da Desportiva foi por Ponde, que, através de um cruzamento/remate, ia surpreendendo Ricardo Fernandes, que, em esforço, defendeu para canto.

O Covilhã acabaria por chegar à igualdade através de bola parada, por Harramiz. Ponde bate um canto do lado esquerdo e o extremo aparece sozinho a cabecear para dentro da baliza. A defesa do Fafe fica mal na fotografia, já que Haramiz não teve qualquer tipo de marcação na altura em que o canto foi batido.

O golo deu alguma confiança à equipa de Filipe Gouveia, que acabou por, na mesma jogada, conseguir desperdiçar três oportunidades, com Onyeka (que entrou ao intervalo para substituir Erivelto), Harramiz e Ponde a tentarem a sua sorte, sendo que o lance acabou por dar canto.

A faltarem cinco minutos para o fim, Marcílio é expulso devido a um erro infantil: recebeu a bola e tentou ultrapassar o adversário, que lhe conseguiu tirar a bola. O defesa esquerdo, ao tentar recuperar o esférico, faz falta e é admoestado com o segundo amarelo e respectivo vermelho.

O Fafe não conseguiu aproveitar a vantagem numérica para se pôr em vantagem, já que o cansaço se fazia notar bastante na equipa do norte. Houve ainda tempo para Chaby, de livre directo, rematar à baliza fafense, com a bola a rasar a barra.

O jogo acabou com um empate que, apesar de justo, em nada ajudou as equipas. O Fafe continua em zona de despromoção e o Covilhã não conseguiu sair do mesmo lugar. A tarefa torna-se cada vez mais difícil – mas não impossível – para os fafenses, que se mantêm no antepenúltimo lugar, em zona de despromoção directa. 

A FIGURA:

Fonte: Facebook AD Fafe
Fonte: Facebook AD Fafe

Digas – O jogador da Associação Desportiva de Fafe foi o que mais lutou para que a sua equipa alcançasse os três pontos, sendo a sua jornada, desde o primeiro minuto até à sua substituição, incansável. Criou boas oportunidades de golo, deu dores de cabeça aos defesas adversários e ainda sofreu o penálti que deu a vantagem inicial à sua equipa.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Facebook do SC Covilhã
Fonte: Facebook do SC Covilhã

Marcílio – O defesa esquerdo dos serranos, que entrou para o lugar de Soares, estava a fazer um jogo competente até ao momento da sua expulsão. O erro que cometeu poderia comprometer o resultado da sua equipa, que jogou durante nove minutos (cinco de tempo regulamentar mais quatro de desconto) com 10 jogadores, numa altura em que a equipa já estava cansada e não tinha tanta capacidade para responder aos contra-ataques protagonizados pelo Fafe.

Marta Reis

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