50 anos depois, a receita é a mesma: Acreditar

    Cabeçalho Futebol Nacional

    Está posta a mesa para a festa da Taça! De todos os aperitivos desejados, croquetes, panados, rissóis, bifanas, bolinhos de bacalhau, enfim, o couvert, ou o c’oubér em bom bracarense, este é aquele que o Braga mais quer provar. A Taça de Portugal. Numa época que a meu ver está a ser muito boa, só falta mesmo a cereja para o final. Faz este Domingo 50 anos, a 22 de Maio de 1966, que «Bino», ex-jogador do Sp. Braga que levantou a hercúlea Taça de Portugal em 1965/66, terá dito o seguinte: – «O Braga só levanta a próxima Taça daqui a 50 anos!» Ora bem Bino, se era brincadeira ou não, não sei. Mas que 50 anos depois estamos no Jamor… Espero que tenhas razão! Já agora permitam-me um pequeno comentário. Desta vez, seja qual seja o jogador que comente no final do jogo, preferia uma profecia mais curta. 50 anos é muito tempo… Dito isto, que a tua profecia se concretize amanhã para rejubilo de todos os bracarenses!

    Ganhar amanhã seria o reflexo da época braguista. Um ano de vitórias e sentimentos únicos! Fomos longe em várias ocasiões e nas provas que estávamos inseridos. Bem mais que heróis, fomos Homens quando o inimigo parecia maior. Penso ser esta a receita para o jogo de amanhã. Encarar o inimigo nos olhos com todo o respeito que nos merece. Se assim for, saberemos ganhar ou perder com a cabeça levantada. Aí sim veremos com quantos Homens se faz um clube. Pelas minhas contas, com os 12500 presentes no Jamor e muitos outros que por Braga vão sofrer, gritar e apoiar, somos mais que suficientes para provar o nosso valor. Nada devemos a ninguém. A nós, devemo-nos a Taça. Acreditar é a palavra de ordem!

    Os "Gverreiros" estão prontos para a batalha Fonte: SC Braga
    Os “Gverreiros” estão prontos para a batalha
    Fonte: SC Braga

    No que toca à importância deste título não há muito a dizer. Para além de ser óbvio, não sou doutorado em futebol para lhe acrescentar alguma coisa de uma irreverência tal, que depois de ler o texto sairia com a testa mais comprida. Não. Sou um adepto e um jornalista que por gosto corre pelo desporto e pelo seu clube em particular. Somente isso. Tenho sim o direito e o dever de achar que posso dar a minha opinião. Apesar do espaço parecer curto tentarei ser o mais breve possível, para que não crie insónias aos braguistas, ou sonolência aos leitores de outros clubes. A verdade é que falamos da prova rainha do futebol português. Para mim, este troféu tem e terá sempre um significado especial em comparação a qualquer outro. Em primeiro lugar, é o maior reflexo de um país que transpira e respira tradição. É um dia de festa, de convívio, de um sonho a dois que no fim só por um é vivido. Tradição leu bem! Quem entrega a Taça? O Presidente da República. Braguista por coincidência ou não, pode ser que dê uma sorte extra. Em que dia e a que horas é o jogo? Domingo ás cinco da tarde, onde famílias inteiras assistem a um espectáculo que não tem repetição ou comparação.

    Dia e hora de descanso para grande parte da população. Onde é realizado o jogo da Taça? No estádio nacional. São tantas as evidências que se torna um dia feliz por toda a mística que o envolve. Não é o mesmo que ser campeão. Não. Mas ganhar a Taça é ser um Homem com H grande na pele de um herói para muita gente. Essa gente que acompanha e não desarma no apoio que transmite à equipa. Amanhã sejam heróis, mas acima de tudo Homens. Guerreiros. A Taça é de todos e para todos. Para ser campeão nacional, é preciso estar na primeira liga de futebol e defrontar pelo menos cada adversário duas vezes. Para ganhar a Taça basta crer e querer. Acreditar que é possível até ao apito final. Se existe uma característica verdadeiramente guerreira, essa, é acreditar que somos capazes. Estamos Juntos, neste nosso coração Guerreiro que nos move.

    Foto de capa: SC Braga

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    Pedro Nuno Sousa
    Pedro Nuno Sousahttp://www.bolanarede.pt
    O Pedro tem 22 anos, é arqueólogo de formação e jornalista desportivo por inspiração. Teve oportunidade de praticar vários desportos, o que proporcionou esta paixão. Frequenta o mestrado em História e é minhoto. Gosta muito dos seus amigos e por isso tenta preservá-los. Também gosta de teatro e é ator amador. Frequentou formações no 'Cenjor' e no 'Palavras Ditas' porque gosta de enriquecer a vida profissional. Um dia espera ser relator de futebol.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.