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Vai-me perdoar o estimado leitor desta respeitada secção verde e branca que o meu primeiro contributo para o Bola na Rede será marcado por um profundo narcisismo. E honestidade também. Este texto não é bem sobre o Sporting. É mais sobre a minha relação com o Sporting.

Se até aqui já aborreci o estimado leitor desta respeitada secção verde e branca, está na altura de clicar “retroceder” e procurar outros mais iluminados pontos de vista dos meus colegas redactores, todos eles, jovens sportiguistas com jeito para a escrita.

Passando a coisas sérias.

Muitos dizem que, sobretudo neste estado em que Portugal se encontra, emigrar é prova de deslealdade para com o país. É fugir às responsabilidade como cidadão Português e que é o dever de todos ficar, contribuir e ajudar o país a sair desta situação. “Ir para o estrangeiro é fugir, à cobarde!”, como já ouvi.

No entanto, sair do país representou, para mim, deixar os meus pais, os meus amigos, a minha namorada e tudo o que me era querido em busca do desconhecido.

Há quase dois anos que estou longe. E há quase dois anos que tenho saudades… “Se tens saudades, volta!”, oiço de quem se preocupa… Sim, tenho saudades, mas ainda bem que as tenho. As saudades lembram-me das razões pelas quais vim para Londres.

De vez em quando divirto-me a tentar explicar a um inglês o que é isto de “saudade”… Porque não é bem a mesma coisa que “missing someone/something”… Não é só estar triste por não podermos estar com alguém. É um misto de tristeza com felicidade porque a saudade ajuda-me a lembrar o quão gosto daqueles ou daquilo que tenho saudade! É esquisito…

Mas não só dos entes queridos a saudade aperta…

Tenho saudades de ir a Alvalade.
Tenho saudades de passar a tarde numa esplanada no Campo Grande com a rapaziada antes da bola.
Tenho saudades de ir à pressa comer uma bifana com mostarda nas roulotes para “acamar” as imperiaizinhas da tarde.
Tenho saudades de entrar no estádio, passar a segurança e ver as bancadas coloridas a encherem-se de gente.
Tenho saudades das queijadinhas de Sintra durante o jogo.
Tenho saudades de no intervalo, ver os lances polémicos nas televisões ao pé dos bares das WCs e tantas vezes comentar “aquilo era penalte, porra!”.
Tenho saudades de gritar GOLO em português e abraçar um desconhecido ao meu lado.
Tenho saudades de dizer tantas vezes após resultados menos bons “Porra, pá, parece que dou azar, esta época não venho mais ao estádio”…

Gostar de casa, da família, dos amigos, das namoradas e até mesmo do Sporting gostamos todos…
Gostar à distância é mais difícil…

SL

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