Última horaO regresso após lesão, os elogios ao Lens e as lesões: tudo o que João Simões e Rui Borges disseram na antevisão do próximo jogo do Sporting na Champions League
Publicidade

SC Braga 4-0 SC Covilhã: Quatro foguetes e Feliz 2017!!

Pedro Nuno Sousa · 4 min

SC Braga 4-0 SC Covilhã: Quatro foguetes e Feliz 2017!!

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Ano novo, vida nova. Foi esta a sensação que prevaleceu durante o jogo no municipal de Braga. Começar o novo ano a vencer é bom para qualquer equipa, mas para o Braga era essencial. A segunda jornada da Taça da Liga correu bem aos Guerreiros do Minho que venceram por quatro bolas a zero o Sporting da Covilhã. Depois de uma derrota na primeira ronda frente ao Rio Ave, era imperativo vencer este segundo encontro para poder continuar a acreditar e ser possível passar à próxima fase. Nada decidido, tudo em aberto. Surpresas foi o que mais houve até então, portanto, continuar a acreditar e a trabalhar é o caminho. Contas feitas, o Braga vai em primeiro lugar com três pontos, em igualdade pontual com o Rio Ave que só amanhã defrontará o Marítimo. Já o Covilhã, ocupa o último lugar da tabela a par dos madeirenses mas com mais um jogo.

Começava a partida no municipal de Braga e os de fora mostravam vontade de se impor. Praticavam um futebol simples e rápido tentando aproveitar o nervosismo dos arsenalistas. Jogar novamente por estas terras dava alento aos serranos, que à pouco mais de duas semanas venceram neste mesmo estádio num jogo referente à Taça de Portugal, que ditou a saída do vencedor em título desta prova. Voltando ao jogo e à Taça da Liga, tinham passado vinte minutos e a bola poucas vezes atravessava todo o terreno. Muita disputa e «batalha» com uma ou outra saída em velocidade do Braga, apoquentavam a baliza dos de fora. Tanta água correu que haveria mesmo de furar. Alan desmarca-se bem na área do Covilhã e tenta assistir Rui Fonte, que se atrapalhou com a bola e acabou por deixar para Horta facturar. Estava feito o primeiro da partida. Um a zero para o Braga e estávamos com vinte e seis minutos decorridos. A partir do golo, a equipa soltou-se mais e procurou ganhar ritmo, com várias incursões pelas linhas à procura de espaço para correr e pegar no jogo. A mudança no plano poderia ter corrido mal quando o relaxamento tomou conta dos bracarenses, não se livrando de um susto na cara do golo que Djavan soube cortar. Faltou fôlego mas passou o perigo. Até final do primeiro tempo viu-se um Covilhã atrevido e com vontade de voltar a gelar a Pedreira. A defesa bracarense não deixou e tratava bem a bola quando era preciso sair a jogar. Um a zero ao intervalo, resultado justo pelo que se ia passando.

A hora de iniciar a segunda parte aproximava-se e os jogadores da casa entravam em campo com uma postura diferente. Era notório que Jorge Simão havia puxado umas «orelhas», pois sabe que a equipa é capaz de mais. O intervalo deu frutos e o Braga entrou com o pé no acelerador. Procurava o segundo sem hesitar para poder tranquilizar a equipa e os adeptos. Um remate com selo de golo por parte de um homem do Covilhã quase que fazia cair o muro da Pedreira. Tal não aconteceu e o Braga embalou para a vitória. Djavan correu que fartou e Ricardo Horta enamorou a bola. Rui Fonte esteve incansável e Vukcevic impôs respeito. Tiba começa a justificar a permanência no plantel. Já havia saudades em ver estas pequenas coisas.

No que ao resultado diz respeito, o marcador viria a mudar de aspecto nas capicuas. Rui Fonte aos cinquenta e cinco e Rodrigo Pinho, que tinha acabado de entrar, faz o terceiro aos sessenta e seis numa jogada deliciosa. Alan pé de lã encontra Tiba na área, que passa tenso para Rodrigo facturar. Três a zero e o jogo começava a dar sinais de estar perto do fim. Independentemente de tudo isto, o Braga soube gerir o tempo e aproveitar as debilidades do Covilhã, que rodou algumas unidades no seu onze e chegou a criar perigo lá na frente. Jogo controlado pelos arsenalistas de início ao fim que  viriam a fazer outro ainda antes do apito final. Horta foi guloso e chutou para o fundo das redes. Quatro a zero e o Braga está provisoriamente no primeiro lugar do Grupo C.

Para terminar, gostaria de desejar a todos um Dois mil e dezassete cheio de alegrias.

A FIGURA

Fonte: SC Braga
Fonte: SC Braga

Ricardo Horta – fez uma dupla fantástica com Djavan e marcou dois golos. Correu, cruzou, rematou, lançou foguetes, festejou o novo ano e só não apanhou as canas porque estava a jogar. Desejou bom ano à família bracarense da melhor forma. Bom jogo coroado com golos.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: SC Braga
Fonte: SC Braga

Martínez – começou bem e com muita vontade, mas quando as coisas começaram a complicar foi o primeiro a mostrar sinais de desconforto. Tem muita qualidade ali escondida, mas ainda não foi desta que a demonstrou em campo. Sem bola o jogo ainda lhe passa um pouco ao lado. Hoje não correu bem. Oportunidades não faltarão para quem tem potencial.

Pedro Nuno Sousa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Lens | A ligação de uma cidade a um clube

Em Lens, não é preciso olhar para o marcador para perceber o que o clube significa para a cidade. Basta entrar no Stade Bollaert-Delelis, ouvir milhares de adeptos a cantar Les Corons e observar as bancadas pintadas de vermelho e amarelo. Num futebol cada vez mais dominado pelo dinheiro, pelos grandes investidores e pelos clubes globais, o Racing Club de Lens mantém uma ligação às suas raízes que resiste ao tempo. Mas como é que um clube de uma cidade do norte de França, marcada pela indústria mineira, se tornou um símbolo de uma comunidade inteira? Para perceber esta ligação, é preciso recuar a 1906, ano em que o clube foi fundado. Naquela altura, Lens era uma cidade profundamente ligada à exploração mineira. O carvão sustentava famílias, movimentava a economia e fazia parte do quotidiano de milhares de pessoas. Foi neste contexto que o futebol começou a ganhar espaço, acabando por aproximar o clube da população local. Com o passar dos anos, o Lens deixou de ser apenas uma equipa da cidade para se tornar uma parte da sua identidade.

Diego Tamaian · 4 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

O preço do sucesso: caso Manchester City

Há vitórias que ficam para a história, equipas que atravessam gerações. E há clubes que, mesmo depois de conquistarem tudo aquilo com que alguma vez sonharam, falham em manter o que de bonito o futebol tem. O Manchester City habituou-nos a ganhar, a dominar campeonatos, a empilhar títulos, a transformar finais em rotina e a fazer do futebol de Pep Guardiola uma referência mundial. Durante anos, a discussão em torno do clube centrou-se na qualidade do seu plantel, na genialidade do treinador e na capacidade de impor uma identidade de jogo que parecia estar vários passos à frente da concorrência. E nada disso se apaga, mas hoje há outra discussão que não pode ser ignorada.

Francisca Marafona Graça · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.