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Sporting CP 2-0 CS Marítimo: O baile da Madeira foi ao ritmo do leão

Redação BnR · 5 min

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O Sporting CP venceu hoje o CS Marítimo por 2-0, em jogo a contar para a 6ª Jornada da Primeira Liga. Os “leões” sabiam da oportunidade que representava a partida de hoje, depois do empate do SL Benfica, e não desperdiçaram. Assim, e mesmo com a ausência de Nani, José Peseiro manteve as caraterísticas ofensivas da equipa, com a entrada no onze de Jovane Cabral. Mais atrás houve igualmente alteração face ao último jogo, com a saída de Battaglia e a entrada de Petrovic. No lado do CS Marítimo, Cláudio Braga fez igualmente duas alterações face à última partida, retirando Tagueu e Marcão, dando entrada a Pinho e Marcos Silva.

Com uma casa muito boa em Alvalade – apesar da hora tardia do jogo – a equipa leonina decidiu presentear o esforço dos adeptos e começou a partida “à leão”. Com apenas uma mão cheia de minutos, já Gudelj ensaiava para o primeiro golo, à meia-distância, mas saiu ligeiramente ao lado. De seguida foi Montero a tentar, desta vez de cabeça, mas a sorte foi a mesma do sérvio.

Batia o relógio os dez minutos de jogo, quando Jovane – quem mais poderia ser – tirou um coelho da cartola: pegou na bola a meio-campo, arrancou dali para fora e terminou com um passe em desmarcação perfeito para Raphinha, que foi depois derrubado na área. Penálti para o Sporting e Bruno Fernandes a não falhar na marca dos 11 metros: 1-0 para os “leões” com apenas uma dezena de minutos.

Porém, e como é já apanágio dos verdes-e-brancos, a aceleração inicial desapareceu após o golo. Montero ainda fez um remate por cima à passagem do minuto vinte, mas foram 25 minutos de pouca emoção, com o Sporting a dar até algum espaço aos madeirenses para subir, sempre sem conclusão prática.

Mas se parecia que o “leão” poderia estar a dormir, depressa tratou de mostrar que estava apenas a fazer uma sesta. Trinta e cinco minutos e canto para os da casa: bola na área, confusão e, de repente, uma perna colombiana a aparecer. Era o segundo golo do Sporting, assinado por Fredy Montero – finalmente, disseram os sportinguistas, num abraço coletivo ao avançado que perdeu um filho há um mês.

O Sporting saía assim para o intervalo com uma vantagem de dois golos, mas podia nem ter sido assim: mesmo em cima do apito de final do primeiro tempo, o Marítimo entrou na área de Salin como bem quis, mas Danny, de baliza aberta, não foi suficientemente rápido para acertar na bola que foi então cortada por Acuña. 2-0 para os “leões” ao intervalo.

A união da equipa foi visível no momento do primeiro golo
Fonte: Bola na Rede

Os “leões” vieram do balneário motivados para fazerem o terceiro tento e quase o conseguiam. A jogada começou com um livre batido por Bruno Fernandes que foi aliviado para a entrada da área onde apareceu Acuña, que rematou de onde estava, com a bola a passar perto da baliza de Amir. Do outro lado, a resposta veio dos pés de Rodrigo Pinho que se conseguiu virar de frente para a baliza e rematar, estando Salin atento. Fábio China tentou também a sua sorte pouco tempo depois, mas sem perigo para o Sporting.

O ímpeto ofensivo leonino não dava tréguas, apesar de estar pouco concretizador. Prova disso foram duas jogadas seguidas, com a bola a começar de ambas as vezes nas alas, mas com os finalizadores a chegarem tarde.

A meio da segunda parte, os maritimistas tentaram chegar novamente perto da baliza de Salin, uma vez por Pinho, outra por Edgar Costa, que substituiu o capitão Danny, e uma terceira por Bebeto, esta a mais perigosa de todas; contudo, esta não era a noite de sorte dos insulares e nenhuma das ações levou perigo ao guarda-redes gaulês.

Apesar da baixa de intensidade por parte do Sporting, este acabou por conseguir levar este resultado a bom porto e sair com uma vitória que cura as mazelas do jogo frente ao Braga. Sorte ainda pelo facto de o Marítimo não estar numa noite inspirada e de mal conseguir levar a bola avante. Sendo assim, os “leões” enfrentam o próximo jogo, para a Liga Europa, de forma mais tranquila.

Onzes Iniciais:

Sporting CP: Salin, Acuña, André Pinto, Coates, Ristovski; Petrovic, Gudelj, Bruno Fernandes, Jovane Cabral (Misic, 76′), Raphinha ( Carlos Mané, 90′) e Montero (Diaby, 86′).

CS Marítimo: Abedzadeh, Bebeto, Marcos Silva, Zainadine, China; Correa, Fabrício, Jean Cleber, Barrera (Joel Tagueu, 76′); Pinho e Danny (Edgar Costa, 65′).

A FIGURA:

Fonte: Sporting Clube de Portugal

Montero – Do colombiano apenas se pode dizer uma coisa: Finalmente! Depois de tanto tentar marcar, finalmente conseguiu chegar ao tão almejado tento. Coroou mais uma exibição de classe da melhor maneira, dando assim a machadada final na sua “maldição”.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Bola na Rede

Danny – O experiente avançado personificou todo o jogo do Marítimo. Não arriscou, não jogou com intensidade e pouco se aproximou da baliza de Salin. Muito pouco foi feito pelo capitão de equipa, ao qual se pedia mais ideias para mudar o rumo do jogo.

CONFERÊNCIA BnR

CS Marítimo

BnR: O Sporting deu hoje algum espaço à equipa do Marítimo, fruto de alguns momentos de menor intensidade. Ainda assim, o Marítimo não conseguiu aproveitar. O que faltou?

Cláudio Braga: A nós nunca ninguém nos dá nada. Sempre fomos à procura de todos esses momentos, e fomos nós que conseguimos criar esse espaço. Tivemos jogadores, como o Correa e como o Rodrigo Pinho que estiveram muito bem em jogo. Há jogadores que estão a crescer e a única coisa que faltou foi essa capacidade de jogar no último terço. Mas estou contente com a minha equipa e com o trabalho desempenhado pelos meus jogadores.

Sporting CP

BnR: Com o passar dos jogos, parece uma tendência o Sporting entrar em vantagem e depois acalmar o ritmo e baixar a intensidade. É algo tático ou é um ponto da sua equipa a melhorar?

José Peseiro: Não é uma fraqueza porque o adversário também reage. Mas também não fica mal ao mundo fazermos isso e em vez de consentirmos golo, fazemos golo. Se temos Jovane e Raphinha nas alas, há mais verticalidade no jogo. São miúdos que tentam sempre fazer o golo e ficam demasiado entusiasmados com isso. Há que explicar-lhes, entre equipa e staff técnico, que há forma de ver o jogo e há forma de ver o jogo em forma de ataque. Há alturas que também é bom para descansar e acalmar o jogo.

 

Rescaldo com opinião de André Maia e Marta Reis

Foto de Capa: BnR

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