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Bruno, em que ficamos?

Guilherme Anastácio · 1 min

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Bruno Fernandes é, de forma quase unânime, o melhor jogador do Sporting. Foi, pelo menos, aquele que mais demonstrou ao longo da época transata: sempre com muita atitude, o médio chamado por Fernando Santos para o Mundial contribuiu, e muito, para o sucesso leonino com golos (e que golos!) e com assistências. Adorado por todos os adeptos, os nove milhões de euros investidos para a sua aquisição estão já mais do que justificados. Foi, por isso mesmo, que a apresentação da sua carta de rescisão provocou uma enorme tristeza na família sportinguista.

As cartas de rescisão podem ser vistas de duas formas: 1- os jogadores estão só a usar o pretexto das rescisões para darem o salto na carreira, e, se for esse o caso, não merecem voltar porque os sócios do Sporting não se sentem bem ao pagar o salário a jogadores que não querem representar o clube; 2- os jogadores sentem-se, de facto, atacados e julgam que não estão reunidas as condições para continuar no clube.

Porém, estas duas visões não são assim tão lineares e ambas podem ser anuladas com uma simples interrogação: por que razão só os jogadores com mercado apresentaram as respetivas cartas de rescisões?

Bruno Fernandes foi, dos jogadores, quem mais mereceu festejar
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Todavia, foquemo-nos agora no jogador em questão: Bruno Fernandes. É inegável dizer que Bruno Fernandes foi um jogador exemplar ao longo de toda a época. Recentemente, o médio declarou aos jornalistas que ainda era possível jogar no Sporting. Se assim o é, é fundamental analisar o porquê da mudança de decisão? Foi a destituição de Bruno de Carvalho? Foi a fraca prestação individual no Mundial? Foi o não ter encontrado nenhum clube que o satisfizesse? Restam muitas interrogações no que diz respeito à decisão de Bruno Fernandes, porém há duas alíneas a analisar: em termos desportivos, o Sporting deve receber Bruno Fernandes; em termos éticos, é uma questão dúbia e difícil de responder.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Guilherme Anastácio

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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