Sporting CP 4-0 Vitória FC: Força Brutal

- Advertisement -

A12

Dentro do carro, saído de Alvalade há dez minutos, tento exprimir por palavras o que me vai no coração. Ainda com arrepios provocados pelo ambiente sentido dentro e fora do estádio, tento tirar da cabeça os cânticos entoados durante cerca de duas horas.

Mas porquê esquecer que “TU VAIS VENCER, PORQUE A NOSSA FORÇA É BRUTAL”, quando foi ao som deste inesquecível hino que chegámos ao terceiro golo? E que golo! Naquele minuto 71, assistiu-se a uma verdadeira competição de hinos. Dentro do campo, uma homenagem ao futebol. Nas bancadas, uma real demonstração de apoio e dedicação por parte de adeptos que há muito mereciam esta retribuição.

“Só eu sei porque não fico em casa” nunca fez tanto sentido. E é com todo o estádio a cantar a mais famosa lírica de apoio ao grande Sporting que Adrien faz o quarto golo.

Confesso ter tirado o olhar do campo durante um par de minutos. O verdadeiro espectáculo acontecia nas bancadas. Finalmente as claques organizadas e os outros 30 mil adeptos estavam em sintonia. Viveu-se uma harmonia de elevados decibéis entre a Curva Sul e as restantes bancadas. Dei por mim concentrado numa rapariga, na bancada central, erguendo o seu cachecol e entoando todos os cânticos de frente para as claques. Alvalade virou finalmente casa de família. Da família sportinguista que há tanto ansiava por este momento.

Juventude Leonina / Fonte: panoramio.com
Juventude Leonina / Fonte: panoramio.com

Hoje não deve ter havido um único adepto que não se tenha sentido em casa no covil do leão. Leão esse que acabou o jogo cuspindo fogo pela boca, empurrado pelos rugidos impossíveis de ignorar a seu redor.

O Sporting está de volta, a massa associativa está mais fiel do que nunca e apetece-me sorrir. Recomendo a todo e qualquer sportinguista assistir a um jogo no estádio. Vencendo, ou não, sairão de lá contentes. Orgulhosos de pertencerem a esta família, radiantes por possuírem algo que nos distingue dos demais adeptos.

“Isto é o Sporting” e “nós acreditamos em vocês”. Finalmente sente-se verdade nas palavras ecoadas em nossa casa. Com os pés assentes na terra mas uma vontade e esperança sem limites, os últimos dez minutos foram jogados já no Dragão. Sabemos que não será fácil e que a deslocação ao norte não é barata. Ainda assim gritou-se “E vamos todos ao Dragão” a uma só voz. E eu vou. Porque ser do Sporting é superar desafio atrás de desafio e continuar a sonhar. E o sonho não tem preço, é impagável. É a nossa força brutal!

Subscreve!

Artigos Populares

Adana Demirspor afunda-se na Turquia e termina época com -54 pontos e 169 golos sofridos: eis o porquê

Clube turco acaba com um registo profundamente negativo que reflete uma época marcada por castigos e fragilidades competitivas.

Diogo Dalot após a vitória frente ao Liverpool: «Muito feliz pela qualificação para a Champions League»

Em declarações à sua assessoria de imprensa, Diogo Dalot refletiu sobre o triunfo do Manchester United diante do Liverpool.

Jaime Faria perde final do Challenger de Mauthausen após reviravolta

Jaime Faria saiu derrotado este domingo na final do Challenger de Mauthausen, na Áustria, depois de um duelo frente a Roman Safiullin.

Thun faz história e conquista o primeiro título na Suíça ao regressar à elite

O Thun sagrou-se campeão da Suíça pela primeira vez na sua história, num feito alcançado na época de regresso à primeira divisão.

PUB

Mais Artigos Populares

Começo demolidor acaba em desilusão | Famalicão 2-2 Benfica

O fulgor inicial do Benfica foi diluído numa saída de cabeça baixa, com um resultado que não só sabe a pouco, como abre portas a uma luta acesa com o Sporting por um lugar na Champions League.

Gil Vicente empata a zeros contra o Rio Ave e não aproveita tropeço do Famalicão na luta pelo 5º lugar

Não houve golos no empate entre o Rio Ave e o Gil Vicente. Gilistas não conseguiram apanhar o Famalicão na tabela.

Consagração sem travão na Luz | Benfica 3-1 Sporting

O Benfica entrou em campo com o Hexacampeonato já garantido. Não haverá, no final da época, assim tantas exibições memoráveis em que uma equipa com o título no bolso decida não puxar o 'travão de mão'.