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SL Benfica 3-0 FC Paços de Ferreira: Benfica e Guedes numa sociedade que vai dando frutos

Jorge Fernandes · 2 min

SL Benfica 3-0 FC Paços de Ferreira: Benfica e Guedes numa sociedade que vai dando frutos
A força do Benfica nasce em cada um de nós Fonte: SL Benfica

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Não. Gonçalo Guedes não é, neste momento, o Benfica. Os bons resultados mais recentes surgem devido ao contributo colectivo e à excelente forma de alguns jogadores. Apesar disso, o Benfica hoje é, também, muito Guedes. Porque Guedes (e o Benfica) representam inconformismo, intensidade, inteligência e uma insaciabilidade que coloca os encarnados neste momento como uma equipa consistente e a crescer de jogo para jogo. Veja-se o Paços, trouxe boas ideias, bateu-se bem, mas algumas desconcentrações foram fatais. Porque com esta fome de vencer o Benfica torna-se, por momentos, avassalador.

O fantasma de uma semana com jogo europeu decisivo e, acima de tudo, deslocação importante, mas não decisiva, ao Dragão, criou no Benfica uma certa sobranceria nos primeiros 20 minutos. É verdade que a equipa criou lances de perigo, mas o relaxamento fez com que os bons princípios do Paços viessem ao de cima. A partir dos 20 minutos, o relaxamento transformou-se em compromisso colectivo e, encabeçado por Gonçalo Guedes – os elogios não representam qualquer tipo de redundância – o Benfica tomou conta das operações. As jogadas iam-se sucedendo e o golo surgiu de uma forma natural. Cervi, sempre matreiro nos seus movimentos interiores, isolou Guedes, que, com um remate fulminante, colocou os encarnados em vantagem. O intervalo chegava num jogo em que a vertigem se tinha sobreposto quase sempre à organização.

O segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro. Relaxamento encarnado, e o Paços a acreditar que poderia fazer um golo. Com Ricardo Valente e Ivo Rodrigues a tentarem o jogo pelas alas, eram Pedrinho (médio criativo) e Bruno Santos (lateral-direito) quem dava a profundidade e a agressividade que ia criando problemas ao Benfica.

A (quase) sempre competente organização benfiquista lá foi resolvendo os problemas e, aos poucos, Gonçalo Guedes e companhia tomaram novamente conta do jogo. O brilhantismo nem sempre estava presente, mas as jogadas em avalanche faziam adivinhar o golo. E foram dois. A gestão física não foi feita. Sinal que Rui Vitória confia demasiado nesta avalanche encarnada? Por vezes, esse foi o pecado de Jesus. Desequilibrar a equipa. Veremos se Rui Vitória não se deixa enganar pelo aparente fulgor encarnado. Com Guedes, arriscamos, pode contar.

A FIGURA:

Fonte: Gonçalo Guedes
Fonte: Gonçalo Guedes

Gonçalo Guedes: O jovem português está a solidificar-se no onze encarnado e vai crescendo de jogo para jogo. A confiança está lá, o que lhe permite estar sempre à procura do jogo e da equipa. E a equipa, felizmente, encontra-o.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: FC Paços de Ferreira
Fonte: FC Paços de Ferreira

 

Monteiro: Não se pode dizer que tenha estado mal, mas foi um dos jogadores que nunca conseguiu controlar o ataque benfiquista.

 Foto de capa: SL Benfica

Texto revisto por: Carlos Valente

Jorge Fernandes

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Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

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