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A importância dos alas no sistema de jogo do Sporting CP

Hugo Filipe Costa · 3 min

Nuno Mendes transferência
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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No futebol, como em quase todos os desportos coletivos, existem funções a desempenhar em campo mais importantes que outras. A importância dada a cada função no jogo ou a cada dinâmica de equipa é dependente da ideologia do treinador. No caso do Sporting CP versão “Rúben Amorim” os alas são um dos pontos mais importantes para que o esquema dos verdes e brancos funcione.

No 3-4-3 apresentado pelo Sporting CP todas as semanas em campo o ala, tanto do lado esquerdo como do lado direito, são fulcrais, tanto para o processo defensivo, como para a construção ofensiva. Pois, os dois jogadores que estiverem naquelas posições são obrigados a terem uma grande disponibilidade física e muita resistência, devido ao desgaste que são expostos durante o jogo.

Tanto Porro como o Nuno Mendes foram duas das principais figuras da época passada. Algo bastante interessante de realçar é a forma como ambos jogam. Esta é bastante idêntica. São os dois: velozes; tanto atacam bem como defendem; sabem cruzar e possuem muita técnica com bola.

Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na rede

Sendo assim, no sistema de jogo de Amorim, os alas têm um perfil muito bem definido para poderem desempenhar as suas funções. O próprio técnico leonino admitiu, na conferência de imprensa após o jogo contra o FC Vizela, que as contratações de Ricardo Esgaio, ao SC Braga, e de Rúben Vinagre, ao Wolverhampton Wanderers FC, eram importantíssimas.

Acrescentou ainda, o exemplo de que para algumas pessoas era mais urgente contratar para outras posições e não para as laterais, pois o Sporting CP já tinha Porro e Nuno Mendes. Contudo, defende que era necessário dois substitutos de qualidade para a época que vinha e que tivessem um conjunto de características especificas para aquela posição. Algo que o Sporting, no ano passado, não tinha. Nem com João Pereira, nem com Antunes, pois, ambos são bastante diferentes de Nuno Mendes e de Porro.

Sinceramente, entendo o porquê da primazia em adquirir jogadores para rodar com o número 5 e com o número 24 dos leões. Agora que o Sporting CP vai às competições europeias, algo que na época passada não aconteceu, é necessário alternativas à altura, devido ao aumento do número de jogos. Todavia, nas alas leoninas ter segundas linhas que consigam ter a capacidade de substituir os titulares, caso seja necessário, é importante. O exemplo mais claro disso, foi a própria época anterior e em que como o treinador leonino disse: não havia alternativas parecidas ao titulares.

Ocorreram muitos jogos em que Porro e o Nuno Mendes falharam devido a lesão e a desgaste físico, e, como já foi referido no artigo, o alas no Sporting CP são expostos a muito desgaste físico durante os jogos, pois são obrigados a fazerem a “ala” os 90 minutos do encontro.

Em muitas das equipas os alas ou laterais, dependendo do modelo de jogo de cada clube, não têm a “obrigação” de fazer o corredor lateral todos, pois, têm o apoio de alguém, como por exemplo o extremo que preencha aquele corredor, no Sporting CP isso não acontece.

Na equipa leonina os extremos são mais “verticais” do que normalmente vemos no futebol, tanto o extremo direto como o esquerdo, passam da ala para o corredor central para apoiar o ponta de lança ou até para mesmo criar perigo à baliza dos adversários. Estes têm muita preponderância ofensiva e muito pouca defensiva, prova disto é que os três melhores marcadores do clube na Liga Portuguesa 2020/2021 eram extremos: Pedro Gonçalves (23), Nuno Santos (sete) e Jovane Cabral (cinco).

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Com isto, os alas têm a importância de dominarem os corredores do terreno, com o apoio dos médios quando atacam e dos defesas quando defendem, mas são eles que são as peças-chaves nas laterais do terreno. Se algum deles não conseguir “dar conta do recado”, os processos ofensivos e defensivos da equipa podem estar comprometidos.

Hugo Filipe Costa

Redação Bola na Rede · ver artigos