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Ambiente em torno do desporto nacional

Ricardo Vaz · 3 min

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O desporto assume cada vez mais um papel importante na vida de grande parte das pessoas, quer como praticantes, quer como apoiantes. A nível nacional, o futebol continua a ser o desporto “rei”, no entanto algumas modalidades como o futsal, andebol, hóquei em patins e voleibol estão em crescendo e isso verifica-se nos pavilhões. As rivalidades estão presentes em todas as modalidades, não só no futebol, e como é entusiasmante ver duas equipas lutarem com “unhas e dentes” para darem alegrias àqueles que nas bancadas cantam e apoiam a sua equipa. Estarão certamente a pensar “Como é bonito o desporto!”, certo? No entanto, o desporto em Portugal está a tomar proporções indesejadas e perigosas, como as que irei abordar em seguida.

Para iniciar esta reflexão não podia deixar de mencionar o ataque à academia de Alcochete na reta final da temporada passada, um tema já bastante falado mas que deixou marcas sobretudo no Sporting Clube de Portugal. Um dos episódios mais tristes da história do clube verde e branco, levado a cabo por cerca de cinquenta indivíduos encapuzados.

Na presente temporada, mais precisamente no mês de Março, o Sporting Clube de Portugal foi novamente vítima de ações bárbaras. Duas situações; duas modalidades diferentes; e em duas deslocações ao Norte do país.

O Desporto não precisa de violência
Fonte: Sporting CP

Na 25ª jornada da Primeira Liga, o Sporting CP defrontou no estádio do Bessa o Boavista FC, e viu Miguel Nogueira Leite do Conselho Diretivo Leonino ser agredido por Jorge Loureiro, membro do Conselho Geral do Boavista. Quando um dirigente tem este tipo de comportamento, qual a legitimidade para apelar serenidade e respeito à massa adepta? Com atos como este, os dirigentes têm responsabilidade no clima de intimidação que se vive no desporto nacional. Aqui está um péssimo exemplo daquilo que é…como ser dirigente desportivo.

A segunda situação ocorreu na 20ª jornada do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins, numa partida em que o FC Porto recebeu no Dragão Caixa o Sporting CP, um jogo muito importante para as contas do título de campeão nacional. Uma partida que fica marcada pelos piores motivos, e aqui não me refiro apenas ao facto da equipa leonina não ter somado os três pontos, mas sim à agressão verbal (e todos sabemos que este tipo de violência é bastante comum nos recintos desportivos) e sobretudo à agressão física.

Um grupo de adeptos portistas colocados perto da zona restrita ao Sporting CP, para além das ameaças feitas a Miguel Albuquerque, Diretor-Geral das Modalidades dos Leões, agrediram ainda a esposa do mesmo com um soco na face, quando esta tentava acalmar os ânimos da situação instalada. Uma situação que já se fazia prever, segundo Miguel Albuquerque, depois das ameaças dirigidas desde o clássico de andebol no Pavilhão João Rocha aos responsáveis do andebol do Sporting por parte do Diretor do Andebol do Porto José Magalhães. Mais uma situação grave e inadmissível, neste caso provocada por dirigentes portistas e que terminou nas “mãos” de um adepto da equipa azul e branca.

Como afirmou o Presidente Leonino, Frederico Varandas, o Sporting Clube de Portugal repudia estes episódios. Para bem do desporto, é urgente uma intervenção do Governo. O desporto não precisa de violência. Exige-se segurança nos recintos desportivos, quer para atletas, funcionários e sobretudo para que os adeptos possam assistir e apoiar a sua equipa.

Força Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Sporting CP

Ricardo Vaz

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O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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