Publicidade

Sporting 1-1 Moreirense: A incapacidade de ultrapassar o impossível

João Almeida Rosa · 3 min

Sporting 1-1 Moreirense: A incapacidade de ultrapassar o impossível

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

escolhi

Hoje, não me achem jornalista nem analista de coisa nenhuma: agora sou só mais um como vós, sportinguistas, para quem o futebol não faz sentido. Que não quer saber do Porto vs Benfica para nada. Um leão ferido pela desilusão que é não conseguir ultrapassar o impossível. Nós somos esse adepto: aquele que cresceu a aprender que ver o seu clube no topo é o conto que o mérito não proporciona. Nós sabemos que, para ganhar, vamos sempre ter de esperar mais do que os outros, vamos sempre ter de percorrer um caminho maior do que os outros. Escolhemos difícil. Não gostamos mais de ganhar do que do nosso clube. O fácil continua a ser de todos.

Nós, sportinguistas, sempre nos definimos pela capacidade de ultrapassar o impossível. E contamos esses momentos. Esses momentos onde ousámos chegar mais alto, onde quebrámos barreiras, onde procurámos as estrelas para fazer do desconhecido, conhecido. Contamos esses momentos como as nossas maiores conquistas. Mas perdemos tudo isso. Ou talvez nos tenhamos esquecido…

As palavras do parágrafo anterior, que aqui optei por associar ao Sportinguismo, não são minhas. São retiradas e traduzidas de uma fala de Interstellar, filme de Christopher Nolan. Sem saber, o cineasta anglo-americano também falava do Sporting. Falava dos 7-1 ao nosso maior rival, logrados exactamente há vinte e oito anos. Das vitórias ao City ou ao Alkmaar no último segundo, do fazer mais com menos que tem sido a senda do clube, pelo menos desde que me lembro de o acompanhar. Falava, no fundo, da “capacidade de ultrapassar o impossível”. Querer superar quem nos supera em dinheiro, qualidade individual no plantel e até influência nos bastidores é exactamente isso: ambicionar ultrapassar o impossível. 

Hoje, em Alvalade, a equipa de Marco Silva voltou a não estar à altura dos sonhos de tantos adeptos. Porque Maurício não é jogador para o Sporting. Porque Adrien teima em ser o jogador que não é, ou que os outros querem que seja. Porque Mané decidiu não subir ao relvado. Não interessa. O Moreirense, organizado e competente, dificultou a vida aos leões, aproveitou as desvantagens do 4x4x2 e refreou a já de si fria noite de Dezembro. Montero empatou mas não foi suficiente e pelo meio houve um sem número de pormenores acessórios mas perfeitamente irrelevantes para o que é o objectivo deste espaço de desabafo de (mais) um Sportinguista cujo sonho é superar o céu.

A nós, resta permanecer no vento e na chuva de forma a estar presente na hora da bonança. Aproveitar o caminho junto dos outros que, como nós, demonstram uma personalidade maior do que a de qualquer terceiro porque a personalidade se molda pela dificuldade. E nós sabemos o que são dificuldades, não sabemos?

A Figura

Carrillo – Sempre o mais irreverente, o mais inconformado, o que mais assumiu as despesas da noite negativa. Nem sempre tão clarividente como se precisava, nem sempre tão eficaz ou inspirado mas sempre com uma postura que há tanto lhe era pedida.

O Fora de Jogo

Adrien – A passividade sem bola, a incapacidade de fazer uma cobertura, um sem número de erros discretos que, no conjunto, ainda não lhe retiraram a titularidade – talvez por estatuto, talvez por outra qualquer razão -, mas que prejudicam e de que forma a fluídez e capacidade ofensiva e defensiva do Sporting.

Foto de capa: FPF

João Almeida Rosa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.