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Braga a receber a meio de uma tarde de sexta-feira no inverno um jogo de futebol daqueles que, como se costuma dizer, só contam para aquele conhecido jogo de apostas. Com ambas as equipas já eliminadas da Taça da Liga, só a honra estava em jogo e composição das bancadas mostrou isso mesmo, com apenas 2994 espetadores presentes.

Depois da alteração do horário do jogo, estava marcado para as 21h e foi durante a semana adiantado para as 16h, houve nova mexida no tempo, desta vez porque o ritmo pachorrento de uma partida quase de treino viu os jogadores demorarem a sair do balneário e o jogo lá começou com cinco minutos de atraso.

Perante a parca relevância prática do jogo, Abel Ferreira aproveitou para rodar alguns jogadores menos utilizados, revolucionando o onze. Na baliza, Tiago Sá fez a sua estreia pela equipa principal dos minhotos e, à sua frente, Bruno Viana, Rosic e Sequeira juntaram-se ao habitual titular Goiano para formar um quarteto defensivo praticamente novo. Já na frente os destaques eram André Horta, que após ter começado a época passada a titular no Benfica foi perdendo espaço na Luz e agora tarda em afirmar-se neste empréstimo ao Braga, e o regresso de Wilson Eduardo aos relvados após lesão prolongada.

Wilson Eduardo precisou somente de cinco minutos para marcar no seu regresso após lesão Fonte: SC Braga
Wilson Eduardo precisou somente de cinco minutos para marcar no seu regresso após lesão
Fonte: SC Braga

E o extremo português dificilmente regressaria de melhor maneira, já que fez o gosto ao pé logo aos 5 minutos, dando aos da casa vantagem sobre um Portimonense com muitos dos habituais titulares, com exceção para a inclusão do jovem Wilson Manafa.

Com a partida a baixa intensidade e sem nenhum dos onze a ter grande incentivo para deixar tudo em campo, os 90 minutos serviram bem para observar alguns dos jogadores em campo. Por exemplo, Tiago Sá demonstrava algum nervosismo e teve algumas saídas mal medidas a cruzamentos. Já Nakajima ia sendo o melhor dos algarvios e mostrando alguns lampejos de qualidade a espaços, ainda que não nível que o leva a ser um dos nomes mais falados do mercado de transferências de janeiro.

Numa primeira parte sem muita ação digna de nota, seriam dois cantos a acrescentar alguma emoção. Primeiro, um canto tenso de Goiano encontrou um bom remate de Bruno Viana para ampliar o marcador, aos 31 minutos. E não muito depois, aos 38 minutos, foi a vez de Dener reduzir de cabeça.

A segunda metade trouxe um jogo mais direto, com maior velocidade de muita parada e resposta. Ainda assim, não foram muitas as oportunidades para visar as balizas adversárias. Wilson Eduardo enviou a bola ao poste aos 52 minutos, o Portimonense desperdiçou um contra-ataque de três para dois pelos 75 minutos e até o árbitro teve o seu momento quando parou o jogo devido a problemas técnicos com o intercomunicador que não foram passíveis de se resolver.

Só que o que parecia caminhar para uma aborrecida vitória dos arsenalistas teve o seu senão aos 78 minutos, quando Dener, sozinho frente a Tiago Sá, estoirou com a bola para dentro das redes e colocou tudo empatado. Os adeptos da casa não gostaram e demonstraram o seu desagrado, mas foram mesmo os visitantes que se motivaram com o empate e partiram para cima do opositor na tentativa de chegar ao golo.

O jogo acabaria mesmo com um empate a dois e foi um justo culminar da participação destas equipas na Taça da Liga, sem nada de mais para mostrar e a justificar a eliminação.

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