Clube Desportivo das Aves e Caldas Sport Clube defrontaram-se na segunda meia final da taça e fizeram, assim, história. Ambas as equipas nunca tinham chegado tão longe nesta competição. O clube primodivisionário era o favorito, num encontro em que enfrentava a revelação desta taça: o Caldas.

Os homens do terceiro escalão até entraram melhor e até cheirou o golo. Nos primeiros cinco minutos, o Caldas tentou o golo por duas ocasiões e demonstrou que queria que o sonho do Jamor se tornasse num concreto objetivo. Rapidamente se percebeu também que a Mata foi até à Vila das Aves: 1000 adeptos foram apoiar a equipa na caminhada até ao Jamor.

Contudo, os avenses quiseram logo mudar o rumo do jogo. À passagem do nono minuto, Amilton tentou o golo, mas foi travado por Luís Paulo. As hostilidades, em termos de chances de golo, estavam abertas.

Ao minuto 23, o Aves obteve uma esclarecedora oportunidade de golo. Num lance muito polémico, Gonçalo Martins assinalou pontapé de penalti. No frente a frente, Paulo Machado tremeu e Luís Paulo encheu a baliza- grande intervenção do guardião do Caldas.

Decorridos os primeiros trinta pontos, o Aves teve mais uma oportunidade. Luís Paulo foi demasiado destemido e abalroou Derley. Desta vez, e por intermédio de Nildo Petrolina, os avenses não perdoaram e adiantaram-se no marcador.

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O Aves esteve bem no primeiro tempo e quando acelerava criava claras oportunidades de golo
Fonte: Bola na Rede

Oito minutos depois, o Desportivo voltou a estar perto do golo. Derley, lançado na corrida, foi egoísta e não conseguiu ampliar a vantagem. Luís Paulo, neste lance, deixou a desejar: não decidiu bem e ia comprometendo a sua equipa.

O jogo foi para intervalo e ficou a clara ideia de que bastava acelerar. A equipa da primeira divisão portuguesa foi superior demonstrava mais qualidade. Por sua vez, a equipa do Caldas demonstrava mais coração, mas nem sempre isso chegava. Era bem visível a vontade das duas equipas em passar esta eliminatória.

O objetivo, para ambas as equipas, era o mesmo- estar no Jamor!
Fonte: CD Aves

A segunda parte só não foi igual à primeira porque o jogo piorou. O Aves continuou a carregar e esteve quarenta cinco minutos à procura do golo da tranquilidade. José Mota demonstrou isso mesmo tanto nas indicações que deu à equipa como nas substituições que efetuou. Todavia, as oportunidades foram mais do que escassas. O Aves bem que acelerava, mas não conseguia, de facto, fazer o segundo da partida.

A quinze minutos do fim, o melhor lance da segunda parte. Paulo Machado, num livre direto, atirou de muito longe e muito forte, Luís Paulo não tremeu, fechou os punhos e defendeu.

O jogo caminhava para o fim e os níveis de nervosismo aumentavam a olhos vistos. O Aves queria desesperadamente ampliar a vantagem. O Caldas percebia perfeitamente que o 1-o não era um mau resultado, tendo em conta que estava a jogar contra uma equipa do primeiro escalão e que ainda tinha de jogar uma segunda mão no seu “habitat natural”.

Em suma, o Aves esteve bem, mas poderia ter estado melhor. Fez quase tudo bem- faltou o golo da tranquilidade para encarar a deslocação à Mata de uma forma serena. O Caldas demonstrou, mais propriamente na segunda parte, ser uma equipa bem mais matura do que aquilo que se poderia achar. Soube “gerir” bem o jogo e facilmente se apercebeu de que perder 1-0 contra o Desportivo das Aves não é, de todo, um mau resultado. Espera-se que a segunda mão seja muito mais interessante e emotiva. O jogo na Mata será certamente um jogo de Taça!