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Foram dois Sportings – o de Portugal e o da Covilhã – que se encontraram hoje, 13 de janeiro de 2018, no Estádio Aurélio Pereira, para um encontro alusivo à 20ª jornada da segunda Liga Portuguesa. As duas equipas partiram para este jogo em posições próximas na tabela classificativa: os forasteiros ocupavam, antes do jogo, a décima posição, com 27 pontos, e o Sporting Clube de Portugal B ocupava o décimo segundo posto, com 25 pontos.

A equipa do Sporting B entrou nesta partida mais esclarecida, com mais posse de bola e procurando o golo. Os lances ofensivos da equipa foram uma constante durante toda a partida, explorando os flancos, quer o esquerdo quer o direito.

A equipa de Luís Martins atacou num sistema clássico de 4x4x2, com Bruno Paz a funcionar como médio mais defensivo e Wallyson, na posição 8, a funcionar como médio box-to-box, envolvendo-se na manobra ofensiva da equipa e descendo várias vezes no terreno para “ligar” a engrenagem ofensiva do Sporting B.

Foi, de facto, pelo pé de Wallyson que o Sporting B mais atacou: das três grandes oportunidades de golo dos lisboetas na primeira parte, Wallyson destacou-se em duas delas com remates fortíssimos e com faro de golo. Um desses remates, ao minuto 17, culminou mesmo no poste direito da baliza defendida pelo guardião serrano Igor Rodrigues.

O Covilhã viu o Sporting B jogar durante toda a partida. Sempre de bloco muito baixo e compacto, de linhas muito juntas, os serranos iam aproveitando as falhas da equipa do Sporting B para ameaçar a baliza de Vladimir Stojkovic. Foi assim que, ao minuto 26 da primeira parte, ameaçou com grande perigo a baliza dos leões de Portugal com um cabeceamento ao lado de Reinildo, após um bom cruzamento na esquerda do ataque do Covilhã por parte de Paulo Henrique.

O técnico José Augusto montou um esquema tático muito defensivo para a sua deslocação a Lisboa algo que se revelou extremamente frutífero para os objetivos serranos Fonte: SC Covilhã
O técnico José Augusto montou um esquema tático muito defensivo para a sua deslocação a Lisboa. Algo que se revelou extremamente frutífero para os objetivos serranos
Fonte: SC Covilhã

A ameaça serrana veio mesmo a concretizar-se em golo ao minuto 46 da primeira parte: a equipa aproveita uma falha de Paulinho no meio-campo e lança um contra-ataque perigoso, isolando Fatai que, fugindo dos defesas leoninos, fuzilou o guardião sérvio Stojkovic. É caso para dizer que Fatai foi “fatal” neste encontro, pois o marcador jamais se alterou a partir do golo serrano.

As duas formações entraram para o segundo tempo sem qualquer tipo de alteração. A segunda parte correu tal qual a primeira: por um lado, os pupilos de Luís Martins continuaram na mesma senda da primeira parte, jogando um futebol sempre muito ofensivo, projetando-se na frente do campo; por outro lado, uma equipa do Sporting Clube da Covilhã que manteve a mesma postura defensiva da primeira parte, com linhas muito baixas e próximas, esperando um erro da equipa da casa para lançar os seus homens mais rápidos.

Em resumo, a supremacia do Sporting Clube de Portugal B em campo não se traduziu no marcador: o SC da Covilhã foi mais matreiro e frio durante os 90 minutos e isso traduziu-se na conquista dos três pontos no Estádio Aurélio Pereira. Esse resultado fez com que a equipa serrana se distanciasse mais da equipa do Sporting B na tabela classificativa.

Foto de capa: Ledman Liga Pro

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