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Taça da Liga voltou em força lá pelos Algarves! A primeira meia-final – disputada pelo Braga e pelo Vitória de Setúbal – resultou na passagem dos arsenalistas à final da Taça CTT. Um jogo bem disputado, entre duas boas equipas, e que terminou com um resultado favorável aos Guerreiros por três bolas a zero. Desfecho algo exagerado, até pelo bom jogo que o Vitória de Setúbal realizou. Posto isto, sabemos que no próximo domingo o Braga tem jogo marcado, frente ao Benfica ou ao Moreirense, para se saber de vez quem vence a Taça CTT.

O jogo iniciava-se com um Braga repleto de alterações. Rosic e Artur Jorge na dupla de centrais, Baiano a preencher o corredor esquerdo defensivo, e Ricardo Horta como titular por troca com Wilson. No lado setubalense não foram tantas as alterações: destaque somente para Pedro Trigueira, na baliza, e Mikel, que apareceram a surpreender face às últimas partidas. A bola começava a girar no relvado e os jogadores de ambos os conjuntos mostravam a importância capital de vencer este encontro. Muita personalidade e entrega são, a meu ver, os termos mais correctos que definiram a partida. A dureza com que os lances eram disputados e a objectividade com que ganharam metros ao adversário eram explícitas para quem acompanhou todo o encontro. O jogo começou bastante dividido e com poucos lances de perigo. Até aos dez minutos, as faltas foram recorrentes e os apitos também. Na cobrança de um pontapé de canto, Pedro Santos tentou rematar à baliza do Setúbal. Venâncio estava com a mão no sítio errado, e foi assinalada grande penalidade. A meu ver, bem assinalada e o número vinte e três bracarense fez o que tinha a fazer. Golo do Braga aos doze minutos e os arsenalistas estavam na frente do marcador.

Paulinho esteve em evidência. Fonte: SC Braga
Paulinho esteve em evidência.
Fonte: SC Braga

O Setúbal quis reagir de forma rápida e esclarecida, tentando sobrecarregar a área braguista. Conseguiu fazê-lo, de várias formas e feitios, mas não foi suficiente. Já o Braga, tentava explorar o erro do adversário através de transições rápidas. Mas estas não foram tão frutíferas quanto se desejava. Numa jogada em que o atleta do Vitória, Nuno Santos, se isola frente a Matheus, aparece o tal carteiro a realizar um corte essencial. Paulinho comeu o Danoninho, cresceu um pouquinho e fez corte limpinho. Aquele «bocadinho assim» chegou para ser essencial. Excelente corte. Passou o perigo na defesa bracarense, que não esperava tamanho susto. Um outro caso maior do jogo ocorre por volta dos vinte minutos. Edinho desfere uma testada, a duzentos quilómetros por hora, com selo de golo. A confusão é tremenda e a bola parece tocar no braço de Artur Jorge. Um lance rápido e de análise difícil, mas a grande penalidade ficou por assinalar. Saíram prejudicados os sadinos, com alguma razão de queixa. Honestamente lhe digo a si, leitor, que com uma equipa de arbitragem de tal calibre não seria difícil que o jogo tivesse um ou outro caso. Bola para a frente, que os noventa continuam a contar. Pouco depois, o Braga organiza-se no meio campo ofensivo, com Batagllia a romper sempre que pode. Stoijilkovic tenta um golão. Sonhou bem, mas Venâncio estragou a sesta. Bola para fora; e o jogo estava na mesma.

Até ao final da primeira metade, Nuno Santos, Nuno Pinto e João Amaral – todos de bola parada – tentaram a sua sorte rematando à baliza de Matheus, através da cobrança de livres directos. Mas a bola não entrou, e continuávamos na mesma. Pedro Santos, do lado do Braga, tentou também fazer golo, mas Trigueira estava lá para o negar. O intervalo chegou, aos quarenta e quatro minutos e cinquenta e nove segundos, para olear as máquinas para a segunda parte. Xistra acusou aquele segundo final.

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No segundo tempo o jogo foi bastante caricato. Carlos Xistra apitava sempre que podia. Ou era porque o Zé Manuel estava cheio de força, porque o Xeca não estava atento, porque o Nuno Pinto reclamava, ou porque o Paulinho não comia a sopa… «Mas o Paulinho não levou amarelo!» «Pois não! Porque depois lá comeu a sopa.» Tanto apito, que os adeptos já estavam fartos de pausas no jogo. Mas eu compreendo: Xistra ensaiou uma coreografia bonita, e queria apresentá-la ao público. Teve azar, porque as pessoas foram ao Algarve para ver futebol. Enfim: coisas da bola… Fora o espectáculo dado pela equipa de arbitragem, o jogo teve ainda alguns lances dignos de palavras. Nuno Pinto cometeu um disparate na defesa do Setúbal, e o Braga aproveitou para fazer o segundo. Rui Fonte assiste Stoijilkovic e este faz o dois zero. Está lá dentro. Aos setenta e três minutos, Santana – acabado de entrar – tenta reduzir para o Vitória, mas Matheus e o poste estavam lá para fechar a baliza. Em qual deles a bola embateu não sei, mas não entrou. Antes que o jogo terminasse, houve ainda tempo para o Braga ampliar a vantagem por intermédio de Rodrigo Pinho, que concluiu bem o cruzamento de Ricardo Horta. Três a zero foi o resultado final nesta meia-final da Taça da Liga. O Vitória de Setúbal volta para casa e o Braga permanece em terras algarvias até domingo. Falta agora decidir a outra partida entre águias e cónegos. Seja quem for a estar na final, que ganhe o Braga! Estamos lá!

Artigo revisto por: Mafalda Carraxis

Foto de capa: SC Braga