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António Jesus Correia, um dos elementos que pertenceu ao quinteto atacante mais famoso do futebol português, denominado como Os Cinco Violinos. Era natural de Paço de Arcos e tinha dois “amores” desportivos, hóquei em patins e futebol, tendo sido atleta de alta competição destas duas modalidades, em simultâneo. Necas, como também era conhecido, foi o último “violino” a falecer, com 79 anos. Deixou um marco impressionante na história, não só leonina como nacional, tendo conquistado vários troféus nas duas modalidades coletivas, quer como jogador, quer como treinador/selecionador.
No que ao hóquei em patins diz respeito, iniciou a sua carreira no clube da sua terra natal, no Paço de Arcos Hockey Club, onde marcou mais de 290 golos em 172 jogos. Entre 1942 e 1955, foi campeão nacional por oito vezes. Na Seleção Nacional de Hóquei em Patins, foi internacional por 142 vezes, onde venceu seis títulos mundiais e outros tantos europeus.
Em relação ao futebol, foi num clube da sua terra natal (Associação Académica) que deu os primeiros “pontapés” na bola. Antes de vestir a verde e branca, ainda esteve à experiência n’Os Belenenses”.
Decorria o ano 1943, quando Jesus Correia, através da passagem de uma oficina de automóveis para um armazém de mercearia, conheceu um diretor dos leões, que lhe deu a oportunidade de mostrar o seu valor num treino à experiência. Depois de ser rejeitado no Belenenses, aceitou a oportunidade e impressionou desde logo os responsáveis leoninos, especialmente Joseph Szabo – técnico leonino na época.
Ao serviço da equipa leonina, conquistou dois campeonatos de Lisboa, sete campeonatos nacionais e duas taças de Portugal. Ao longo das nove temporadas, o extremo direito vestiu a nossa camisola em 208 jogos, tendo levado a massa adepta leonina a festejar por 158 vezes os seus golos, mostrando também a sua veia goleadora. Necas fazia da velocidade, facilidade de remate e entrega em campo os seus principais atributos. Na história de goleadores do Sporting Clube de Portugal, posiciona-se na oitava posição.
Um dos momentos mais marcantes da sua “passagem” pelo Sporting Clube de Portugal foi no dia cinco de setembro de 1948, num jogo amigável para inauguração do estádio metropolitano do Atlético de Madrid, onde a equipa da casa recebeu o Sporting Clube de Portugal. Naquela época os jogadores queriam ganhar sempre, como se diz na gíria do futebol “perder?! nem a feijões”, e o resultado demonstra bem isso, numa vitória bem expressiva por 6-3, com todos os golos leoninos a serem apontados por Necas.
Em 1952, teve de optar por uma das modalidades, depois do Sporting lhe propor o passe exclusivo. Sendo o hóquei em patins o seu primeiro “amor” desportivo e por entender que com a idade que tinha (28 anos) seria mais fácil continuar a ser atleta de alta competição de hóquei em patins, Necas optou por continuar a calçar os patins e a segurar no stick, dizendo adeus aos relvados.
No entanto, no seu último jogo com a camisola verde e branca, dia cinco de outubro de 1952, ainda nos deu mais uma alegria, marcando o golo da vitória por 3-2 contra um rival – o Benfica.
Tal como no hóquei em patins, representou também a Seleção Nacional de Futebol, entre 1947 e 1952. Contou com treze internacionalizações, onde encontrou o caminho do golo por três vezes. Depois da retirada dos ringues, foi treinador de hóquei em patins e mais tarde foi ainda selecionador nacional de hóquei em patins, tendo conquistado pela seleção das quinas dois títulos mundiais.

Fonte: Sporting Clube de Portugal
Na inauguração do novo Estádio José de Alvalade, contra o Manchester United, Necas foi homenageado pelo clube, dando o pontapé de saída. Depois de falecer, foi reconhecido também através da atribuição do prémio Stromp na categoria Saudade no ano 1993 e ainda pela medalha de ouro do Sporting Clube de Portugal.
Como diz o seu neto, Pedro Monteiro, “Imortalizado na estátua, em Alvalade, mas principalmente no coração dos sportinguistas”.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal











