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Domingo, final de tarde, dia de dérbi. Benfica e Sporting, sempre um jogo que nos prende. Onde os nossos amigos estão do outro lado da barricada, onde as emoções estão ao rubro. E no início do campeonato ainda mais apetecível se torna. Benfica e Sporting encontravam-se na Luz numa fase onde ambas as equipas ainda não se encontraram. O Benfica tinha vencido os dois primeiros jogos mas mostrava ainda precisar de reforços. O Sporting também ainda procurava a melhor forma.

O jogo começou mexido. Slimani, Talisca e Luisão animaram as bancadas como se de um aviso se tratasse para o que aí vinha. Minuto 12, jogada fantástica de equipa entre Salvio, Maxi e Enzo, acaba em Gaitan a rematar, e o primeiro estava feito. Patrício ainda toca mas não conseguiu travar. Estava feito o mais difícil, e era o Benfica que estava melhor. O golo fez bem à equipa. O Sporting tentou reagir, teve em Carrillo o mais mexido, mas se há alguém a quem os adeptos do Sporting devem agradecer não é a um jogador do Sporting. Eliseu atrasa para Artur, este, pressionado por Carrilo, tenta pontapear a bola, mas esta acaba por bater em Carrillo e sobrar para Slimani, que só tinha de encostar. Sete anos depois, o Sporting marcava na Luz. Erro de Artur, que poderia ter feito bem melhor. O guarda-redes gelou as bancadas na Luz, e o fantasma da pré-época voltava a pairar. O golo fez bem à equipa do Sporting, que esteve melhor na primeira parte. E depois daquele erro, todos os lances em direcção à baliza de Artur eram sinónimo de calafrios nas bancadas. Um canto, um atraso, um cruzamento bastava para colocar todos os adeptos benfiquistas nervosos. Artur ainda teve outro lance em que saiu e falhou a bola, mas Sarr não chegou a tempo de desviar, e o jogo foi empatado para o intervalo. Um resultado que se aceita face ao que se viu no relvado. O Benfica até entrou bem, mas o golo sofrido tirou o ânimo à equipa e motivou o Sporting.

O erro de Artur Fonte: Zerozero/Carlos Alberto Costa
O erro de Artur
Fonte: Zerozero/Carlos Alberto Costa

O intervalo só fez bem aos encarnados, que entraram pressionantes. Por várias vezes a baliza de Rui Patrício foi ameaçada mas sem efeitos prácticos. O Sporting parecia não se ter encontrado ainda no jogo mas não tardou a equilibrar a partida. Seria esta a toada do jogo. Apesar de algumas oportunidades para ambas as equipas, acabou por ser um jogo morno. O empate aceita-se num jogo que mostrou claramente que as duas equipas ainda procuram a melhor forma. Ainda há um longo caminho pela frente, principalmente para o Sporting, que mostrou iniciativa, teve bola, mas nem sempre soube o que fazer com ela.

A Figura:

Nico Gaitán – Sempre uma flecha apontada à baliza de Rui Patrício. Marcou o golo, tinha sempre iniciativa. Das peças fundamentais deste Benfica e que todos esperamos que não saia.

O Fora de jogo:

Artur –Arrisco-me a dizer que voltámos aos tempos de Roberto. Cada lance de bola parada, cada cruzamento ou atraso mete os adeptos benfiquistas receosos. Verdade que teve dois lances em que salvou o Benfica e mostrou que entre os postes continua a ser bom. Mas a insegurança que transmite à equipa é notória e isso não favorece em nada o plantel. Não está na sua melhor forma e precisa de ser substituído. Veremos se Julio César é a melhor opção.

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