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O regresso de Zé Castro, símbolo da Académica, ao relvado do Cidade de Coimbra e o aniversário do seu presidente, Pedro Roxo eram duas cerejas que cairiam bem sobre o bolo do apuramento para os 16 avos de final da Taça de Portugal. Pois bem, caíram mesmo, com a Académica a sair vencedora de um jogo que só terminou… 192 minutos depois de começar e que teve nada mais nada menos que 30 minutos de desconto, e não, não incluimos aqui o prolongamento. Mas já lá vamos.

Talvez inundados perante o calor que se fez sentir no Estádio Cidade de Coimbra, FC Paços de Ferreira e Académica OAF entraram em campo num ritmo lento que explica a falta de oportunidades de golo até à primeira interrupção do jogo por falha de um dos holofotes do Estádio Cidade de Coimbra. Pausa de dez minutos para refrescar… que fez bem ao encontro.

As oportunidades de perigo começaram a aparecer em ambas as balizas, tendo como protagonistas os pontas-de-lança de ambas as equipas: Diogo Ribeiro (Académica OAF) e Luiz Phellype (FC Paços de Ferreira). O 66 dos estudantes, explorando, sagazmente, as costas da linha defensiva do Paços (sempre muito subida abriu as hostilidades com um chapéu … que teve o poste como destino, ao qual o 28 dos castores respondeu com um remate às malhas laterais.. já depois de ter ultrapassado Guilherme Oliveira.

Diogo Ribeiro não se ficou e, perto do minuto 45 isolou Chiquinho, mas este disparou muito por cima. A resposta não demorou mais que sete minutos (foram dados 11 de compensação) – em resposta a canto batido por Xavier Luiz Phellype cabeceou… e inaugurou o marcador em cima do intervalo.

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O segundo tempo começou como o primeiro – molengão. Desta vez, porém, foi premeditado. O Paços congelou o jogo, não permitindo grandes veleidades a uma Académica que tentou reagir, com a entrada de Ki para o lugar de Chiquinho (encostando o meio-campo ao ataque) e o refrescar das opções defensivas com Marinho e Djousé a entrar para o lugar de Harramiz e Diogo Ribeiro, respectivamente, mas não conseguiu incomodar os pacenses. Aliás, seriam os castores a criar perigo – Luiz Phellype, derrubado na área assumiu a tentativa de conversão da grande penalidade… mas permitiu a defesa ao guardião da Briosa, Guilherme Oliveira.

O jogo esteve interrompido por falha nos holofotes
O jogo esteve interrompido por falha nos holofotes

Pensou-se que a Académica iria reagir positivamente, mas não conseguiu, condicionada, talvez, por mais uma falha de energia. As oportunidades não surgiam e parecia que só um milagre levaria a Académica ao prolongamento. Pois bem, esse milagre apareceu. Depois de agarrar a bola na sua àrea, Defendi demorou a repô-la, colocou-a no chão… mas não se apercebeu da presença de Ki, que, qual ninja, lha roubou, sendo, na sequência, derrubado pelo guarda-redes pacense. Grande penalidade para a Briosa. Chamado à conversão, Nélson Pedroso, não desperdiçou e levou o jogo para prolongamento.

Animada com o golo do empate, a Briosa carregou sobre o seu adversário na esperança de usar o seu ímpeto a seu favor. Zé Castro e Djoussé tentaram, mas viram Defendi redimir-se do erro descomunal cometido minutos antes. Quando o jogo parecia estar a animar… nova falha de iluminação.

O jogo esteve parado durante 8 minutos e quando retomou o jogo voltou a estar molengão e só mesmo um livre em zona frontal à grande àrea da Académica voltou a animar o encontro – Ricardo Dias foi expulso, por acumulação de amarelos e Pedrinho preparou-se para cobrar o livre em posição perigosa. O jogo estava a animar, não estava? Pois bem, a luz falhou outra vez. Quando foi reposta, Pedrinho bateu o livre e atirou a rasar a trave.

O segundo tempo do prolongamento já não conheceu paragens, mas conheceu golos… e falhas de iluminação. Marinho conduziu e finalizou um contra-ataque … à média-luz. É que durante a jogada, um dos holofotes falhou. Tudo regular, segundo o àrbitro, e a Briosa fazia assim o 2-1 aos 109 minutos (138 se incluírmos os descontos) da partida.

O Paços, naturalmente protestou a legalidade do lance, mas de nada lhe valeu senão a expulsão de um elemento do seu banco… e um futebol mais praticado com o coração do que com a cabeça, que não deu em nada e selou a eliminação da Taça de Portugal.

A maratona de cerca de 150 minutos de jogo (incluindo o tempo de paragem) foi ganha pela Briosa, que pôde, assim, dar uma prenda de aniversário ao seu presidente e estrear Zé Castro num jogo… especial.

 

Nota: As falhas de energia foram completamente alheias à Académica OAF, conforme foi explicado durante o jogo, pertencendo a “responsabilidade” aos incêndios que deflagram no distrito de Coimbra. Às vítimas dos mesmos, o Bola na Rede endereça uma palavra de apoio.