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Quinze dias depois do último confronto, para o campeonato, Académica e Nacional voltaram a medir forças no Cidade de Coimbra. Clubes iguais, jogo diferente – pelas cinco mudanças operadas por Costinha no onze dos madeirenses, pela mudança de líder no comando técnico da Académica (Ricardo Soares estreou-se) – … mas com o mesmo resultado de há quinze dias.

Os primeiros minutos do Académica-Nacional da Taça foram bem mais aborrecidos que os do campeonato. Não fosse uma bola na trave, cortesia de João Real, a agitação trazida por Chiquinho, da parte dos estudantes e de Murilo (obrigou Ricardo Ribeiro, guarda-redes da Académica, a aplicar-se numa das suas escapadelas pelo lado esquerdo do ataque nacionalista), da parte dos madeirenses e a primeira parte teria sido remédio santo para quem andasse com dificuldades em adormecer.

O segundo tempo trouxe mais motivos de interesse. A Académica passou a ser mais incisiva na circulação de bola e, antes de ameaçar marcar (Guima e Chiquinho estiveram perto de ser felizes, chegou mesmo a vantagem por intermédio de Marinho que de cabeça, e à segunda recarga de um remate de Chiquinho, inaugurou o marcador.

A Académica ficou confortável no jogo, e Costinha decidiu mexer no jogo, fazendo entrar Witi para o lugar de Murilo. Decisão acertada. O recém-entrado nº7 do Nacional agitou o jogo dos insulares e, para além de conseguir arrancar a expulsão de Nélson Pedroso, por acumulação de amarelos, ainda assustou o Cidade de Coimbra com um cabeceamento que obrigou Ricardo Ribeiro a enorme defesa.

Os esforços de Witi, porém, não tiveram reflexo no resultado, que não mais não se alterou até final da partida.

A estreia de Ricardo Soares no comando técnico da Académica foi, assim, apadrinhada por uma vitória saborosa – por ser frente a um rival na luta pela subida, mas também por carimbar a passagem aos oitavos-de-final da Taça de Portugal.

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