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O Académico de Viseu FC recebeu e venceu o CD Feirense por uma bola a zero. O tento foi apontado por Latyr Fall, mas fica na retina a boa exibição de todo o conjunto academista.
O jogo começou com os feirenses a ameaçarem de pronto a baliza de Ricardo Fernandes, logo aos 30 segundos. Élvis Baldé conduziu a bola pela direita e disparou forte desde a entrada da área, mas o remate passou ligeiramente ao lado. Da outra parte, o primeiro remate à baliza surgiu aos sete minutos, numa tentativa do lateral direito Yang, que fez o seu segundo jogo consecutivo como titular.
Depois destes dois ameaços iniciais, o perigo só voltou a rondar uma das balizas, neste caso a dos viseenses, em cima do quarto de hora de jogo. Zé Ricardo avançou pelo corredor esquerdo da turma de Santa Maria da Feira, cruzou a bola, que passou entre o guardião e a linha defensiva do Académico, e por pouco não teve a correspondência de Vítor, ao segundo poste.
A resposta dos academistas só veio aos 29 minutos, mas foi na sequência de um lance que a pressão alta sobre o adversário deu frutos. Ao tentar sair a jogar desde trás, Fábio Espinho acabou por ceder ao congestionamento que lhe foi imposto por João Oliveira, tendo este último arrancado, de seguida, o cruzamento para Jean Patric, mas o remate do extremo saiu muito por cima da baliza de Caio Seco.
A partida ganhou vivacidade e, logo de seguida, Feliz colocou à prova os bons reflexos de Ricardo Fernandes, eles que foram companheiros no agora primodivisionário Famalicão. No lado oposto, João Mário roubou a bola a Ícaro junto à grande área do Feirense e ficou isolado na cara de Caio Secco, mas o guarda-redes brasileiro não deixou que o avançado moçambicano inaugurasse o marcador.
A cinco minutos do intervalo, os academistas chegaram mesmo a introduzir a bola na baliza adversária, mas Jean Patric estava em posição irregular no momento do cruzamento de Jorge Miguel. Este foi mesmo o último lance relevante do primeiro tempo, tendo chegado o intervalo com um 0-0 no marcador, que castigava mais a exibição dos viseenses do que a dos feirenses.

Fonte: Bola na Rede
Durante o intervalo, destaque para a homenagem feita pelo Académico de Viseu aos jovens que representam os escalões inferiores do clube, destacando-se destes a equipa de sub17, que conquistou o título distrital na temporada 2018/19.
De volta ao encontro, o início da segunda parte trouxe um cenário idêntico ao do primeiro tempo, com o “sinal mais” do jogo a pertencer aos viseenses. No entanto, a primeira situação evidente de golo pertenceu ao Feirense, com Fábio Espinho a colocar João Víctor na cara de Ricardo Fernandes, mas com o guarda-redes português a fazer uma mancha impecável e a negar o tento de abertura ao avançado brasileiro.
Os ataques da equipa da Beira Alta iam-se sucedendo, ora pela direita com Luisinho, ora pela esquerda com Jean Patric, ou até pela zona central, onde Zimbabwe e João Oliveira funcionaram como dois verdadeiros catalisadores de jogo. Também os laterias Yang e Jorge Miguel projetaram-se bastante no terreno, o que colocava dificuldades à linha recuada dos comandados de Filipe Rocha.
Aos 68 minutos, o Estádio do Fontelo “explodiu” de alegria após João Oliveira ter introduzido a bola na baliza de Caio Secco… mas o golo viria a ser anulado, por alegada falta sobre Ícaro. Este lance levou mesmo a um desentendimento entre adeptos de ambos os clubes, o que resultou na intervenção das forças de segurança nas bancadas.
Quando os ânimos serenaram e o jogo recomeçou, o Académico de Viseu fez valer o velho ditado: à terceira, foi de vez. Após insistência de João Mário, este conseguiu cruzar para o meio da área, zona onde Latyr Fall apareceu e finalizou, numa jogada que não deixou qualquer dúvida e que foi validada. Estava finalmente inaugurado o marcador, de forma justa, para o lado dos viseenses.
Os homens de Santa Maria da Feira responderam perto dos 80 minutos, através de um livre direto, mas Ricardo Fernandes voltou a mostrar-se muito atento e defendeu com segurança. Já para lá do minuto 90, Nsor, que na época passada representou os viseenses, enviou uma bola à trave, numa altura do jogo em que o Feirense tentava por todos os meios chegar ao golo do empate e, consequentemente, forçar o prolongamento.
No entanto, o jogo terminou mesmo com a vitória do Académico de Viseu pela margem mínima, que assim se apura para a próxima eliminatória da “prova Rainha”.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Académico de Viseu FC: Ricardo Fernandes; Yang; Steven Pereira; Mathaus; Jorge Miguel; João Oliveira; Zimbabwe; Latyr Fall; Jean Patric; Luisinho (Bruninho, 90+3’); João Mário (Anthony Carter, 88’).
CD Feirense: Caio Seco; Edson Farias; Ricardo; Ícaro; Zé Ricardo; Ramires; Vítor (Boupendza, 74’); Fábio Espinho; Élvis Baldé (Fati, 71’); Feliz; João Víctor (Nsor, 65’).
A FIGURA

João Oliveira – O médio mais recuado do Académico de Viseu fez de tudo um pouco: pressionou, defendeu, fez jogar a equipa e até chegou a aparecer em zona de finalização. No meio de um jogo muito bem conseguido por parte dos comandados de Rui Borges, sobressaiu o esforço e garra do médio português.
O FORA DE JOGO

Setor ofensivo do CD Feirense – Tarde “não” para os homens da frente da equipa de Santa Maria da Feira. Não foram capazes de criar grandes situações de perigo à defesa contrária, tornando mais difícil a tarefa primordial do futebol: marcar golo.
CONFERÊNCIA BnR
Académico de Viseu FC
Bola na Rede (BnR): Carimbado o apuramento, tem alguma preferência em termos de adversário para a próxima eliminatória?
Rui Borges: Sinceramente não. Agora é focar no campeonato e na taça, venha quem vier, queremos entrar para ganhar. O que fizemos hoje tem que ser transportado para o próximo jogo, para invertermos o ciclo negativo por que estamos a passar no campeonato.
Outras declarações:
“Na primeira parte o jogo foi dividido, na segunda fomos claramente superiores.”
“Fomos comprometidos e coesos, que foi o que nos faltou nos recentes jogos.”
“O campo para mim não serve de desculpas. Nunca me viram vir aqui queixar-me de jogadores que faltam ou de más condições. Jogo e trabalho o meu jogo com o que tenho e posso, e é a isso que temos de nos agarrar.”
“O adversário pode queixar-se do que quiser, mas a verdade é que o Académico fez uma segunda parte muito boa e deixa-me contente por termos voltado às exibições que fizemos no início da época.”
“As constantes paragens tornam mais difícil motivar os jogadores. Chegar ao fim de semana e não ter jogo é difícil, mas já estamos preparados e não me compete a mim comentar essas paragens.”
CD Feirense
BnR: Tendo em conta os recentes resultados da equipa, o que é que tem falhado?
Filipe Rocha: A bola entrar. Nós temos as situações e a bola não entra. No entanto, acredito que quem joga assim e trabalha assim não vai ter azar todos os jogos. Não somos como os adversários, que se limitam a fechar-se e a dar-nos o jogo. A continuar a trabalhar assim, vamos conseguir marcar e, consequentemente, ganhar jogos.
Outras declarações:
“A equipa entrou bem, tentámos jogar num relvado um pouco degradado, mais ainda na segunda parte.”
“Dominámos o Viseu, só tiveram situações de ataque na sequência de erros nossos.”
“Aproveitámos este jogo para testar novas opções e novos jogadores.”
“O Viseu tentou jogar constantemente com bolas nas nossas costas e com cruzamentos e foi assim que chegaram ao golo.”
“Pelo que fizemos, o grupo não merecia esta derrota.”
“Neste nível as equipas são equivalentes, pelo que o Viseu tentou jogar e usar o campo que tem, muito degradado.”
“Foi uma boa experiência, de forma a sabermos como jogar neste tipo de campos no futuro.”
“Não era por termos marcado no fim do jogo e, eventualmente termos passado, que eu iria estar mais ou menos satisfeito com o grupo.”
Foto de Capa: Bola na Rede
Artigo revisto por Inês Vieira Brandão













