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Um futebol sem Bruno

Nuno Almeida · 4 min

Um futebol sem Bruno
Foto: Sporting Clube de Portugal

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Nesta época natalícia, em que se vivem momentos de paz, alegria, partilha e amor pelo próximo, em que se esquecem as ideologias religiosas e politicas, e se fazem tréguas em guerras para proteger inocentes (desculpem se estou a ser ingénuo), vamos todos lutar também para que se possa transportar essa alegria e paz para o mundo do futebol.

E a medida que se apresenta mais eficaz para alcançar este objectivo, segundo a comunicação social, alguns dirigentes e adeptos, é o afastamento de Bruno de Carvalho do universo futebolístico. Perguntam vocês porquê? Muitos de vocês deveriam saber porque seguem essa doutrina, mas passo a enunciar os motivos: Primeiro, é culpa de Bruno de Carvalho o facto de termos competições viciadas em Portugal há mais de trinta anos. Pode parecer estranho, mesmo olhando à data de nascimento do mesmo, mas tenho a certeza que sempre houve dedo dele;

Segundo, e agora mais para os adeptos do Sporting, foi Bruno de Carvalho que levou o clube a uma situação iminente de colapso financeiro e extinção do clube. Sim, porque mesmo não estando lá, com certeza andava na sombra a congeminar oposições às direcções que não tinham assim paz de espírito para trabalharem;

Terceiro, se não existisse Bruno de Carvalho, não existiriam, com certeza, festas de charme a presidentes de clubes com serviços completos de relaxamento físico e psicológico. Para não falar de ofertas de refeições completas que não chegam para influenciar qualquer favorecimento. E quanto a esta última, se há quem não culpe o Bruno pela existência dos mesmos, pelo menos têm de reconhecer que é culpa dele que se tenha tornado do conhecimento público, o que só criou ruído que incomoda esta paz que queremos no futebol. Porque se Bruno de Carvalho quisesse um futebol justo e transparente, avançaria com medidas que realmente pudessem esclarecer o que de duvidoso existe no meio.

Vir defender o sorteio de árbitros em vez da nomeação? Parece mesmo que quer deixar isto à balda sem que se possa minimamente controlar os árbitros que mais “qualidade” apresentam para poderem dirigir jogos que, quem manda, considere necessitarem de um acréscimo de “profissionalismo”. Há que poder escolher determinados árbitros para jogos que alguém considere relevantes. Isto sim é transparência. Até porque temos de colocar os melhores árbitros nos melhores jogos, e ao referir melhores árbitros, quero falar nos que melhores notas recebem de observadores que se movimentam nos bastidores e dão notas positivas a árbitros que prejudicam equipas, sem que lhes sejam pedidas explicações. Também não há necessidade de incomodar essas pessoas com algo tão insignificante, e porque é Natal, esqueçamos isso.

Bruno de Carvalho defende ainda a tecnologia no futebol. Isto ajudaria em quê? Em retirar dúvida a lances que possam dar injustamente vitórias a certas equipas? E onde ficaria então a liberdade de um árbitro, fiscal de linha, ou observador (poderíamos continuar por aí acima) para fechar os olhos a determinados lances e poder errar em lances humanamente impossíveis de ajuizar? Porque errar é humano e é assim que deve continuar. Mudar tudo isto só geraria confusão e não é isso que se quer para o nosso futebol.

A dupla que dirige os comandos do Sporting continua a incomodar muita gente Fonte: Sporting CP
A dupla que dirige os comandos do Sporting continua a incomodar muita gente
Fonte: Sporting CP

Bruno de Carvalho chega e quer retirar poder a fundos de jogadores que tanto têm ajudado pessoas importantes do nosso futebol, com grandes receitas, que têm ajudado tantas famílias financeiramente, chegando a pagar acompanhamento profissionalizado a alguns deles… Só pode ser má fé de Bruno. Fundos e agentes que garantem a determinados presidentes que, ao comprarem o passe de determinado jogador por vinte milhões, terão um lucro de cem por cento ou mais não pode ser considerado como mau para o futebol. É só má fé de Bruno. E temos que ter fé, da boa, porque é essa que salva, pelo menos alguns. Por isso o Bruno não está a pensar no bem estar de determinadas pessoas nesta quadra natalícia, e devia. Deixa os fundos e agentes em paz Bruno, que também têm de ganhar a vida. Por isso, vamos todos lutar por um futebol sem Bruno de Carvalho, única personagem que traz uma má imagem ao ramo. E agora que estamos nesta época de paz e amor, a sua saída seria um belo presente para muitos agentes que controlam o futebol.

Assim, como voto de Natal, e para o novo ano que vai começar, desejo, para bem do futebol que temos há mais de quarenta anos, que Bruno de Carvalho abandone o meio. É que até o Pai Natal, apesar de não pertencer ao meio,  agradeceria, já que Bruno é o homem que abomina a cor da farda de tão simpática personagem. E seria no mínimo embaraçoso ter tão simpático senhor a despir o manto vermelho, cada vez que fosse entregar um presente a casa de sportinguistas.

Boas festas a todos. Menos a Bruno de Carvalho, esse agitador, que quer estragar esta paz e amor vividos no futebol, que até a tradicional indumentária do Pai Natal mudaria se o deixassem. É doentio. Se não fosse ele, o futebol não estaria com tão má imagem. Porque as coisas só estão como estão porque ele dá conhecimento ao publico. Ele que se deixe de levantar ondas. Preferimos manter-nos na ignorância, mas em paz. Paz e amor para todos.

Nuno Almeida

Redação Bola na Rede · ver artigos