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Frederico Varandas | Quem é vivo sempre aparece

Tomás Parreira · 3 min

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Nunca pensei escrever tão cedo sobre este tema e as minhas esperanças quase se desvaneceram. Verifiquei o calendário (não fosse 13 de maio) para averiguar que tudo estava a fazer sentido e que não era nenhuma ilusão de ótica. Apesar de me ainda ter passado pela cabeça que seria mais um texto para a rubrica “Universo Paralelo” do Bola na Rede, tudo foi real.

Esta semana, Frederico Varandas, ao estilo de Nossa Senhora de Fátima, brindou-nos com uma aparição inesperada. Reapareceu em público e falou à comunicação social? Nada disso, não exageremos. Já todos sabemos que o Varandas tem um problema crónico quando lhe colocam o microfone à frente, não sendo a comunicação de todo o seu ponto forte.

Por momentos pensei que fosse mais uma entrevista ao jornal Record, por isso não liguei muito. A verdade é que apareceu e… através da sua conta pessoal de Instagram. No entanto, a curiosidade tomou conta de mim e não perdi a oportunidade de ler os seus comentários.

Já não me iludo com a possibilidade de algum dia o suposto líder vir a público dar a cara pelo fiasco que têm sido os dois anos à frente do clube. Recordo-me que durante a campanha eleitoral e tempo posterior à eleição utilizou inúmeras vezes a palavra “bazófia”. Pois bem caro Presidente, se me permite, bazófia é o que não lhe tem faltado.

No seu post, enalteceu o feito do Sporting CP ter atingido o número recorde de jogadores do numa convocatória dos Sub-21, na última década. Para justificar este feito referiu ainda que foi o “resultado de muito trabalho, de uma nova metodologia de desenvolvimento centrado no jogador, muito investimento e de um treinador da equipa A com coragem que aposta no talento jovem”.

Se não me equivoco, apenas Pedro Gonçalves (ex-FC Famalicão) não fazia parte dos quadros do clube leonino. Adicionalmente, nenhum dos restantes jogadores convocados, foi contratado por esta direção. Aliás, todos eles estão no Sporting CP há muitos anos. Gostava de perguntar ao Presidente o que é que acha da Seleção A não contar com nenhum jogador do Sporting CP? Estaria curioso para ver a sua resposta numa rede social. A verdade é que não se pode esperar muito de alguém que diz que o facto do Cristiano Ronaldo sofrer pelo Sporting CP dá títulos. É outro nível!

Fiz uma reflexão profunda sobre a gestão de Varandas, recuei aos meus tempos de escola para encontrar uma justificação e tal não foi o espanto quando me surgiu Adam Smith, filósofo e economista britânico, que escreveu em 1759 sobre a teoria da mão invisível. Justificou que, com uma economia livre e sem intervenção de agentes externos, o mercado irá regular-se de forma natural e automática, sendo possível alcançar a estabilidade.

Esta reflexão levou-me a pensar que os dirigentes do Sporting CP poderão estar a tentar seguir a linha de uma teoria com mais de 200 anos, inovando e criando a teoria da gestão invisível com uma pequena peculiaridade, a falta de estabilidade.

Por último, gostaria ainda de comentar uma frase que foi enaltecida na publicação do Instagram: “Destruir é fácil e rápido. Construir demora tempo”. Bastaram dois anos para desfazer completamente uma estrutura, equipa e dividir os adeptos. Da lista inicial, poucos são os que se mantêm. Construir só demora tempo quando a agilidade e destreza não é suficiente para conduzir o barco.

Numa coisa tenho que tirar o chapéu a Frederico Varandas, é que Matheus Nunes continua a valorizar. Até lá, vemo-nos na próxima capa do Record.

Foto de Capa: Candidatura “Unir o Sporting”

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Tomás Parreira

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