A política da mão aberta

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A política sempre foi uma matéria indecifrável. A sua prática não é visível e a sua deturpação constante. Permanecemos, erroneamente, cercados dos conceitos de esquerda e direita quando, no fundo, a utopia nunca deles se ausentou. A grande maioria, infeliz e ingenuamente, conserva o partido que “satisfaz” (gargalhadas) as suas ideologias e não se apoquenta em perpetrar o know-how dos seus líderes. Mas, quem sou eu para mudar pensamentos obsoletos?

Face ao cenário autodestrutivo, o que pensará o vanguardista e insubmisso Nélson Mandela que, até à última instância, combateu o racismo e a misoginia? O que dirá Winston Churchill, um dos cérebros da mais nefasta tragédia (Segunda Guerra Mundial), propulsor da confluência do povo britânico aquando dos ataques constantes da Alemanha? E, George Washington, símbolo da independência americana, o que estará a conversar com os seus botões?

Convictamente, apartidário e imparcial na temática. A minha filosofia está firmada no Sporting Clube de Portugal, as minhas ideologias encerram o mesmo pensamento dos ministros do partido. E, o do Andebol, por quem possuo a estima excelsa, merece o préstimo da minha gratidão.

Hugo Canela iniciou funções a 10 de fevereiro de 2017. Na metade da época que restava, liderou um gabinete completamente reestruturado e, num acordo que se prolongou durante nove dias, em palcos nacionais e internacionais, rubricou uma das páginas mais preenchidas do clube, atenuando os cenários de crise que vigoravam há 16 anos com a promulgação do Campeonato Nacional de 2016/2017 e da Taça Challenge.

Hugo Canela foi o treinador que devolveu os títulos ao andebol leonino
Fonte: Sporting CP

A época transata foi tão ou mais apolínea. Num curto espaço de tempo, o ministro Canela viu ser-lhe restituída a sede que alberga os debates e as decisões subsequentes. Erguia-se o Pavilhão João Rocha! O assessor e diretor da Secção Jorge Sousa era substituído pelo sportinguista Carlos Galambas. Além de tudo isto, os deputados do partido retornavam ao Parlamento Europeu da modalidade, a Liga dos Campeões, triunfando em quatro dos dez jogos.

O debate semanal, esse, só começou a conhecer a regularidade após o empate caseiro com o ABC (27-27) e, daí em diante, 27 vitórias consecutivas. Repito: 27! Resultado? Eleições ganhas, segundo mandato proclamado. Bicampeões Nacionais diante do maior líder da oposição.

A terceira incumbência, efetuando uma análise geral, foi pior a nível interno e melhor a nível internacional. Na Liga dos Campeões, o ministro carimbou a melhor prestação de sempre realizada por uma equipa portuguesa numa competição de andebol, atingindo a marca dos oitavos de final, avolumando a capacidade do cofre leonino. O foco localizou-se na efetivação de um acordo europeu histórico e, como tal, os debates semanais foram olvidados e trespassados para segundo plano. Consequentemente, adveio a vice-presidência eleitoral.

Epilogando, três mandatos, duas eleições ganhas, presença ascendente e notoriamente sentida nos palcos europeus. Determinação, audácia, espírito de sacrifício, o constante repúdio à desistência são laivos deixados nos discursos proferidos pelo ministro do Andebol. Uma das poucas índoles politizadas que admiro. A este, a legião sportinguista deve o mundo. Em nome de todos, um enorme obrigado!

 

Foto de Capa: Federação de Andebol de Portugal 

artigo revisto por: Ana Ferreira

Romão Rodrigues
Romão Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
Em primeira mão, a informação que considera útil: cruza pensamentos, cabeceia análises sobre futebol e tenta marcar opiniões sobre o universo que o rege. Depois, o que considera acessório: Romão Rodrigues, estudante universitário e apaixonado pelas Letras.                                                                                                                                                 O Romão escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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