Última horaEM DIRETO: Francesco Farioli e Pablo Rosario lançam o duelo da Champions League entre FC Porto e PSV
Publicidade

Quem tem medo de gigantes o melhor é nem sair de casa

José Duarte · 2 min

Quem tem medo de gigantes o melhor é nem sair de casa
Foto: EPA

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

a norte de alvalade

O Sporting vai ter um osso duro de roer na Alemanha, encontrando aí um adversário poderoso e moralizado. Ao invés, a equipa vem de resultados decepcionantes, o que pode indicar estar agora a fazer um caminho inverso aos adversários no que à moral diz respeito. Adicionando a estes ingredientes nosso histórico de resultados com equipas alemães, está criado um espectro digno dos maiores receios. Este será precisamente a pior das atitudes a ter na hora de encarar o jogo. Respeito q.b. sim, medo não.

O problema da falta de jogo interior

Muito se falou, na sequência dos recentes derbys, do problema da falta de jogo interior, estabelecendo-o como causa determinante para o insucesso no respectivos jogos. Com algum exagero, quanto a mim, atendendo à forma fortuita como se perderam os pontos, resultantes de lances de muito maior grau de aleatoriedade do que de sapiência adversária. A intenção deliberada de não se expor contra o SLB parece ter ficado e ter produzido os mesmos efeitos no Restelo, mas tal só é verdade se esquecermos os primeiros 25 minutos da última partida, onde a abordagem foi muito diferente do jogo de Alvalade. Duvido que essa fosse a intenção do treinador, falta saber se a equipa cumpriu o seu plano de jogo ou preferiu de forma automática aquele que treinou para o dérby. Reconheço a importância do plano táctico mas o futebol, quando o árbitro apita para o inicio do jogo, é muito mais do que o treino e as ideias do treinador. Como é bom de ver o Sporting não irá jogar na Alemanha a centrar bolas para a área

Saber sofrer e saber fazer sofrer

Não esperando um jogo fácil é admitir que vai ser necessário saber sofrer. Mas sempre sem abdicar da imprescindível inteligência. Não creio que o Sporting vá recuar em demasia, ficando com isso permanente exposto às cargas da cavalaria alemã, especialmente à sua superioridade no jogo aéreo. Já bastará o sofrimento das bolas paradas. Mas também não me parece que registaremos os mesmos problemas com o controlo de profundidade de que tanto se falou no inicio de época. É a diferença que existe entre defesas centrais de nome e defesas centrais de formação e que percebem o jogo. A actual dupla de centrais dá muito mais tranquilidade, e muito mais daria se jogasse junta desde o inicio.

Se vamos a Alemanha “apenas” para não sofrer golos ou sofrer poucos, mais valia poupar na viagem. Não conheço o suficiente sobre o adversário para apontar os seus pontos fracos, daí que fique por uma consideração genérica. Mais uma vez a inteligência terá que ser chamada para gerir os momentos em que disporemos da bola. O Sporting tem jogadores tecnicamente capazes para impor algum sofrimento aos alemães. Estou a lembrar-me de Montero, Nani, Carrilo, João Mário, por exemplo, desde que a opção seja manter a bola o mais tempo possível colada à relva, onde a altura dos alemães deixa de ser uma vantagem. Sorte e eficácia também dariam uma importante ajuda se se aliassem a nós. Convenhamos também que, depois de 2 jogos a sofrer golos estúpidos, já estava na altura de se lembrarem de nós também.

Foto de Capa: Facebook Oficial do Sporting Clube de Portugal

José Duarte

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca. Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

Miguel Costa · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.