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Em jogo a contar para a segunda jornada da Taça da Liga, Os Belenenses receberam a equipa do Marítimo. Em igualdade pontual, ambas as equipas espreitavam por uma vitória para alcançar o Sporting no primeiro lugar do grupo, que venceu ontem o União da Madeira.

Como era de esperar, os técnicos operaram algumas “mexidas” nos XI inicias. Nos azuis e brancos, Domingos Paciência fez quatro alterações, com destaque para Maurides que começou o jogo no banco. Por sua vez, Daniel Ramos retirou oito peças do seu onze inicial, deixando apenas três dos defesas que iniciaram o jogo no estádio do Dragão a contar para o campeonato: Bebeto, Zainadine e Drausio.

Numa primeira parte sem sabor algum e em que nada aqueceu a gélida noite de Dezembro, nenhuma das equipas se mostrou merecedora dos três pontos. No entanto, foi a equipa do Restelo que mais pegou na batuta do jogo e que criou um bom par de oportunidades junto da baliza de Abedzadeh. Todavia, e até mesmo essas oportunidades não se revelaram como momentos flagrantes da partida.

Para se ter noção do fraco jogo vivido no Restelo, só à passagem da meia hora se cheirou a golo: após um lançamento efectuado rapidamente no flanco esquerdo do ataque dos azul e branco, Tiago Caeiro desperdiçou a melhor oportunidade desta primeira parte. Do lado marítimista, o único lance digno de registo surgiu ao minuto 45 por intermédio de Luís Martins. Ao remate do lateral, Filipe Mendes, guardião do Belenenses, respondeu com uma excelente intervenção.

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O segundo tempo resume-se numa frase: mais do mesmo. Bola cá, bola lá, mas nada de concreto. Uma ameaça ou outra, mas com pouca qualidade de jogo. Um jogo pobre e nada convincente de duas equipas da primeira divisão.

Nos dez minutos finais, a equipa de Belém, a jogar em casa, foi atrás dos três pontos. Com inúmeras bolas lançadas para a área, a equipa da cruz de Cristo esteve perto do golo, chegando mesmo a ver o seu avançado Maurides, lançado já no decorrer da segunda parte, a enviar a bola ao poste direito da baliza dos insulares. Com uma parte final do jogo escaldante, ambas as equipas estiveram perto do golo. Respondendo a um grande lance de Édgar Costa (parado por Filipe Mendes), num contra ataque rápido conduzido por Diogo Viana, este não foi capaz de concretizar.

Num jogo em que apenas as equipas acordaram nos últimos dez minutos, foi a equipa da casa que mais mereceu a vitória. Com este empate as equipas partem para última jornada desta fase de grupos a precisar de terceiros para garantirem uma possível presença na final four em Braga, no próximo mês de Janeiro.