Vitória SC 1-0 Sporting CP: Leões falham assalto ao Castelo

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Vitória SC e Sporting CP defrontaram-se no Estádio D. Afonso Henriques para o campeonato nacional. Em plena época natalícia, ambas as formações procuravam a sua prenda na bonita cidade de Guimarães. Tanto os da casa como os forasteiros apresentavam bons resultados nas últimas partidas: do lado do Sporting CP, desde que Marcel Keizer chegou a Alvalade, os Leões não conheciam o sabor da derrota até este encontro; do lado dos conquistadores, Luís Castro tem dado mostras de ser um treinador com alma de conquistador, não só por sucumbir ao acenar das libras do Reading FC como por ter totalizado cinco jogos sem perder.

No plano teórico, o encontro tinha tudo para ser um “jogo de tripla”: ou dava empate ou vitória para uma das formações. Mas é no campo que se prova quem é melhor. O futebol resiste pouco à teoria das probabilidades: são onze contra onze e uma bola. O resto é conversa.

Ambas as formações iniciaram a partida no seu habitual 4x3x3. Na impossibilidade de utilizar Mattheus Oliveira por estar emprestado pelos Leões à formação vitoriana, Luís Castro apostou em Pêpê para o meio-campo, atuando a oito, no apoio ao homem mais adiantado do miolo da formação da casa, André André. Wakaso foi o médio-defensivo de serviço como vem sendo já habitual na equipa da cidade Berço.

Do lado do Sporting CP, a defesa apareceu logo com uma novidade: André Pinto entrou para o lugar do castigado Sebastián Coates. O tridente ofensivo contou também com Jovane Cabral a titular como ala esquerdo, em substituição do habitual nessa posição, Nani. Destaque ainda para a titularidade de Miguel Luís que tem merecido a confiança de Keizer para compensar o lesionado Wendel.

O jogo começou com uma clara supremacia da equipa da casa. Logo ao minuto sete, Renan teve que se aplicar para tirar uma bola que vinha do lado esquerdo do ataque do Vitória, prontinha para Guedes finalizar ao seu bel-prazer. Em resposta, o Sporting lançou as suas armas, e Douglas retira a bola da cabeça de Bruno Fernandes já muito perto da área vitoriana.

Mas foi a formação de Guimarães que teve sempre mais critério na saída para o ataque e nem precisou de tanta posse de bola para o fazer (no final da primeira parte, o Sporting CP tinha 60% de posse contra apenas 40% da equipa de Luís Castro). O jogo sportinguista era mastigado, de nada adiantava ter posse de bola se não se sabia o que fazer com ela. As tarefas defensivas do Vitória SC faziam-se com particular astúcia, ensinando a Keizer como se defende: por várias vezes, era o extremo Davidson que descia até zonas mais recuadas do terreno, auxiliando o lateral Rafa Soares no bloqueio à rapidez de Diaby.

A toada ofensiva dos conquistadores continuava de vento em popa: ao minuto 15, remate fora da área de Davidson, levando Renan a uma excelente defesa. Só ao minuto 18, Diaby tenta surpreender Douglas após um remate à entrada da área, mas sai ligeiramente ao lado da baliza do Vitória SC. A equipa da casa parecia que tinha estudado à minúcia os pontos fracos da formação sportinguista.

Além de condicionar a primeira fase de construção dos leões, explorava o lado esquerdo da defesa da equipa verde e branca quer pelo ala direito Tozé quer pelo lateral do mesmo lado, Dôdô. Tozé, aliás, esteve em excelente plano durante todo o jogo, sendo uma peça fundamental na manobra ofensiva da equipa de Luís Castro. Foi coroado com um bom golo, o único do encontro, fora da área, após cobrança de um pontapé de canto ao minuto 26. Renan muito pouco podia fazer para defender o esférico. Estava feito o um a zero para a equipa da casa, que se veio a manter até ao final da partida.

Jovane Cabral não correspondeu e saiu ao intervalo
Fonte: Sporting CP

A segunda parte teve a mesma característica da primeira: um Sporting CP dominado e um Vitória SC conquistador. A exceção a esta máxima talvez tenha sido os primeiros minutos do segundo tempo, já com Raphinha em campo para compensar o apagado Jovane Cabral na ala esquerda do Leão.

Do lado dos vitorianos, tinha saído André André, jogador essencial na manobra ofensiva dos da casa durante a primeira parte, para a entrada de Ola John. Com esta substituição, “desce” Tozé para o tridente do meio-campo ficando o holandês na ala direita do ataque. Foi Raphinha, do lado dos forasteiros, que ainda tentou surpreender Douglas com dois remates fortes e venenosos no início da segunda parte obrigando o guarda-redes vitoriano a ter que se aplicar com afinco.

Mas, à exceção disso, o Sporting foi sempre uma equipa muito desinspirada, desorganizada e incapaz de ultrapassar a muralha vitoriana. O “futebol espetáculo” do Leão, tão elogiado antes da chegada ao Castelo de Guimarães, encontrou ali uma poderosa resistência nortenha. A equipa da casa foi uma justa vencedora e teve ainda o mérito de impingir, sem espinhas, a primeira derrota de Marcel Keizer ao leme do Leão.

Simão Mata
Simão Matahttp://www.bolanarede.pt
O Simão é psicólogo de profissão mas isso para aqui não importa nada. O que interessa é que vibra com as vitórias do Sporting Clube de Portugal e sofre perante as derrotas do seu clube. É um Sportinguista do Norte, mais concretamente da Maia, terra que o viu nascer e na qual habita. Considera que os clubes desportivos não estão nos estádios nem nos pavilhões, mas no palpitar frenético do coração dos adeptos e sócios.                                                                                                                                                 O Simão escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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