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Chegou o fim de semana de todas as decisões. O domingo onde Lisboa será palco de uma festa gigantesca, onde só falta saber se será verde ou vermelha.
Precisamente neste fim de semana passam 16 anos da conquista do penúltimo título de campeão nacional do Sporting. Do campeonato que foi decidido em Paranhos, no terreno do saudoso Salgueiros. Um título marcado por defesas fantásticas de Schmeichel, por “sprints” ultra enérgicos de César Prates, pelo espírito de sacrifício sportinguista de Beto, os livres teleguiados de André Cruz, a segurança de Rui Jorge, a força inesgotável de Vidigal e Duscher, a magia de Pedro Barbosa, a ajuda para muitos inesperada de De Franceschi, os últimos 30 metros de Mbo Mpenza e, finalmente, pelos golos de Beto Acosta.
Sinceramente, é preciso apelar aos “melhores sonhos” para me imaginar a fazer a festa amanhã. Não porque não tenha esperança de ver o Sporting vencer em Braga, o que eu não acredito é que o Benfica não vença em casa frente ao Nacional. Porque o Nacional não vence há um mês, e porque tenho a certeza que, mesmo que os onze jogadores do Benfica tenham dificuldades, a “estrutura” terá o jogo assegurado, tal como teve vários em janeiro e fevereiro. Basta lembrar-me do jogo da Choupana entre estas duas equipas. Ainda assim, vou levar a minha t-shirt e o meu cachecol na mochila para o emprego, não vão os astros alinhar-se e dar o título à melhor equipa do campeonato, o Sporting Clube de Portugal.

Fonte: Sporting CP
Desde que me lembro de ver futebol, já vi o Sporting perder lá algumas vezes, contudo, Braga também costuma ser local de vitórias memoráveis dos “leões” nos últimos 12 anos. Assim de repente, lembro-me de um hat trick de Mauricio Pinilla em 2005, de uma vitória com um golo solitário de Nani em 2007, e de três vitórias tardias nos últimos três campeonatos: em 2012/13, foi Ricky Van Wolfswinkel que marcou um hat trick, com o último golo a ser apontado no período de descontos; há duas épocas, foi um disparo pouco comum de Cédric Soares que valeu os três pontos; na época passada, foi um livre de “videojogos” de Tanaka que pôs em risco a vida do meu computador, tal o salto que dei ao ver um golo tão épico. Um daqueles golos que todos sonhamos marcar, quando apontamos uma bola parada num jogo com amigos.
Posto isto, e tendo em conta o histórico positivo dos últimos anos, tenho muita esperança na vitória do Sporting esta tarde. Até porque precisamos de vingar o resultado adulterado do jogo da Taça de Portugal desta época. Slimani vai marcar o golo que lhe roubaram em dezembro, o golo que na altura valia o 4-3 para os de Alvalade, mas que foi evitado pelo erro do árbitro assistente. Schelotto, Coates, Ruben Semedo e Zeegelaar, um novo quarteto defensivo, também vão ajudar Rui Patrício para que a baliza leonina fique a zeros, ao contrário desse maldito jogo da taça.
O Sporting apenas tem de fazer aquilo que tem feito ao longo da época, mas especialmente nas últimas partidas: entrar forte e pressionante sobre o último reduto adversário, estar concentrado a nível defensivo (para isso muito tem contribuído Sebastián Coates) e jogar sempre em alta rotação. O capitão Adrien Silva não estará presente nesta última batalha, depois de uma invenção do árbitro na última partida, mas acho que João Mário ou Aquilani darão muito boa conta do recado. Pessoalmente, prefiro que João Mário seja desviado para o centro, com a titularidade a ser concedida a Gelson Martins no flanco direito do meio campo. O miúdo entrou muito bem como titular na última partida e penso que merece mais um voto de confiança do treinador Jorge Jesus.

Fonte: Sporting CP
Os adeptos só podem pedir mais uma vitória a esta equipa fantástica e esperar que seja hora de milagre do Nacional na Luz. Já está mais que na hora de o Sporting voltar a ser campeão. Este ano estamos na luta até ao fim, com uma ínfima esperança de o conseguir. Mas tenho a certeza que os próximos anos serão de conquistas, principalmente quando o Sporting conseguir derrotar também o poder da “estrutura” do Benfica. Já jogamos bem melhor que eles dentro do campo, só falta destruir a força deles fora das quatro linhas.
Foto de capa: Sporting CP









