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SC Braga 1-2 SC Covilhã: E salta Peseiro e salta Peseiro!

Pedro Nuno Sousa · 4 min

SC Braga 1-2 SC Covilhã: E salta Peseiro e salta Peseiro!

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Cabeçalho Futebol NacionalFoi um dia muito triste aquele que foi vivido nesta quarta-feira em Braga. O afastamento da Taça de Portugal foi um golpe muito duro para um clube que ambiciona ter títulos e proporcionar bons momentos aos seus adeptos e à sua cidade. Rolaram cabeças e, sinceramente, com justa causa. José Peseiro abandonou o comando técnico do Sporting de Braga depois de ter fracassado na Europa e na Taça de Portugal, dois objectivos claros do clube minhoto. Honestamente, só não fracassou mais porque não deixaram. Ainda bem. Este clube merece alguém que os tenha, popularmente falando, no sítio. Não era o homem certo para o lugar e não tinha as qualidades nem o carácter ambicioso que o Braga procura num treinador. Muito menos depois do exemplo da época anterior. Sendo assim, Abel tem a função de orientar o grupo e tentar o melhor até surgir uma solução. Força, Abel!

Desde o primeiro dia de trabalho que José Peseiro é contestado pela massa associativa bracarense. O porquê não é difícil de perceber. As suas equipas tanto têm boas exibições como de um momento para o outro baixam o rendimento de tal forma que deitam tudo a perder. A vontade de arrancar cabelos passa a ser a de fechar os olhos para não ver mais.

A direcção apostou em quem achava melhor e eu respeitei a decisão. Quis acreditar que era possível chegar longe, pois a minha paixão conduziu o meu pensamento. Peseiro voltava a Braga com um discurso de político. Entusiasta, ambicioso, arrojado… Mas só treta não chega. Esperar para ver o Braga jogar era martírio depois da época anterior. As primeiras novidades logo vieram quando chegou a Supertaça. Falhámos a conquista mas até demos boas mostras. O arranque no campeonato foi bom, com uma vitória em casa do rival, mas logo se seguiu um empate, num jogo em que falharam muitas coisas. Com o avolumar dos jogos e das provas, ao invés de surgir o ritmo e a união surgiu desconfiança e afastamento. E foram vários os factores que levaram à quebra na equipa e à queda de José Peseiro no comando técnico do Braga. A minha consciência vai praguejando: Primeiro… Peseiro!

Acabou a paciência com José Peseiro Fonte: SC Braga
Acabou a paciência com José Peseiro
Fonte: SC Braga

Quem é este treinador? Aquele que ganhou a Taça da Liga pelo Braga ou o que perdeu a Taça de Portugal na época anterior frente a esta mesma equipa? Pois… Não sou praticante do Peseirismo e não tenho nada contra quem seja, mas não concordo com essa filosofia. A máxima do ganhar cinco a quatro a jogar bom futebol é anedota e a margem mínima à rasquinha foi o que mais se viu, com a excepção de alguns jogos. Poucos…

Segundo ponto. O mau planeamento do plantel para esta época: Peseiro também tem alguma responsabilidade. A pré-época existe para afinar estratégias e perceber o que falta. E, como já sei que cada um tem a sua opinião, a minha é a seguinte: faltavam jogadores no meio-campo e nas linhas laterais. «Estão a rodar em equipas da liga para ganhar ritmo»… Exacto. Muito bem pensado. Agora não há ninguém para a sexta posição… Nas laterais, Baiano é bom mas precisa de quem o faça correr. E se for preciso atravesso meio Brasil para dizer que com o Goiano se passa o mesmo. Dois jogadores que na época passada foram decisivos estão até então em baixo de forma.

O meio-campo é escandaloso. A saída de Luiz Carlos deixou saudades e um buraco por tapar. Mas para Peseiro chegava. Aliás, para fazer isto tudo acontecer só faltava mesmo mudar de táctica… Fantástico! No esquema táctico da época passada jogávamos bem, mas Peseiro optou pela fórmula mágica e achou por bem insistir até meio de Novembro. Correu mal.

Terceiro ponto. As lesões. É injusto culpar alguém pelo azar dos outros. Mas também é verdade que nem tudo é azar e a preparação física existe para alguma coisa. Falamos de outro nível, sim, mas qualquer jogador do Shakhtar Donetsk passava por um jogador do Braga com o dobro da energia. Isso também se treina! Esclareço que aqui dou razão a Salvador quando diz que certos jogadores não perceberam ainda o que é jogar no Braga. Começar a correr também é preciso. Outra coisa que aconteceu, mas ninguém deu por ela, foi a lesão de Pedro Santos.

O que aconteceu? Alguém sabe? Eu explico. Passaram noventa minutos de jogo e Peseiro decidiu colocar Pedro Santos. «Muito bem, José, a aplicar uma substituição na equipa do Braga.» Mas, aos noventa, para quê? Porque é que o Pedro Santos não entrou mais cedo? Era aos noventa que íamos dar a volta? Assim num ápice? Correu mal. Lesionou-se e ficámos sem o jogador que mais brilhava na equipa até então. Peseirices… Ditaram um salto para a rua… A paciência esgota e não era de esperar outra coisa senão a saída do treinador. Agora, é necessário remar com todas as forças e com todos, para ainda poder ambicionar qualquer coisa.

Para terminar, queria somente dar os parabéns à equipa do Covilhã, que passou para a próxima eliminatória da Taça de Portugal merecidamente. Estes seguem assim em frente na prova depois de um jogo em que foram superiores e demonstraram saber acreditar no resultado. A tal Fé de vencer que permite chegar longe nesta prova prevaleceu nos de fora.

Foto de capa: SC Braga

Pedro Nuno Sousa

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