Publicidade

O futuro de Keizer

Redação BnR · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

No momento em que escrevo estas linhas, o Sporting CP é quarto classificado no Campeonato. Arredado da luta pelo título e pela Liga Europa, importa perceber se a qualidade do trabalho apresentado pelo técnico holandês merece continuação na época que aí vem.

Quando chegou ao clube leonino, a equipa encontrava-se a um ponto do primeiro classificado. É verdade que José Peseiro não fez um bom trabalho, mas não descolar da frente era imperativo para o novo treinador que chegasse a Alvalade.

Keizer era um treinador desconhecido para a esmagadora maioria dos portugueses, mas chegou com o rótulo de apostar na formação. Os primeiros jogos trouxeram resultados bastante dilatados, com um futebol que levava os adeptos a ir ao estádio. Para além disso, ia lançando alguns jovens formados em Alcochete, sendo o exponente máximo um jogo frente ao Vorskla Poltava em que colocou, para além de Miguel Luís e Jovane, Pedro Marques, Thierry Correia e Bruno Paz.

As coisas iam correndo bem, e apesar do mistério desta contratação por parte de Frederico Varandas, a verdade é que se vinha revelando uma opção certeira.

Contudo, em Guimarães frente ao Vitória SC, parece ter mudado o paradigma de jogo leonino. A qualidade das partidas entrou numa espiral descendente desde esse momento e vários pontos foram sendo perdidos. É verdade que pelo meio conquistou a Taça da Liga, mas isso não justifica a descida na tabela classificativa, bem como a eliminação da Liga Europa. A juntar a isso, a aposta na formação passou a ser nula. Os casos mais gritantes são os dos jovens Miguel Luís e Jovane Cabral, que vinham somando minutos até então. Numa altura em que se fala de problemas de tesouraria e a equipa já não aspira a mais do que o terceiro lugar, não se compreende a não aposta na formação que tanto orgulha os adeptos sportinguistas.

Após um bom início, a qualidade de jogo da equipa tem vindo a decrescer
Fonte: Sporting CP

Para além disso, o discurso vem desgastando a figura já pouco carismática do treinador. Quando ouvi a conferência de imprensa do jogo frente ao Boavista, “escandalizou-me” perceber que o técnico considerava que o Sporting CP tinha realizado uma boa performance, quando na verdade se exige muito mais do plantel verde e branco.

Posto isto, sou da opinião de que o técnico não deve permanecer em Alvalade para a época que se avizinha. A sua falta de carisma, a incapacidade de dar a volta a um período negativo que já dura há vários jogos e o desinvestimento nos jovens jogadores leoninos fazem-me questionar se é este o treinador certo para um clube que tem de lutar obrigatoriamente para ser campeão. Não podemos aceitar que um clube como o Sporting CP ande a lutar com o SC Braga pelo terceiro lugar, muito menos dois anos seguidos.

Concluindo, penso que a escolha para a próxima época desportiva deveria recair sobre um treinador conhecedor do futebol português, com experiência e vontade de vencer. O clube tem necessariamente de estar na rota dos títulos e não me parece que isso vá acontecer com o atual treinador. Exige-se mais. Os adeptos merecem.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.