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Sporting CP 0-0 FC Porto: Nulo entre candidatos no 1.º Clássico da época

Redação BnR · 4 min

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Noite de Democracia e de Clássico, o primeiro da época. Sporting CP e FC Porto abriram a época de grandes jogos em Portugal, partilhando um empate a zero em Alvalade. Um empate que mantém o topo da classificação da Liga NOS igual, com dragões e leões nos primeiros lugares, separados por dois pontos.

Relativamente aos onzes iniciais, os dois treinadores fizeram poucas mudanças, em relação aos seus compromissos europeus a meio da semana. Começando pela equipa da casa, Jorge Jesus fez alinhar de início Jonathan Silva e Bas Dost, por troca com Fábio Coentrão e Doumbia, ambos lesionados. Do lado visitante, Sérgio Conceição mudou somente Miguel Layún, que entrou no lugar de Ricardo Pereira.

A partida começou como era já expectável: o ritmo era intenso, a posse da bola era partilhada, e apesar de a equipa do FC Porto ter mais bola, ninguém dominava a partida, com os dois emblemas a apresentarem demasiado rigor tático e pouco caudal ofensivo. Tanto que, nos primeiros quinze minutos de jogo, só Miguel Layún e Sérgio Oliveira atiraram à baliza, remates esses, que, contudo, foram inofensivos para Rui Patrício. Mas foram essas tentativas que acabaram por transformar a partida, com sinal positivo para os Dragões. A equipa azul e branca tomou-lhe o gosto e agarrou a partida com mais três remates perigosos, primeiro por Aboubakar, depois por Herrera, e ainda por Brahimi, perto dos vinte minutos de jogo. O Sporting mostrava dificuldades para circular a bola, e as sucessivas perdas de bola a meio-campo, aliadas à falta de ideias, tornavam o FC Porto mais forte, num momento em que dominava a partida.

Entre o minuto vinte e o minuto quarenta, a tendência manteve-se, mas sem remates, com o FC Porto a dominar a meio-campo. O jogo só acordou quando o relógio marcou o minuto 43, e logo com os dois momentos mais perigosos para ambos os lados: primeiro foi o Sporting, a fazer o seu primeiro remate da partida, com William Carvalho a cabecear, com espaço, por cima da baliza; e depois foi a dupla atacante azul e branca a funcionar, com Marega a cabecear à barra e Aboubakar, na recarga, a atirar para grande defesa de Rui Patrício. A primeira parte chegou logo a seguir e ficou patente o descontentamento dos adeptos da casa face à exibição: o FC Porto dominava por completo, quer em posse quer em ocasiões, com os Leões a rematarem por apenas uma vez no primeiro tempo.

FC Porto esteve melhor nos primeiros 45 minutos de jogo, frente a um Sporting irreconhecível Fonte: Bola Na Rede
FC Porto esteve melhor nos primeiros 45 minutos de jogo, frente a um Sporting irreconhecível
Fonte: Bola Na Rede

 

A segunda parte começou sem alterações nos onzes iniciais e na tendência do jogo: o FC Porto continuava a estar mais perto da área leonina, enquanto a equipa da casa continuava com grandes dificuldades na saída ofensiva. Foi esta a constante da partida, até que o Sporting mudou a estratégia: deixou jogar a equipa nortenha, bem estabelecida no meio-campo leonino, para depois partir em contra-ataque. Foi assim que fez num cruzamento a que Bas Dost chegou tarde, bem como no remate de Bruno Fernandes, aos 58 minutos, que saiu muito por cima da baliza de Casillas. Esse foi, de resto, o último momento do médio dos Leões em campo, já que minutos depois acabou por ser substituído por Bruno César.

A partir daqui, o jogo equilibrou e estagnou, quer em posse quer em fluxo ofensivo, abrindo novamente uma partida que parecia estar destinada a uma vitória sem grandes problemas para o FC Porto. William Carvalho voltou a assustar para o Sporting aos 68 minutos, com um remate por cima, e só voltaríamos a ver a bola perto das balizas dez minutos depois, com Marega, isolado após desconcentração da defensiva leonina, a rematar para grande defesa de Rui Patrício. Depois desta ocasião deu-se mais um jejum de remates, apenas quebrado por um livre direto de Miguel Layún, na última tentativa do Clássico, que terminou assim empatado a zero.

Após o seu primeiro jogo sem vencer, o FC Porto mantém assim a liderança da Liga NOS, com 22 pontos, enquanto o Sporting continua a dois pontos dos dragões, seguindo na segunda posição.

A FIGURA

Fonte: Bola Na Rede
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Rui Patrício – O guarda-redes leonino evitou aquela que poderia ter sido a primeira derrota dos Leões na Liga NOS. Com uma mão cheia de defesas, destaca-se a saída aos pés de Marega, já na segunda parte. Sempre concentrado, foi o melhor elemento de um Leão em baixo de forma e o melhor em campo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola Na Rede
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Jonathan Silva – O número 3 dos Leões foi sempre uma dor de cabeça para Jorge Jesus. Na primeira parte, colecionou perdas de bola no seu meio campo, e nunca teve velocidade para acompanhar os avançados do FC Porto. Por diversas vezes, teve mesmo de ser Marcos Acuña a compensar na sua zona, dada a inércia do argentino para conter o fluxo ofensivo dos azuis e brancos.

Texto por: André Maia e Guilherme Costa

Foto de Capa: Bola Na Rede

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