SC Braga 2-1 CS Marítimo: Domínio caseiro inicial não evitou apreensão tardia

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A chuva escolheu este domingo para se estrear no outono da capital minhota e, associada à pouca relevância que a Taça da Liga continua a ter no panorama futebolístico nacional, contribuiu para uma parca assistência numa partida em que, desta feita, os arsenalistas não se podem queixar do horário escolhido para justificar a falta de público nas muito despidas bancadas da Pedreira.

Podiam até ser poucos os adeptos, mas faziam-se ouvir e os da casa não se fizeram rogados de aproveitar o ímpeto para, desde bem cedo, assumir por completo o controlo do encontro. Sem necessidade de brilhantismos, o SC Braga ia chegando com facilidade à área contrária e foi, assim e sem surpresa, que, após várias intervenções de Charles e dos muitos defesas insulares, André Horta inaugurou o marcador aos 11’.

O restante da primeira metade seguiu no mesmo registo, com os Gverreiros do Minho a ameaçarem a baliza contrária uma e outra vez. Ia valendo o guardião maritimista. Na sequência de um canto, aos 26’, a bola até entrou, mas não contou, por falta sobre Charles, contudo o 2-0 chegaria mesmo. Aos 34’, Paulinho respondeu de primeira a cruzamento da esquerda e aumentou a vantagem com um volley perfeito.

O segundo tempo começou com outro tom e com os visitantes a passarem a ter mais posse, ainda que permitida. Continuavam bem visíveis as fragilidades ofensivas que os impediam de ameaçar a baliza de Matheus, mas, pelo menos, quebrava-se o domínio ofensivo bracarense e jogava o Marítmo com maior tranquilidade e sem estar constantemente encostado às cordas.

Bambock ainda deu esperança aos visitantes
Fonte: CS Marítimo

Aos 66’ mudaria um pouco o figurino do jogo, o Marítimo beneficiou de um canto e uma péssima saída de Matheus permitiu a Bambock dar um surpreendente equilíbrio ao marcador e abrir a porta da esperança insular.

As reações fizeram-se sentir também em ambos os bancos, com os dois treinadores a mexer, mas isso acabaria por não se refletir em novas alterações do marcador. Os visitantes continuaram a ter um ligeiro ascendente e deixaram uma bem melhor imagem de si que a que haviam dado nos primeiros 45 minutos, enquanto o Braga conseguiu somar os três pontos e ficar com o apuramento quase garantido para a final four, apesar do desnecessário sofrimento na parte final.

Referir também uma nota positiva para a equipa de arbitragem, assertiva e coerente e que ajudou ao bom fluir do encontro.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SC Braga: Matheus; Esgaio, Bruno Viana, Pablo, Sequeira; André Horta, Novais (Claudemir 73‘), Palhinha; Galeno (Wilson Eduardo 81’), Ricardo Horta, Pauinho (Rui Fonte 73‘)

CS Marítimo: Charles; Bebeto, Bambock, Grolli, Vukovic, China; Edgar Costa (Nequecaur 45’), André Teles, Correa; Getterson (Erivaldo 79‘), Rodrigo Pinho (Marcelino 73’)

José Baptista
José Baptista
O José tem um amor eclético pelo desporto, em que o Ciclismo e o Futebol Americano são os amores maiores. É licenciado em Direito (U. Minho) e em Psicologia (U. Porto).

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