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O Benfica B recebeu e venceu o – ainda – líder da Segunda Liga, o Clube Desportivo Nacional. Os comandados de Renato Paiva colocaram cobro a uma série de duas derrotas consecutivas e impingiram a primeira da temporada aos madeirenses.

A equipa liderada por Luís Freire fica agora à espera do resultado do Sporting da Covilhã (2º classificado, a dois pontos de distância) na receção dos beirões ao Cova da Piedade – sendo que os verde-e-brancos têm um jogo em atraso. Por sua vez, o Benfica B mantém-se a meio da tabela.

Os primeiros vinte minutos foram pautados pelo equilíbrio em todos os parâmetros: posse de bola, quantidade e qualidade das construções ofensivas, capacidade defensiva e de gestão das ofensivas adversárias e, claro, golos.

Nos dez minutos seguintes, a equipa da casa conseguiu impor-se no jogo, mas não no marcador. Ainda que não tenha criado oportunidades claras de golo, foi capaz de controlar a partida com bola, fazendo esta última circular e cirandar na área nacionalista, suscitando alguns calafrios à defensiva madeirense, em particular com bolas endereçadas à área a partir da ala esquerda.

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O equilíbrio voltou a reinar no Benfica Futebol Campus. Aos quarenta minutos, após cruzamento de Rodrigo Conceição, Nuno Santos tentou fazer vacilar o marcador pela primeira vez. A tentativa, ainda que louvável, foi negada por Daniel Guimarães, que se atirou à relva junto ao poste direito da baliza e defendeu para canto.

Esporadicamente, a turma de Luís Freire conseguia libertar-se da malha de pressão (bem) montada por Renato Paiva, chegando a rematar quatro ou cinco vezes, sempre sem grande perigo para a baliza de Mile Svilar, indiscutível no Benfica B versão 19/20. O nulo teimava em não abandonar o Seixal e, até ao intervalo, ninguém encetou os devidos esforços para que tal sucedesse. Ele ficou e acompanhou as equipas até aos balneários

O CD Nacional chegou líder, mas pode perder essa condição caso o SC Covilhã vença o CD Cova da Piedade
Fonte: CD Nacional

No entanto, cansado ou aborrecido, o nulo não ficou muito tempo na margem sul do Tejo, tendo sido expulso por João Ferreira no sétimo minuto do segundo tempo. O capitão Nuno Santos bateu de forma exemplar um livre descaído para a esquerda do ataque benfiquista e o lateral-direito encarnado estreou-se a marcar na Segunda Liga com um cabeceamento certeiro que executou sem tirar os pés da relva.

Soltaram-se os ânimos dos visitados e soltaram-se as amarras dos visitantes. O líder sabia-se isolado, mas sabia também que uma derrota deixava a liderança à mercê do SC Covilhã. O sentido de urgência levou a equipa alvinegra a subir no terreno, a tentar assumir as rédeas do encontro e a acelerar processos. Simultânea e consequentemente, abriu espaços que os técnico-velocistas Conceição, Santos e Ramos poderiam aproveitar, conduzidos por Dantas.

A verdade é que os dez minutos que sucederam a inauguração do marcador revelaram-se mais amenos do que o previsto, sem que nenhuma das equipas levasse a cabo o escrito no anterior parágrafo. O Nacional não conseguiu monopolizar a posse de bola, não sendo capaz de assumir o jogo, e o Benfica B escolheu fazer circular o esférico em vez de “deixar jogar” o líder e procurar os espaços que surgissem.

Aos 65 minutos, quase dava resultado a estratégia encarnada, com os pupilos de Renato Paiva a chegarem com perigo ao interior da grande área madeirense. No entanto, não foram capazes de bater Daniel Guimarães, que se impôs com categoria por duas vezes. Continuava – e continuou – por cima a equipa secundária do Benfica, ainda que só dez minutos volvidos tenha voltado a criar perigo, com Pedro Álvaro a rematar ao lado da baliza à guarda do brasileiro de 32 anos.

Até ao final da partida, os insulares aumentaram o seu caudal ofensivo. No entanto, não tiveram a capacidade, nem a qualidade individual e coletiva, para fazer balançar as redes defendidas – e bem, diga-se de passagem – por Svilar e exigível numa equipa que luta pela subida.

A vantagem do Benfica B não mais se diluiu e os encarnados venceram ajustadamente e convenceram pela primeira vez na corrente época. Por sua vez, o CD Nacional saiu, também pela primeira vez, derrotado e terá muito para pensar e estudar na viagem de avião de volta à Madeira.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SL Benfica B: Svilar; João Ferreira; Pedro Álvaro; Morato; Nuno Tavares (Frimpong, 70´); Diogo Mendes; Tiago Dantas (Vukotic, 82´); David Tavares; Rodrigo Conceição; Nuno Santos; Gonçalo Ramos (Daniel dos Anjos, 79´).

CD Nacional: Daniel Guimarães; Nuno Campos (Kalindi, 65´); Júlio Cesar; Rui Correio; Witi; Ibrahim Alhassan; Vítor Gonçalves; Rúben Micael (Jota, 69´); Paulo Vyctor (Róchez, 61´); João Camacho; Brayan Riascos.

 

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O desporto bem praticado fascina-o, o jornalismo bem feito extasia-o. É apaixonado (ou doente, se quiserem, é quase igual – um apaixonado apenas comete mais loucuras) pelo SL Benfica e por tudo o que envolve o clube: modalidades, futebol de formação, futebol sénior. Por ser fascinado por desporto bem praticado, segue com especial atenção a NBA, a Premier League, os majors de Snooker, os Grand Slams de ténis, o campeonato espanhol de futsal e diversas competições europeias e mundiais de futebol e futsal. Quando está aborrecido, vê qualquer desporto. Quando está mesmo, mesmo aborrecido, pratica desporto. Sozinho. E perde.                                                                                                                                                 O Márcio escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.