Um Dérbi como os outros

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milnovezeroseis

Caro leitor,

Imagine aqueles exercícios de brainstorming, onde uma ideia ou conceito conduz a uma panóplia alargada de palavras relacionadas com esse tal conceito ou ideia. Já está? Preparado? Ok. Pense, agora, que o conceito é Dérbi. Naturalmente, na rede conceptual do pensamento humano surge uma palavra : “Sporting – Benfica”. Aliás, prova disso é o facto de o jogo em questão ser apelidado de Dérbi dos Dérbis. A designação cai que nem uma luva a um confronto que é secular, que já ultrapassou  as 100 partidas e que envolve os dois clubes de maior dimensão a nível nacional. Contudo, existe uma outra partida que merece todo o reconhecimento de jogo grande, essencialmente se atendermos ao historial das equipas e de confrontos entre estas – o Sporting vs Belenenses.

Amanhã, no Restelo, defrontar-se-ão dois clubes históricos do futebol em português. Sporting e Belenenses partilham, entre si, 241 jogos, um número notável e digno de registo. Se adicionarmos a este número o facto de esses 241 jogos envolverem as mais conceituadas e variadas provas do futebol em Portugal, como o Campeonato de Lisboa, o Campeonato de Portugal ou a “rainha” Taça de Portugal, penso que se torna irrefutável afirmar que o Sporting-Belenenses é um jogo repleto de história e importância no futebol português.

Na foto, Matateu e Travassos, dois jogadores icónicos do Dérbi entre Sporting e Belenenses.  Fonte: aventar.eu
Na foto, Matateu e Travassos, dois jogadores icónicos do Dérbi entre Sporting e Belenenses.
Fonte: aventar.eu

Há nomes incontornáveis num Sporting-Belenenses. Jogadores como Matateu, Travassos ou, mais recentemente, Liedson embelezaram o jogo entre os dois clubes lisboetas. A 23 de Setembro de 1951 deu-se a estreia, ao serviço da equipa de Belém, daquele que viria a ser o grande embaixador dos Azuis do Restelo a nível internacional. No seu primeiro jogo, Matateu mostrou serviço, marcando dois dos quatro golos do Belenenses nessa tarde, que viria a vencer o jogo por 4-2. Do outro lado do campo estava precisamente… o Sporting dos Violinos.

Analisando o Dérbi na perspectiva das hostes leoninas, há, igualmente, jogadores que gravaram com crivo de ouro o seu nome na história de um “Sporting-Belenenses”, ou vice-versa. Como já referi, Travassos e Liedson, em alturas desportivas distintas, são exemplos. O “Zé da Europa” deixou uma marca indelével na história dos leões, espelhada também nos jogos entre Sporting e Belenenses, onde esteve presente na maior vitória do Sporting ao clube de Belém fora de portas (0-6, no longínquo ano de 1954), tendo apontado dois golos. Já Liedson rubricou um póquer, um feito apenas ao alcance de predestinados, na última visita do Sporting ao reduto dos Azuis, na época de 2009/2010. Com esta proeza, Liedson entrou directamente para a história dos confrontos entre Sporting e Belenenses.

A 28ª jornada do Campeonato trará mais um pouco de história àquele que é um dérbi como os outros mais badalados. Sem ter a intenção de menorizar partidas como o Sporting – Benfica, creio que não se deve relegar um jogo como o Sporting – Belenenses para segundo plano. Pela história do confronto  e pela altura em que este acontece – recorde-se que o Belenenses luta pela manutenção, e à equipa de Alvalade falta um ponto para assegurar a entrada directa na Liga Milionária.

Pedro Lemos
Pedro Lemos
O Pedro vem do Algarve e vê futebol desde que se lembra. Sportinguista vindo de uma família benfiquista, assume-se como sonhador e um confesso "bruno-carvalhista".                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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